Infarto medular: estudo levanta cautela sobre o uso de trombólise
Neste estudo observacional, pacientes tratados inicialmente com antiagregantes apresentaram menor mortalidade em 180 dias do que os tratados com trombólise. O resultado levanta cautela, mas não prova que a trombólise tenha causado mais mortes.
Publicado em 4 de agosto de 2026
Entenda o que um estudo de 2026 encontrou ao comparar antiagregantes e trombólise no infarto espontâneo da medula espinhal — e por que os resultados ainda não provam que um tratamento seja superior.


Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
O infarto da medula espinhal, também chamado de infarto medular, acontece quando uma parte da medula deixa de receber sangue e oxigênio de forma adequada. É uma emergência neurológica rara, mas potencialmente grave, porque pode provocar fraqueza, perda de sensibilidade e alterações no controle da bexiga ou do intestino.
Um estudo publicado em 2026 comparou duas estratégias usadas na fase aguda: antiagregantes plaquetários, como aspirina ou clopidogrel, e trombólise, feita com medicamentos destinados a dissolver coágulos.
Após tornar os grupos estatisticamente mais parecidos, morreram 13 de 96 pacientes tratados com antiagregantes e 28 de 96 pacientes que receberam trombólise em até 180 dias.
Isso não significa que a trombólise tenha causado essas mortes. Como o estudo analisou prontuários antigos e não distribuiu os tratamentos por sorteio, é possível que os pacientes mais graves tenham recebido trombólise com maior frequência.
A mensagem prática é de cautela: os protocolos de trombólise utilizados no AVC cerebral não devem ser automaticamente aplicados ao infarto medular.
Em 30 segundos
- O infarto medular é raro e pode causar déficits neurológicos graves.
- Ainda não existe um tratamento agudo respaldado por ensaios clínicos robustos.
- O estudo comparou 96 pacientes tratados com antiagregantes e 96 submetidos à trombólise.
- A mortalidade foi de 13,5% com antiagregantes e 29,2% com trombólise.
- Não houve diferença significativa em readmissões ou utilização de reabilitação.
- O estudo não prova que a trombólise seja prejudicial.
- Os pacientes trombolisados podem ter apresentado quadros inicialmente mais graves.
- Até que existam pesquisas melhores, a decisão precisa ser individualizada.
O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: o grupo tratado com antiagregantes apresentou menor mortalidade em 180 dias.
- Por que isso importa: o resultado questiona o uso rotineiro de trombólise apenas por analogia com o AVC cerebral.
- A nuance: a diferença pode ter sido causada pela maior gravidade inicial dos pacientes escolhidos para trombólise.
Mensagem 2
- Em 1 frase: o estudo não demonstrou vantagem da trombólise em readmissões ou utilização de reabilitação.
- Por que isso importa: não apareceu um benefício clínico claro que compensasse o sinal de maior mortalidade.
- A nuance: utilização de reabilitação não é o mesmo que recuperação da força, da marcha ou da independência.
Mensagem 3
- Em 1 frase: nem a trombólise nem os antiagregantes foram definitivamente comprovados por ensaios clínicos no infarto medular.
- Por que isso importa: o cuidado atual ainda é baseado em evidências indiretas e experiência clínica.
- A nuance: o estudo ajuda a formular perguntas, mas não encerra a discussão.
Para quem este texto é útil?
Este conteúdo pode ser útil para:
- pessoas que receberam o diagnóstico de infarto medular;
- familiares que tentam compreender uma perda súbita de força ou sensibilidade;
- pacientes avaliados por suspeita de isquemia da medula;
- cuidadores envolvidos na fase de reabilitação;
- profissionais que precisam explicar por que o tratamento do AVC cerebral não pode ser automaticamente transferido para a medula.
O que é isso, em linguagem simples?
A medula espinhal funciona como uma grande via de comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Por ela passam informações relacionadas à força, à sensibilidade e a diversas funções automáticas.
Assim como qualquer tecido, a medula precisa receber sangue continuamente. Quando um vaso é bloqueado ou o fluxo sanguíneo cai de forma crítica, as células podem sofrer por falta de oxigênio.
Esse processo é chamado de isquemia. Quando ocorre morte do tecido, falamos em infarto medular.
O infarto da medula corresponde a aproximadamente 0,3% a 1,2% de todos os acidentes vasculares do sistema nervoso. A incidência estimada é de cerca de 3 casos para cada 100 mil pessoas por ano.

Como isso aparece no dia a dia?
Os sintomas dependem da região da medula atingida e da extensão da lesão.
