Doença de Ménière: vertigem, zumbido e pressão no ouvido explicados para pacientes
A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que causa crises de vertigem, zumbido, sensação de pressão no ouvido e perda auditiva flutuante. Ela pode ser muito incapacitante, mas o cuidado correto ajuda a confirmar o diagnóstico, excluir causas parecidas e escolher tratamentos de forma proporcional.
Publicado em 22 de junho de 2026
Entenda a doença de Ménière em linguagem simples: sintomas, diagnóstico, diferença de enxaqueca vestibular, exames úteis e o que se sabe sobre tratamentos.


Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que causa crises de vertigem, geralmente acompanhadas de sintomas no ouvido: zumbido, sensação de pressão e perda auditiva que pode variar ao longo do tempo.
Ela não costuma ser uma doença fatal, mas pode ser muito incapacitante. Uma crise pode impedir a pessoa de trabalhar, dirigir, andar com segurança ou cuidar da rotina naquele momento.
O ponto mais importante dos documentos revisados é este: o diagnóstico deve ser bem feito antes de tratar. Nem toda tontura com zumbido é Ménière. Enxaqueca vestibular, vertigem posicional, neurite vestibular, problemas vasculares e outras doenças podem parecer semelhantes.
Na prática, isso muda três coisas. Primeiro, a audiometria costuma ser um exame central. Segundo, muitos exames vestibulares não são necessários de rotina para fechar o diagnóstico. Terceiro, vários remédios usados na manutenção, como betahistina e diuréticos, podem ser considerados, mas a evidência científica para eles ainda é incerta.

Em 30 segundos
A doença de Ménière costuma seguir uma tríade prática:
- crise de vertigem, como se o ambiente girasse;
- sintomas auditivos no ouvido afetado, como zumbido, pressão ou perda auditiva;
- repetição das crises ao longo do tempo.
Na forma definida, a crise de vertigem dura de 20 minutos a 12 horas e existe perda auditiva documentada em audiometria. Na forma provável, pode haver vertigem ou tontura de 20 minutos a 24 horas, com sintomas auditivos flutuantes.
O tratamento tem camadas. Durante a crise, alguns remédios podem aliviar vertigem e náuseas por curto período. Entre crises, podem entrar mudanças de estilo de vida, controle de gatilhos, discussão sobre betahistina ou diuréticos e acompanhamento da audição. Quando a doença continua ativa e incapacitante, há opções intratimpânicas, isto é, aplicadas dentro do ouvido médio por especialista.
A mensagem honesta é: existe tratamento, mas não existe uma solução única que funcione para todos.
O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: Ménière é uma doença de crises, não uma tontura constante qualquer.
- Por que isso importa: a duração da crise, os sintomas auditivos e a repetição dos episódios ajudam a diferenciar Ménière de outras causas.
- A nuance: entre as crises, algumas pessoas ficam bem; outras mantêm desequilíbrio, insegurança para andar ou perda auditiva progressiva.
Mensagem 2
- Em 1 frase: a audiometria é um dos exames mais importantes.
- Por que isso importa: ela documenta a perda auditiva e ajuda a confirmar se o ouvido interno está envolvido.
- A nuance: uma audiometria isolada pode não capturar a flutuação da audição, então o acompanhamento pode precisar de repetição do exame.
Mensagem 3
- Em 1 frase: muitos tratamentos são usados, mas a certeza científica varia bastante.
- Por que isso importa: isso evita promessas exageradas e ajuda a escolher tratamentos com expectativa realista.
- A nuance: betahistina e diuréticos podem ser oferecidos em manutenção, mas a revisão Cochrane encontrou evidência muito incerta para medicamentos orais.
Para quem este texto é útil?
Este texto é útil para quem tem:
- crises repetidas de vertigem;
- zumbido que piora em crises;
- sensação de ouvido tampado ou pressão no ouvido;
- perda auditiva que varia;
- diagnóstico suspeito ou confirmado de doença de Ménière;
- dúvida entre Ménière, “labirintite” e enxaqueca vestibular.
