Seu remédio pode estar mexendo com seu sono? Pesadelos, sonambulismo, pernas inquietas e bruxismo

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Sim. Alguns medicamentos podem desencadear ou agravar pesadelos, sonambulismo, comportamentos durante os sonhos, síndrome das pernas inquietas e bruxismo. Mas associação não significa que o remédio seja necessariamente a causa.

personDr. Thiago G. Guimarães
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Publicado em 14 de agosto de 2026

Alguns medicamentos podem estar associados a pesadelos, sonambulismo, comportamentos durante os sonhos, pernas inquietas, movimentos periódicos das pernas e bruxismo. Entenda o que uma revisão sistemática encontrou e quando vale discutir seus remédios com o médico.

Diorama noturno mostrando uma pessoa dormindo e representações sutis de pesadelos, movimentos das pernas e medicamentos
Dr. Thiago G. Guimarães

Dr. Thiago G. Guimarães

CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.

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Resposta curta

Sim. Alguns medicamentos podem modificar não apenas a quantidade de sono, mas também o que o cérebro e o corpo fazem enquanto você dorme.

Isso pode aparecer como pesadelos muito vívidos, sonambulismo, comer dormindo, falar ou se movimentar durante os sonhos, vontade irresistível de mexer as pernas, chutes repetitivos durante a noite ou ranger dos dentes.

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Sleep Research identificou 73 medicamentos diferentes associados na literatura a parassonias ou transtornos de movimento relacionados ao sono. Os sinais mais relatados foram pesadelos, sonambulismo, transtorno comportamental do sono REM, síndrome das pernas inquietas, movimentos periódicos das pernas e bruxismo.

Mas existe um ponto essencial:

encontrar uma associação não significa provar que aquele remédio causou o problema.

Por isso, se uma alteração do sono começou depois da introdução ou mudança de dose de uma medicação, a informação mais útil não é simplesmente “parar o remédio”. É levar essa linha do tempo para a consulta e revisar o tratamento de forma estruturada.

Em 30 segundos

A revisão analisou estudos envolvendo adultos e encontrou:

  • 73 medicamentos diferentes relacionados a alterações do comportamento ou dos movimentos durante o sono;
  • 37 publicações sobre pesadelos;
  • 28 sobre sonambulismo;
  • 16 sobre transtorno comportamental do sono REM;
  • 62 sobre síndrome das pernas inquietas;
  • 9 sobre movimentos periódicos dos membros;
  • 4 sobre bruxismo relacionado ao sono.

Antidepressivos, antipsicóticos, hipnóticos e sedativos estiveram entre as classes mais frequentemente descritas.

Curiosamente, em 56% das associações entre medicamentos e esses distúrbios, o problema não aparecia nas informações regulatórias analisadas pelos autores.

Isso não quer dizer que as bulas estejam “erradas”. Em muitos casos, os estudos são pequenos, há apenas relatos de caso ou o evento foi descrito genericamente como “alteração do sono”.

Principais alterações do sono associadas a medicamentos

O que importa de verdade

Mensagem 1

  • Em 1 frase: uma mudança estranha no sono pode, em alguns casos, estar relacionada a um medicamento.
  • Por que isso importa: lembrar quando o sintoma começou pode ajudar muito na investigação.
  • A nuance: coincidência temporal não prova causalidade.

Mensagem 2

  • Em 1 frase: os efeitos não se limitam a “dormir mais” ou “dormir menos”.
  • Por que isso importa: pesadelos, sonambulismo, movimentos das pernas, comportamentos durante sonhos e bruxismo também podem ser efeitos farmacológicos.
  • A nuance: cada fenômeno pode ter várias outras causas.

Mensagem 3

  • Em 1 frase: não é uma boa ideia interromper uma medicação sozinho porque surgiu um sintoma noturno.
  • Por que isso importa: alguns medicamentos precisam ser reduzidos gradualmente e podem estar tratando uma doença importante.
  • A nuance: o melhor caminho é revisar medicamento, dose, momento de início do sintoma e alternativas junto ao médico.

Para quem este texto é útil?

Este texto pode ser particularmente útil se você ou alguém da família percebeu uma mudança relativamente nova como:

  • pesadelos muito mais intensos;
  • levantar e andar dormindo;
  • encontrar comida fora do lugar sem lembrar de ter comido;
  • falar, gritar, dar socos ou chutes enquanto sonha;
  • necessidade incômoda de movimentar as pernas à noite;
  • movimentos repetitivos das pernas durante o sono;
  • ranger ou apertar os dentes à noite.

Vale especialmente lembrar se isso apareceu depois de começar um medicamento ou após uma mudança de dose.

O que são parassonias?