Podem ocorrer:
- fraqueza súbita nas pernas;
- fraqueza envolvendo braços e pernas;
- dificuldade importante para ficar em pé ou caminhar;
- perda ou alteração da sensibilidade;
- paraplegia;
- alterações do controle urinário ou intestinal;
- outras manifestações autonômicas, ou seja, alterações de funções que o corpo normalmente controla de maneira automática.
Esses sinais não são exclusivos do infarto medular. Compressão da medula, inflamações, sangramentos e outras doenças podem produzir quadros parecidos.
Por isso, sintomas neurológicos súbitos exigem avaliação emergencial.
Como o estudo foi feito?
Os pesquisadores analisaram registros da TriNetX Global Collaborative Network, uma plataforma que reúne prontuários eletrônicos de 171 organizações de saúde.
Foram incluídos adultos com diagnóstico registrado de infarto medular agudo.
Os pacientes foram divididos em dois grupos:
| Grupo | Tratamento usado para definir o grupo |
|---|---|
| Cuidado padrão | Aspirina, clopidogrel ou dipiridamol em até 48 horas |
| Trombólise | Alteplase ou tenecteplase em até 1 dia |
Pessoas submetidas a procedimentos de correção da aorta foram excluídas, porque o infarto medular relacionado a cirurgias ou intervenções vasculares pode ter características diferentes.
Inicialmente, foram identificados:
- 965 pacientes no grupo de cuidado padrão;
- 103 pacientes no grupo de trombólise.
Depois da exclusão de registros incompletos e do pareamento estatístico, permaneceram 96 pacientes em cada grupo.

O que é pareamento por escore de propensão?
Como os pacientes não foram colocados nos tratamentos por sorteio, os pesquisadores tentaram criar dois grupos mais semelhantes.
Eles consideraram 68 características, como idade, sexo, doenças cardiovasculares, déficits neurológicos registrados, uso de medicamentos e outros fatores.
É como organizar dois times tentando equilibrar as características conhecidas de seus jogadores.
O problema é que só é possível equilibrar aquilo que foi registrado. Informações importantes, como a extensão da lesão na ressonância, o tempo exato desde o início dos sintomas e a intensidade detalhada do déficit neurológico, não estavam disponíveis.
O que o estudo encontrou?
Os pacientes foram acompanhados por até 180 dias.
| Desfecho | Antiagregantes | Trombólise | Interpretação |
|---|---|---|---|
| Mortalidade | 13 de 96 — 13,5% | 28 de 96 — 29,2% | Menor no grupo de cuidado padrão |
| Sobrevida estimada em 180 dias | 84,27% | 68,69% | Maior no grupo de cuidado padrão |
| Readmissão hospitalar | 14 de 96 — 14,6% | 16 de 96 — 16,7% | Sem diferença significativa |
| Registro de reabilitação | 42 de 96 — 43,8% | 47 de 96 — 49,0% | Sem diferença significativa |
Em números absolutos, houve aproximadamente 16 mortes a menos para cada 100 pacientes no grupo tratado com antiagregantes.
Entretanto, essa diferença descreve o que aconteceu nos registros. Ela não demonstra que trocar trombólise por antiagregantes necessariamente evitaria essas mortes.

Por que não podemos concluir que a trombólise causou mais mortes?
A principal preocupação é o chamado viés de indicação.
Isso acontece quando os médicos tendem a reservar um tratamento mais agressivo para pacientes que já chegam em condições mais graves.
Imagine duas pessoas com suspeita de infarto medular:
- uma apresenta fraqueza parcial e estabilidade clínica;
- outra evolui rapidamente com paralisia extensa, instabilidade e necessidade de cuidados intensivos.
É mais provável que a segunda receba uma tentativa de reperfusão com trombólise. Se ela apresentar pior evolução, pode ser difícil separar o efeito do medicamento do efeito da própria gravidade inicial.
O estudo tentou corrigir diferenças conhecidas, mas não possuía informações detalhadas sobre:
- grau funcional pela escala ASIA;
- extensão da lesão na ressonância;
- horário exato de início dos sintomas;
- tempo entre sintomas e tratamento;
- instabilidade circulatória;
- gravidade detalhada durante a internação;
- causa específica das mortes;
- ocorrência confirmada por imagem de transformação hemorrágica.
Quando os autores analisaram apenas pacientes com indicadores de quadros muito graves, como necessidade de terapia intensiva ou ventilação mecânica, a diferença de mortalidade diminuiu e deixou de ser estatisticamente significativa.
Isso reforça a possibilidade de que a gravidade inicial tenha influenciado o resultado.
A trombólise pode causar sangramento ou inchaço na medula?
Em teoria, a reperfusão pode contribuir para sangramento, transformação hemorrágica ou edema.