Também é útil para familiares e cuidadores, porque a crise pode parecer assustadora. A pessoa pode ficar pálida, nauseada, incapaz de se levantar e com medo de cair.
O objetivo aqui não é substituir a consulta. É ajudar você a entender a lógica do diagnóstico e a conversar melhor com o médico.
O que é isso, em linguagem simples?
O ouvido interno tem duas grandes funções: audição e equilíbrio.
Na doença de Ménière, acredita-se que exista uma alteração no funcionamento dos líquidos do ouvido interno. Um termo usado nos estudos é hidropsia endolinfática (acúmulo aumentado de líquido em uma parte delicada do ouvido interno).
Esse excesso de líquido não explica tudo sozinho, mas ajuda a entender por que a doença mistura sintomas de equilíbrio e audição.
Pense no ouvido interno como uma pequena central de sensores. Alguns sensores percebem som. Outros ajudam o cérebro a saber onde a cabeça está no espaço. Quando essa central entra em crise, a pessoa pode sentir que o mundo gira, o ouvido fica cheio, o zumbido aumenta e a audição piora temporariamente.

Como isso aparece no dia a dia?
A crise típica pode começar de forma inesperada.
A pessoa pode estar trabalhando, andando no supermercado, dirigindo ou conversando. De repente, sente que o ambiente gira. Pode vir náusea, vômito, suor frio e necessidade de deitar.
Ao mesmo tempo, pode perceber:
- zumbido mais forte;
- ouvido tampado;
- pressão no ouvido;
- audição mais abafada;
- insegurança para andar.
Algumas pessoas descrevem como se o ouvido “avisasse” antes da crise: aumenta a pressão, o zumbido muda ou a audição fica estranha. Outras não percebem aviso claro.
Entre crises, o quadro varia. Alguns ficam sem sintomas. Outros continuam com desequilíbrio, medo de queda, intolerância a movimento ou perda auditiva.
Como o estudo foi feito?
Os documentos usados aqui têm papéis diferentes.
O guideline clínico de 2020 reuniu especialistas e revisou evidências para orientar diagnóstico, exames e tratamentos. Ele organiza recomendações práticas, como quando pedir audiometria, quando considerar ressonância e como usar tratamentos em etapas.
A revisão Cochrane de 2023 avaliou ensaios clínicos randomizados, que são estudos em que pessoas são distribuídas por sorteio para comparar tratamento e placebo ou ausência de tratamento. Ela analisou medicamentos sistêmicos, principalmente betahistina, diuréticos, antivirais e corticoides orais.
A revisão narrativa de 2023 explicou teorias de causa, mecanismos do ouvido interno, tratamentos atuais e abordagens futuras. Ela ajuda a entender o “porquê” biológico, mas não tem a mesma força de um ensaio clínico bem conduzido para provar eficácia de tratamento.
O que o estudo encontrou?
Diagnóstico: a história clínica manda muito
O diagnóstico de Ménière é clínico. Isso significa que ele depende principalmente da história dos sintomas, do exame médico e da exclusão de causas parecidas.
Na doença de Ménière definida, o padrão esperado é:
| Critério | O que significa em linguagem simples |
|---|---|
| Duas ou mais crises espontâneas de vertigem | Crises em que o ambiente gira, sem depender apenas de virar a cabeça |
| Duração de 20 minutos a 12 horas | Crises nem muito rápidas como segundos, nem contínuas por muitos dias |
| Perda auditiva documentada | Audiometria mostrando alteração, geralmente em frequências baixas a médias |
| Sintomas no ouvido afetado | Zumbido, pressão, ouvido cheio ou piora da audição |
| Exclusão de outras causas | O médico precisa pensar em diagnósticos parecidos |
Na doença de Ménière provável, os sintomas podem ser semelhantes, mas sem a mesma exigência de perda auditiva documentada no momento da avaliação.