Parassonias são comportamentos ou experiências anormais que aparecem enquanto a pessoa dorme ou durante a transição entre sono e vigília.

O cérebro não funciona como um interruptor que simplesmente passa de “acordado” para “desligado”. Durante a noite, diferentes redes cerebrais entram e saem de atividade.

Às vezes, partes responsáveis por movimento, emoção ou percepção ficam ativas em momentos inesperados.

É assim que podem surgir fenômenos como sonambulismo, pesadelos ou comportamentos durante os sonhos.

E o que são transtornos de movimento relacionados ao sono?

Nesse grupo, o principal problema são movimentos simples e geralmente repetitivos associados ao repouso ou ao sono.

Entre os mais importantes estão:

  • síndrome das pernas inquietas: necessidade desagradável de movimentar as pernas, geralmente quando a pessoa está parada e principalmente à noite;
  • movimentos periódicos dos membros: movimentos repetitivos das pernas durante o sono;
  • bruxismo do sono: apertar ou ranger os dentes enquanto dorme.

Na revisão, a síndrome das pernas inquietas foi o transtorno de movimento mais frequentemente relatado em associação com medicamentos.

Como isso aparece no dia a dia?

Imagine alguém que sempre dormiu de maneira relativamente tranquila.

Depois de iniciar ou aumentar uma medicação, a família percebe que essa pessoa passou a:

  • gritar durante a madrugada;
  • acordar depois de sonhos extremamente vívidos;
  • chutar enquanto dorme;
  • levantar da cama sem estar completamente desperta;
  • ou reclamar de uma inquietação insuportável nas pernas todas as noites.

O medicamento pode ser uma pista.

Mas não necessariamente é a resposta.

Esse é exatamente o motivo pelo qual a linha do tempo é tão importante.

Teste rápido: existe uma relação temporal?

Pergunte:

  • O sintoma apareceu depois do início de algum medicamento?
  • Houve aumento de dose pouco antes?
  • O horário da medicação mudou?
  • O problema piora nas noites em que o medicamento é usado?
  • Algum episódio semelhante já existia antes?

Quanto mais clara a relação temporal, mais razoável é discutir a possibilidade com o médico.

Como o estudo foi feito?

Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática seguindo recomendações PRISMA.

Foram inicialmente encontrados 937 registros no PubMed.

Os autores procuraram estudos originais em adultos com parassonias ou transtornos de movimento relacionados ao sono associados a medicamentos.

Segundo o resumo e a seção de resultados, 174 estudos foram incluídos. O fluxograma publicado no próprio artigo mostra 176, uma pequena inconsistência interna que merece ser preservada ao interpretar os números.

O trabalho identificou 73 medicamentos distintos.

Outro ponto importante é que os estudos incluídos não tinham todos a mesma força: havia estudos prospectivos, retrospectivos, coortes, estudos controlados e numerosos relatos de caso.

Por isso, o artigo funciona melhor como um grande mapa de sinais farmacológicos já descritos do que como uma tabela capaz de dizer exatamente qual é o risco de cada medicamento.

O que a revisão encontrou em números

O que o estudo encontrou?

Pesadelos

Foram o tipo de parassonia mais relatado:

37 publicações, correspondendo a aproximadamente 21% dos registros incluídos nessa análise.

Entre os medicamentos descritos estavam, por exemplo:

  • alguns antidepressivos;
  • certos betabloqueadores;
  • medicamentos hipnóticos;
  • donepezila;
  • vareniclina;
  • montelucaste;
  • efavirenz;
  • cetamina.

Isso não significa que essas medicações causem pesadelos na maioria das pessoas.

Significa apenas que existe literatura descrevendo a associação.

Sonambulismo

O sonambulismo apareceu em 28 publicações.

Entre os medicamentos descritos estavam:

  • zolpidem;
  • zopiclona;
  • olanzapina;
  • quetiapina;
  • bupropiona;
  • topiramato;
  • propranolol;
  • montelucaste;
  • vareniclina.

O zolpidem teve vários relatos relacionados também à alimentação durante o sono.

Comportamentos durante os sonhos

O chamado transtorno comportamental do sono REM ocorre quando a pessoa perde parte da imobilidade muscular que normalmente acompanha os sonhos e pode falar ou movimentar-se fisicamente durante eles.

A revisão encontrou 16 publicações relacionadas a esse fenômeno.

Antidepressivos estiveram entre as classes mais frequentemente descritas.

Foram citados, entre outros:

  • duloxetina;
  • fluoxetina;
  • paroxetina;
  • sertralina.

Também apareceram quetiapina, zolpidem, suvorexant, rivastigmina e alguns agentes dopaminérgicos.