A medula fica dentro de um canal ósseo que não consegue se expandir livremente. Por isso, um aumento de volume causado por inchaço ou sangramento pode ser particularmente problemático.
No entanto, este estudo não conseguiu verificar diretamente se ocorreram mais sangramentos no grupo trombolisado. Os registros não possuíam confirmação adequada por exames de imagem.
Portanto, esse mecanismo é uma hipótese, e não uma explicação comprovada para a diferença de mortalidade.
O uso de antiagregantes já está comprovado?
Também não.
Aspirina, clopidogrel e outros antiagregantes são usados porque há uma lógica vascular e porque esses medicamentos fazem parte do tratamento de outros tipos de isquemia.
Entretanto, não existe ensaio clínico randomizado demonstrando diretamente que eles reduzem mortalidade ou melhoram a recuperação neurológica no infarto espontâneo da medula.
O estudo comparou duas estratégias que já são utilizadas na prática. Ele não validou definitivamente nenhuma delas.
A reabilitação foi melhor em algum dos grupos?
O registro de utilização de reabilitação foi semelhante:
- 43,8% no grupo de antiagregantes;
- 49% no grupo de trombólise.
Essa informação precisa ser interpretada com cuidado.
O estudo avaliou se existia um código indicando utilização de serviços de reabilitação. Ele não avaliou diretamente:
- recuperação da força;
- capacidade de caminhar;
- controle da bexiga;
- independência para atividades diárias;
- qualidade de vida;
- retorno ao trabalho.
Além disso, o acesso à reabilitação pode depender do país, do hospital, do seguro de saúde, dos recursos disponíveis e da sobrevivência do paciente.
O que isso muda na prática?
O estudo sugere quatro mensagens práticas.
1. Não se deve copiar automaticamente o protocolo do AVC cerebral
A trombólise transformou o tratamento do AVC cerebral, mas isso não significa que o mesmo benefício esteja comprovado na medula.
A anatomia, a circulação e as consequências do edema são diferentes.
2. A trombólise no infarto medular continua experimental
Existem relatos de casos com recuperação favorável, mas relatos isolados não permitem saber quantas pessoas não melhoraram ou apresentaram complicações.
3. A decisão precisa considerar o diagnóstico e a situação individual
Antes de discutir reperfusão, é necessário avaliar se o quadro realmente representa infarto medular e se existem diagnósticos alternativos, contraindicações ou condições associadas.
4. Ainda são necessários estudos melhores
Registros prospectivos e estudos com confirmação por ressonância, horário preciso dos sintomas e escalas funcionais poderiam ajudar a identificar se algum subgrupo realmente se beneficia da trombólise.

Exemplo do dia a dia
Suponha que um hospital utilize trombólise apenas nos pacientes com perda rápida e extensa da força.
Outro grupo, com sintomas mais estáveis, recebe antiagregantes.
Mesmo que os pesquisadores tentem equilibrar idade e doenças anteriores, o primeiro grupo pode continuar tendo lesões maiores e maior risco de morte desde o início.
Se a mortalidade for maior nesse grupo, não saberemos se isso aconteceu:
- por causa da trombólise;
- apesar da trombólise;
- ou porque os pacientes já estavam mais graves.
Esse é o principal motivo pelo qual estudos observacionais precisam ser confirmados por pesquisas prospectivas.
Teste rápido de compreensão
1. O estudo provou que a trombólise aumenta a mortalidade?
Não. Encontrou uma associação, mas não conseguiu eliminar diferenças de gravidade entre os grupos.
2. O estudo comprovou que aspirina ou clopidogrel são superiores?
Não. O cuidado padrão apresentou resultados melhores, mas não houve distribuição aleatória dos tratamentos.
3. A trombólise melhorou a utilização de reabilitação?
Não foi demonstrado. A utilização de reabilitação foi estatisticamente semelhante.
4. A trombólise deve ser usada rotineiramente porque funciona no AVC cerebral?
Os dados disponíveis não sustentam essa extrapolação automática.
O que vale perguntar ao médico?
- Como o diagnóstico de infarto medular foi estabelecido?
- Existem outras doenças que podem explicar os sintomas?
- O quadro é espontâneo ou está relacionado à aorta, cirurgia ou procedimento?
- Qual é a extensão da alteração observada na ressonância?
- Quais são os riscos e as incertezas do tratamento proposto?
- Existe alguma evidência específica aplicável a este caso?
- Como serão acompanhadas a força, a sensibilidade e as funções urinária e intestinal?
- Quando deve começar a reabilitação?
- Quais sinais indicariam piora ou necessidade de nova avaliação urgente?
FAQ
Medo
Infarto medular é o mesmo que AVC?