Exames: nem tudo precisa ser pedido
A audiometria é recomendada na avaliação. Ela mede a audição e ajuda a documentar se há perda auditiva neurossensorial, isto é, ligada ao ouvido interno ou ao nervo auditivo.
A ressonância magnética pode ser considerada quando há perda auditiva assimétrica ou dúvida sobre outras causas, como lesões do nervo auditivo ou da região próxima ao ouvido interno.
Já testes vestibulares complexos e eletrococleografia não devem ser usados de rotina apenas para estabelecer o diagnóstico. Eles podem ter papel em situações específicas, mas não substituem uma boa história clínica.

Tratamento: há camadas de decisão
Durante a crise, o guideline recomenda que medicamentos supressores vestibulares sejam usados por período limitado. São remédios para aliviar vertigem e náuseas durante o ataque, não para uso indefinido sem revisão.
Entre crises, o paciente deve receber orientação sobre medidas dietéticas e de estilo de vida que possam reduzir sintomas. Isso pode incluir observar gatilhos individuais, sono, estresse, alimentação, álcool, cafeína e sal, sempre com orientação realista.
Betahistina e diuréticos podem ser oferecidos como tratamento de manutenção para reduzir sintomas ou prevenir crises. Mas aqui entra uma nuance importante: a revisão Cochrane encontrou evidência de baixa ou muito baixa certeza. Em termos simples, ainda não dá para afirmar com segurança o tamanho real do benefício médio desses medicamentos.
Quando a doença continua ativa e incapacitante apesar das medidas iniciais, podem ser consideradas terapias intratimpânicas. Intratimpânico significa aplicado no ouvido médio, geralmente por otorrinolaringologista. Corticoide intratimpânico pode ser considerado em casos não responsivos a tratamento não invasivo. Gentamicina intratimpânica é uma opção para doença ativa que não respondeu a terapias não ablativas, mas exige cuidado porque pode afetar a função vestibular e a audição.
Em casos selecionados, quando a audição já não é útil e as crises seguem graves, procedimentos ablativos, como labirintectomia, podem ser discutidos. Essa é uma etapa mais agressiva e não é o ponto de partida.

O que isso muda na prática?
A principal mudança é evitar dois extremos.
O primeiro extremo é chamar tudo de “labirintite” e tratar de forma genérica por meses ou anos. Isso pode atrasar o diagnóstico correto.
O segundo extremo é imaginar que todo zumbido com tontura é Ménière. Isso também pode levar a tratamento errado, especialmente quando o diagnóstico real é enxaqueca vestibular, vertigem posicional ou outra condição.
Na prática, uma boa avaliação deve responder:
- a tontura é vertigem mesmo, como rotação?
- quanto tempo dura cada crise?
- existe sintoma auditivo junto?
- a audiometria mostra perda auditiva compatível?
- há sinais de outro diagnóstico?
- existe risco de queda?
- a audição está piorando?
- as crises estão controladas ou continuam incapacitantes?
A partir dessas respostas, o tratamento deixa de ser uma tentativa às cegas e passa a ser uma decisão por etapas.
Um exemplo do dia a dia
Imagine uma pessoa que tem, a cada dois meses, uma crise forte em que o mundo gira por 3 horas. No mesmo período, o ouvido direito fica cheio, o zumbido aumenta e a audição parece abafada. Depois, melhora parcialmente.
Esse padrão é diferente de uma vertigem que dura 10 segundos ao virar na cama, típica de vertigem posicional. Também é diferente de uma tontura constante por ansiedade ou queda de pressão.
O detalhe importante é a combinação: crise de vertigem com duração típica mais sintomas auditivos flutuantes.
Teste rápido de checagem
Este teste não dá diagnóstico. Ele ajuda a organizar a conversa com o médico.