Síndrome das pernas inquietas

Foi o transtorno de movimento relacionado ao sono mais frequentemente encontrado:

62 publicações, correspondendo a 36% dos registros analisados.

Antidepressivos e antipsicóticos apareceram repetidamente.

Entre os antidepressivos mencionados estavam:

  • amitriptilina;
  • citalopram;
  • duloxetina;
  • escitalopram;
  • fluoxetina;
  • mirtazapina;
  • paroxetina;
  • sertralina;
  • trazodona;
  • venlafaxina.

A revisão também discute o papel da dopamina, do ferro e possivelmente da adenosina na fisiologia das pernas inquietas.

Movimentos periódicos das pernas

Foram encontrados em 9 publicações.

Entre os medicamentos ou classes descritos estavam antidepressivos e opioides.

Bruxismo

O bruxismo relacionado ao sono apareceu em apenas 4 publicações da revisão.

Alguns antidepressivos foram os medicamentos mais destacados, particularmente:

  • duloxetina;
  • fluoxetina;
  • paroxetina.

Os autores discutem como alterações na relação entre serotonina e dopamina podem contribuir para o movimento involuntário dos músculos da mandíbula.

Como medicamentos podem interferir nos circuitos do sono

Por que um medicamento poderia provocar tudo isso?

O sono depende de um equilíbrio complexo entre vários neurotransmissores, que são os mensageiros químicos utilizados pelas células do cérebro.

Entre eles estão:

  • serotonina;
  • dopamina;
  • noradrenalina;
  • acetilcolina;
  • GABA;
  • histamina;
  • orexina;
  • adenosina.

Medicamentos capazes de aumentar ou reduzir a atividade desses sistemas também podem alterar:

  • a quantidade de sono REM;
  • a profundidade do sono;
  • a atividade motora;
  • a passagem de uma fase do sono para outra.

Por exemplo, os autores discutem a possibilidade de alterações serotoninérgicas e gabaérgicas contribuírem para o sonambulismo.

Já na síndrome das pernas inquietas e nos movimentos periódicos dos membros, alterações dopaminérgicas parecem especialmente relevantes.

Mas a própria revisão ressalta que esses mecanismos são complexos e não foi possível demonstrar que um neurotransmissor específico explica cada parassonia.

E se o efeito não estiver na bula?

Esse foi um dos resultados mais interessantes do trabalho.

Os pesquisadores compararam as associações encontradas na literatura com informações regulatórias europeias e norte-americanas.

Entre 113 eventos relacionados a medicamentos catalogados pelos autores:

  • 50 estavam mencionados nas informações do medicamento;
  • 63 não estavam.

Ou seja, aproximadamente 56% não tinham aquela reação claramente mencionada.

Os autores apontam algumas possíveis razões.

A medicina do sono evoluiu muito nas últimas décadas. Medicamentos mais antigos foram desenvolvidos antes de existirem algumas das classificações atuais.

Além disso, em sistemas de farmacovigilância, muitas notificações podem aparecer apenas como “distúrbio do sono”, sem especificar se houve sonambulismo, transtorno comportamental do sono REM ou outra condição.

Portanto:

a ausência de uma determinada palavra na bula não prova que a relação seja impossível.

Mas o contrário também vale:

um relato publicado não significa que o medicamento inevitavelmente provoque aquele sintoma.

O que isso muda na prática?

Uma pergunta simples pode ser extremamente útil durante a investigação:

“O que mudou nas semanas anteriores ao início deste problema?”

Se houve início ou ajuste de uma medicação, leve à consulta:

  • nome do medicamento;
  • dose;
  • horário de uso;
  • quando começou;
  • quando a dose mudou;
  • quando o sintoma apareceu;
  • descrição do que acontece durante a noite.

Quando outra pessoa presencia o comportamento, o relato do parceiro ou familiar pode ser particularmente importante.

O que fazer quando o sintoma apareceu depois de um medicamento

O que vale perguntar ao médico?

Você pode levar perguntas como:

  • “Esse sintoma já foi descrito com algum dos meus medicamentos?”
  • “Ele começou depois de aumentar alguma dose?”
  • “Existe outra explicação que precisamos investigar?”
  • “Algum dos meus remédios pode interferir com dopamina, serotonina ou outros sistemas do sono?”
  • “Precisamos apenas observar ou investigar melhor?”
  • “Seria útil mudar horário, dose ou medicamento?”
  • “Existe risco em interromper este remédio de forma repentina?”

A função dessas perguntas não é chegar à consulta com um diagnóstico pronto.

É fornecer uma linha do tempo mais precisa para que a decisão clínica seja melhor.

FAQ

Medo

Um remédio realmente pode causar pesadelos?