É uma forma rara de infarto do sistema nervoso central. Em vez de atingir o cérebro, a interrupção da circulação sanguínea afeta a medula espinhal.
O infarto medular pode causar paralisia?
Sim. Dependendo da região e da extensão da lesão, pode causar fraqueza importante, paraplegia ou, mais raramente, comprometimento dos quatro membros.
Dia a dia
O infarto medular sempre deixa sequelas permanentes?
Não. A evolução varia bastante, e algumas pessoas apresentam recuperação significativa. A gravidade máxima do déficit neurológico costuma influenciar muito o prognóstico.
A utilização de reabilitação significa que a pessoa voltou a andar?
Não. O estudo apenas identificou registros de serviços de reabilitação. Ele não mediu marcha, independência ou recuperação da força.
Tratamento
O estudo provou que a trombólise aumenta a mortalidade?
Não. O estudo encontrou uma associação, mas não conseguiu medir completamente se os pacientes trombolisados já estavam mais graves antes do tratamento.
A aspirina foi comprovadamente superior?
Não. O grupo tratado com antiagregantes apresentou menor mortalidade, mas não houve sorteio dos tratamentos e não existe ensaio clínico que confirme superioridade.
Quais medicamentos foram considerados cuidado padrão?
O estudo classificou como cuidado padrão o uso de aspirina, clopidogrel ou dipiridamol nas primeiras 48 horas.
Quais trombolíticos foram avaliados?
Os pacientes do grupo de trombólise receberam alteplase ou tenecteplase em até um dia após o diagnóstico registrado.
Futuro
Algum grupo de pacientes pode se beneficiar da trombólise?
É possível, mas ainda não sabemos com segurança. Estudos futuros poderão avaliar situações específicas, como uma obstrução vascular claramente documentada e tratada dentro de uma janela bem definida.
Serão necessários ensaios clínicos?
Sim. Estudos prospectivos com confirmação por imagem, horário preciso dos sintomas e medidas funcionais padronizadas ofereceriam respostas mais confiáveis.
Ação
O que fazer diante de fraqueza ou alteração súbita da sensibilidade?
Procure atendimento de emergência imediatamente. Infarto medular, compressão, inflamação e sangramento podem produzir sintomas semelhantes e exigem avaliação rápida.
Posso tomar aspirina por conta própria diante desses sintomas?
Não. Aspirina pode ser inadequada em algumas causas, especialmente quando existe sangramento ou outra condição. O diagnóstico deve ser estabelecido antes da definição do tratamento.
Checklist de agência
Procure atendimento urgente diante de:
- fraqueza súbita em uma ou mais pernas;
- perda rápida da capacidade de caminhar;
- fraqueza simultânea nos braços e nas pernas;
- alteração sensitiva extensa de início recente;
- perda recente do controle urinário ou intestinal associada a sintomas neurológicos;
- progressão rápida dos déficits.
Leve para a consulta ou internação:
- horário em que a pessoa foi vista bem pela última vez;
- descrição da ordem em que os sintomas apareceram;
- lista atualizada de medicamentos;
- informação sobre anticoagulantes ou antiagregantes;
- histórico de doenças da aorta;
- cirurgias ou procedimentos recentes;
- exames de imagem já realizados.
Pergunte à equipe:
- qual é o diagnóstico mais provável;
- quais diagnósticos perigosos já foram excluídos;
- se existe confirmação por ressonância;
- qual é o objetivo de cada medicamento;
- quais riscos são conhecidos;
- como será avaliada a recuperação neurológica;
- quando começará a reabilitação.
Não faça sozinho:
- não inicie aspirina, clopidogrel ou anticoagulantes;
- não interrompa medicamentos prescritos sem orientação;
- não tente decidir sobre trombólise com base apenas em informações da internet;
- não espere os sintomas melhorarem espontaneamente antes de procurar emergência.
O que este estudo/guia NÃO prova
- Não prova que a trombólise tenha causado o aumento da mortalidade.
- Não prova que aspirina, clopidogrel ou dipiridamol sejam tratamentos definitivamente superiores.
- Não identifica com segurança quais pacientes poderiam eventualmente se beneficiar da trombólise.
- Não informa se houve melhora da força, da marcha, da continência ou da independência funcional.
- Não permite definir uma janela de tempo segura ou eficaz para trombólise no infarto medular.
- Não substitui estudos prospectivos com confirmação por imagem e avaliação neurológica padronizada.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
- Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
- Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
- Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
ABUALROB, Majd A. et al. Standard antiplatelet therapy versus thrombolysis in acute spontaneous spinal cord infarction: a propensity score-matched analysis. Stroke, v. 57, 2026. DOI: 10.1161/STROKEAHA.126.056523.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes
📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.
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