Responda sim ou não:
- Minhas crises parecem rotação, como se eu ou o ambiente girássemos?
- Cada crise dura mais de 20 minutos?
- Durante ou perto da crise, tenho zumbido, ouvido cheio ou audição abafada?
- Os sintomas costumam afetar mais um ouvido?
- Já fiz audiometria durante a investigação?
- Tenho histórico de enxaqueca, luz incomodando ou crises vestibulares associadas a dor de cabeça?
- Já tive fraqueza, fala enrolada, visão dupla, desmaio ou perda de força durante uma crise?
Se as respostas 1 a 4 forem “sim”, vale discutir Ménière com seu médico. Se a resposta 7 for “sim”, a avaliação deve ser mais urgente, pois esses sintomas podem apontar para causas neurológicas ou vasculares.
O que vale perguntar ao médico?
Leve perguntas objetivas:
- Pela minha história, o quadro parece Ménière definida, provável ou outro diagnóstico?
- Minha audiometria mostra perda auditiva compatível?
- Preciso repetir audiometria se a audição oscila?
- Há sinais de enxaqueca vestibular?
- Preciso de ressonância magnética?
- Qual é o objetivo do remédio: aliviar crise ou prevenir crise?
- Por quanto tempo devo usar remédio para crise?
- Betahistina ou diurético fazem sentido no meu caso?
- Quais efeitos colaterais devo observar?
- Quando considerar corticoide intratimpânico?
- Quando a gentamicina intratimpânica entra na conversa?
- Tenho indicação de reabilitação vestibular?
- O que devo fazer se tiver crise dirigindo, no trabalho ou sozinho?
FAQ
Medo
Doença de Ménière é grave?
Ela pode ser grave pelo impacto, não por ser geralmente fatal. As crises podem ser incapacitantes, aumentar risco de queda e prejudicar trabalho, direção e autonomia.
Vou perder a audição?
Pode haver perda auditiva flutuante e, em algumas pessoas, progressiva. Isso não acontece do mesmo jeito em todos. Por isso, a audiometria e o acompanhamento são importantes.
A crise pode ser AVC?
Ménière não é AVC, mas algumas crises de vertigem podem parecer doenças neurológicas. Procure urgência se houver fraqueza, fala enrolada, visão dupla, desmaio, dor de cabeça súbita intensa, alteração de consciência ou dificuldade nova para andar.
Dia a dia
Posso dirigir?
Durante crise ou se você percebe aviso de crise, não é seguro dirigir. A decisão sobre dirigir entre crises depende da frequência, previsibilidade, controle dos sintomas e orientação médica.
Sal, café e álcool sempre pioram?
Não em todas as pessoas. Muitos guidelines orientam discutir dieta e estilo de vida, mas o efeito individual varia. Um diário de crises pode ajudar a identificar gatilhos reais, sem criar restrições desnecessárias.
Exercício físico ajuda?
Pode ajudar na saúde geral e na confiança corporal, mas durante crise aguda o foco é segurança. Para desequilíbrio persistente entre crises, reabilitação vestibular pode ser útil.
Tratamento
Betahistina é obrigatória?
Não. Ela pode ser considerada, mas não é obrigatória para todos. A evidência científica sobre o benefício ainda é incerta.
Diurético é obrigatório?
Não. Diuréticos podem ser considerados em alguns casos, mas exigem cuidado com pressão, rins e eletrólitos. A decisão deve ser individualizada.
Remédios para tontura podem ser usados todo dia?
Em geral, supressores vestibulares são mais indicados por curto período durante crises. Uso prolongado sem orientação pode causar sonolência, quedas e atrapalhar a adaptação do sistema de equilíbrio.
Injeção no ouvido dói ou é perigosa?