Pode estar associado. Pesadelos foram o evento de parassonia mais frequentemente encontrado na revisão. Porém, um pesadelo durante o uso de uma medicação não prova automaticamente que ela seja a causa.

Falar, gritar ou lutar durante o sonho pode ter relação com medicamentos?

Pode. Alguns medicamentos foram associados a comportamentos compatíveis com transtorno comportamental do sono REM, especialmente antidepressivos em parte da literatura analisada.

Isso significa que existe algo errado com meu cérebro?

Não necessariamente. Uma alteração do sono pode ter diferentes explicações. O medicamento é uma das possibilidades a considerar quando existe uma relação temporal convincente.

Dia a dia

Sonambulismo pode começar depois de adulto?

Sim. A revisão reuniu relatos de sonambulismo associado a diferentes medicamentos utilizados por adultos.

Zolpidem pode provocar comportamentos durante o sono?

Existem vários relatos. Na revisão, zolpidem apareceu associado a sonambulismo e alimentação relacionada ao sono.

Antidepressivos podem piorar as pernas inquietas?

Alguns podem estar associados. Antidepressivos foram a classe mais frequentemente representada nas publicações sobre síndrome das pernas inquietas.

Tratamento

Se começou depois de um medicamento, devo parar?

Não sozinho. A relação temporal deve ser discutida com o médico, que precisa considerar a indicação da medicação, dose, outros tratamentos e riscos da retirada.

Trocar o horário do remédio resolve?

Pode ou não ajudar, dependendo do medicamento. A revisão não foi desenhada para responder qual ajuste funciona melhor para cada situação.

Existe algum exame que prove que foi o remédio?

Não existe um teste único para isso. A relação temporal e a evolução após mudanças cuidadosamente planejadas podem fornecer pistas importantes.

Futuro e ação

O problema pode desaparecer se o medicamento for retirado?

Em alguns casos descritos, sim. Os autores consideram o desaparecimento após retirada e o reaparecimento após reintrodução sinais que fortalecem uma relação causal. Isso não significa que uma retirada deva ser feita sem supervisão.

Por que o efeito às vezes não aparece na bula?

Porque muitos desses eventos são pouco documentados ou classificados de maneira genérica. Na revisão, 56% das associações identificadas não estavam claramente mencionadas nas informações regulatórias avaliadas.

O que devo levar para a consulta?

Leve uma linha do tempo. Nome, dose e horário dos medicamentos, data aproximada das alterações e descrição precisa do comportamento noturno são informações muito úteis.

Checklist de agência

Observe

  • quando o sintoma começou;
  • se houve medicamento novo;
  • se alguma dose aumentou;
  • se o horário de uso mudou;
  • com que frequência ocorre;
  • se outra pessoa consegue descrever o episódio.

Leve para a consulta

  • lista completa dos medicamentos;
  • doses;
  • horários;
  • descrição dos episódios;
  • relação temporal entre medicamento e sintoma.

Não faça sozinho

  • não interrompa medicamentos abruptamente;
  • não altere doses baseado apenas em uma lista encontrada na internet;
  • não conclua que um medicamento é culpado apenas porque apareceu nesta revisão.

Procure avaliação mais rapidamente se

Como orientação geral de segurança, comportamentos durante o sono merecem atenção especial quando provocam:

  • quedas;
  • ferimentos;
  • saída da cama ou da residência;
  • movimentos violentos;
  • risco para quem dorme ao lado.

O que este estudo/guia NÃO prova

  • A revisão não prova que os 73 medicamentos identificados causem essas alterações em todas as pessoas.
  • Ela não fornece uma frequência confiável do risco para cada medicamento.
  • Muitos dos sinais vêm de relatos de caso e estudos observacionais, que são importantes para detectar eventos raros, mas têm limitações para provar causalidade.
  • O estudo não conseguiu estabelecer uma relação direta entre um neurotransmissor específico e cada tipo de parassonia.
  • Encontrar seu medicamento na lista não é motivo suficiente para suspendê-lo por conta própria.

Os próprios autores afirmam que, pela complexidade farmacológica, possíveis interações e heterogeneidade dos estudos, não é possível tirar conclusões causais definitivas a partir dessa análise.

Bloco de segurança

⚕️ IMPORTANTE • Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica. • Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde. • Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.

Referência ABNT

DUMONT, Sylvain et al. Parasomnias and sleep-related movement disorders induced by drugs in the adult population: a review about iatrogenic medication effects. Journal of Sleep Research, 2024, e14306. DOI: 10.1111/jsr.14306.

Assinatura


✍️ Dr. Thiago G. Guimarães CRM-SP 178.347 Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP

📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com 🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes 📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.


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