Pode causar desconforto e tem riscos, como qualquer procedimento. Corticoide intratimpânico e gentamicina intratimpânica têm objetivos diferentes. A gentamicina pode reduzir crises em casos selecionados, mas exige cautela por risco à audição e ao equilíbrio.
Futuro
Ménière tem cura?
Não há cura definitiva garantida. O objetivo é reduzir crises, proteger a audição quando possível, melhorar segurança e preservar qualidade de vida.
A doença pode desaparecer?
Algumas pessoas têm períodos longos de remissão, com poucas ou nenhuma crise. Outras continuam com sintomas recorrentes. A evolução é variável.
Ação
O que devo anotar para a consulta?
Anote data, duração da crise, sintomas no ouvido, náuseas, vômitos, gatilhos possíveis, remédios usados, queda, perda auditiva e tempo de recuperação.
Quando devo procurar emergência?
Procure emergência se a tontura vier com sintomas neurológicos, perda auditiva súbita, queda importante, desmaio, dor de cabeça súbita intensa, dor no peito ou incapacidade de ficar em pé.
Checklist de agência
Sinais de alerta
Procure atendimento urgente se houver:
- fraqueza em um lado do corpo;
- fala enrolada;
- visão dupla;
- desmaio;
- confusão mental;
- dor de cabeça súbita e muito forte;
- dificuldade intensa para andar que não melhora;
- dor no peito;
- perda auditiva súbita;
- queda com trauma.
Perguntas para consulta
- Meu quadro parece Ménière ou enxaqueca vestibular?
- Minha audiometria confirma perda auditiva?
- Preciso investigar outras causas?
- Qual remédio é para crise e qual é para prevenção?
- Quanto tempo devo usar cada medicamento?
- Quais efeitos colaterais devo monitorar?
- Quando considerar tratamento intratimpânico?
- Reabilitação vestibular é indicada para mim?
- O que fazer se a crise acontecer fora de casa?
Hábitos que podem ajudar
- Manter diário de crises.
- Dormir com regularidade quando possível.
- Observar gatilhos reais, sem restrições extremas sem necessidade.
- Evitar dirigir durante sintomas.
- Planejar segurança em casa se houver risco de queda.
- Acompanhar audição com audiometria quando indicado.
- Tratar ansiedade, medo de crise e limitação social quando presentes.
O que não fazer sozinho
- Não iniciar diurético por conta própria.
- Não usar remédios sedativos de forma contínua sem orientação.
- Não dirigir durante crise.
- Não atribuir toda tontura a “labirintite”.
- Não abandonar investigação se houver perda auditiva progressiva ou sintomas neurológicos.
- Não interromper medicamentos prescritos sem conversar com o médico.
O que este estudo/guia NÃO prova
- Não prova que betahistina funcione para todas as pessoas com Ménière.
- Não prova que diuréticos sejam necessários para todos os pacientes.
- Não mostra uma cura definitiva para a doença.
- Não substitui avaliação individual, especialmente quando há perda auditiva, queda ou sinais neurológicos.
- Não transforma sintomas parecidos em diagnóstico automático de Ménière; outras causas precisam ser consideradas.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
BASURA, Gregory J. et al. Clinical Practice Guideline: Ménière’s Disease. Otolaryngology–Head and Neck Surgery, v. 162, n. 2_suppl, p. S1-S55, 2020. DOI: 10.1177/0194599820909438.
WEBSTER, Katie E. et al. Systemic pharmacological interventions for Ménière’s disease. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2023, Issue 2, Art. No.: CD015171. DOI: 10.1002/14651858.CD015171.pub2.
MOHSENI-DARGAH, Masoud et al. Meniere’s disease: Pathogenesis, treatments, and emerging approaches for an idiopathic bioenvironmental disorder. Environmental Research, v. 238, 116972, 2023. DOI: 10.1016/j.envres.2023.116972.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
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Discuta seu caso com o Dr. Thiago G. Guimarães, neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Atendimento presencial em São Paulo ou por telemedicina.
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