Inibidores de VMAT2 na doença de Huntington: benefícios e riscos no tratamento da coreia

summarizeResposta Rápida

Tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina reduziram significativamente a coreia em pessoas com doença de Huntington quando comparadas ao placebo. A revisão sugere melhor tolerabilidade para deutetrabenazina e valbenazina, mas não houve estudos comparando diretamente os três medicamentos.

personDr. Thiago G. Guimarães
calendar_today

Publicado em 14 de agosto de 2026

Entenda como tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina podem reduzir a coreia na doença de Huntington, quais efeitos adversos foram observados e por que não é possível dizer que um deles é definitivamente o melhor.

Diorama médico representando o estriado cerebral e vesículas de dopamina reguladas pelo transportador VMAT2
Dr. Thiago G. Guimarães

Dr. Thiago G. Guimarães

CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.

Canal no YouTube

Resposta curta

A coreia — aqueles movimentos involuntários, rápidos e imprevisíveis que podem aparecer na doença de Huntington — pode ser reduzida com medicamentos chamados inibidores de VMAT2.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 analisou os três principais medicamentos dessa classe estudados para a coreia: tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina.

Os três funcionaram melhor que placebo.

A principal diferença apareceu na tolerabilidade. A tetrabenazina produziu uma redução numericamente maior da coreia, mas também esteve associada a mais efeitos adversos. Deutetrabenazina e valbenazina apresentaram boa eficácia e, nos respectivos estudos, perfis de tolerabilidade mais favoráveis.

Existe, porém, uma ressalva essencial: os três medicamentos nunca foram comparados diretamente no mesmo ensaio clínico. Portanto, não podemos olhar para os números e simplesmente concluir que um é "melhor" que os outros.

Na prática, a escolha continua sendo individual.

Em 30 segundos

A revisão reuniu três ensaios clínicos randomizados com 302 pessoas com doença de Huntington e coreia.

Os resultados principais foram:

  • tetrabenazina reduziu significativamente a coreia;
  • deutetrabenazina também reduziu significativamente a coreia;
  • valbenazina também reduziu significativamente a coreia;
  • os benefícios começaram a aparecer aproximadamente na segunda semana;
  • tetrabenazina apresentou mais efeitos adversos;
  • deutetrabenazina apresentou, no seu estudo, o perfil de tolerabilidade mais favorável;
  • não houve comparação direta entre os três medicamentos;
  • os estudos duraram apenas algumas semanas, principalmente até 12 semanas.

Por isso, essa revisão ajuda muito a entender as opções existentes, mas não determina automaticamente qual medicamento deve ser escolhido para cada pessoa.

Resumo visual da revisão sistemática sobre VMAT2 e coreia na doença de Huntington

O que importa de verdade

Mensagem 1

  • Em 1 frase: os três inibidores de VMAT2 reduziram a coreia.
  • Por que isso importa: existe mais de uma opção farmacológica capaz de diminuir esses movimentos.
  • A nuance: diminuir a coreia não significa interromper a progressão da doença de Huntington.

Mensagem 2

  • Em 1 frase: eficácia não é o único critério para escolher o tratamento.
  • Por que isso importa: sonolência, fadiga, inquietação, quedas e alterações psiquiátricas também podem influenciar muito a qualidade de vida.
  • A nuance: as taxas de efeitos adversos vieram de estudos diferentes e não podem ser comparadas como se os medicamentos tivessem sido testados lado a lado.

Mensagem 3

  • Em 1 frase: não existe um vencedor comprovado entre os três medicamentos.
  • Por que isso importa: diferenças pequenas nos números não devem substituir uma avaliação individual.
  • A nuance: não houve nenhum ensaio clínico comparando diretamente tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina.

Para quem este texto é útil?

Este texto é especialmente útil para:

  • pessoas com doença de Huntington que apresentam coreia;
  • familiares e cuidadores;
  • pessoas que estão discutindo início ou troca de tratamento;
  • famílias preocupadas com sonolência, quedas ou alterações de humor durante o tratamento;
  • quem quer entender por que existem diferentes medicamentos aparentemente destinados ao mesmo sintoma.

O que é isso, em linguagem simples?

A doença de Huntington é uma doença genética causada por uma alteração no gene HTT.

Ela pode produzir três grandes grupos de sintomas:

  • alterações dos movimentos;
  • mudanças cognitivas;
  • alterações comportamentais ou psiquiátricas.

Entre os sintomas motores, um dos mais conhecidos é a coreia.

Coreia não significa simplesmente "tremor".

São movimentos involuntários que podem surgir de maneira irregular e imprevisível. Uma pessoa pode mexer o ombro, o braço, o rosto ou as pernas sem ter planejado aquele movimento.

Em algumas pessoas a coreia é discreta. Em outras, pode interferir em tarefas como:

  • caminhar;
  • comer;
  • vestir-se;
  • trabalhar;
  • usar objetos;
  • permanecer sentado;
  • interagir socialmente.

A revisão lembra que a coreia ocorre ao longo da vida em grande parte dos adultos com doença de Huntington.

O que é VMAT2?

VMAT2 é a sigla de transportador vesicular de monoaminas tipo 2.

O nome parece complicado, mas a ideia é relativamente simples.

As células nervosas guardam substâncias químicas como a dopamina dentro de pequenas estruturas chamadas vesículas. O VMAT2 participa desse armazenamento.

Imagine essas vesículas como pequenos "pacotes" que transportam mensageiros químicos.

Os inibidores de VMAT2 diminuem a quantidade de determinadas monoaminas — especialmente dopamina — armazenada nessas vesículas.

Com menos sinal dopaminérgico disponível em determinadas regiões cerebrais, os movimentos involuntários podem diminuir.

Como os inibidores de VMAT2 reduzem a disponibilidade de dopamina nas vesículas nervosas

Quais medicamentos foram estudados?

A revisão analisou três medicamentos:

  • tetrabenazina;
  • deutetrabenazina;
  • valbenazina.

A tetrabenazina é a mais antiga.

A deutetrabenazina é uma modificação da tetrabenazina na qual alguns átomos de hidrogênio são substituídos por deutério. Essa mudança faz com que o medicamento seja metabolizado de forma diferente e permaneça por mais tempo no organismo.

A valbenazina é outro inibidor seletivo de VMAT2.

Apesar de atuarem sobre o mesmo sistema, eles não são medicamentos idênticos.

Como o estudo foi feito?

Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática, ou seja, procuraram de forma estruturada todos os estudos que preenchiam critérios previamente definidos.

Foram inicialmente encontrados 768 registros.

Depois da retirada de duplicatas e da análise dos trabalhos, somente três ensaios clínicos randomizados e duplo-cegos preencheram todos os critérios.

No total, esses estudos incluíram 302 participantes:

Medicamento Participantes
Tetrabenazina 84
Deutetrabenazina 90
Valbenazina 128
Total 302

Os participantes eram adultos com doença de Huntington e coreia clinicamente significativa, em geral ainda capazes de caminhar com ou sem assistência.

Os estudos foram realizados nos Estados Unidos e Canadá.

A duração variou aproximadamente entre 4 e 12 semanas.

Como a coreia foi medida?

Os pesquisadores utilizaram principalmente o Total Maximal Chorea, parte da escala UHDRS usada na doença de Huntington.

Quanto maior essa pontuação, maior a intensidade da coreia observada durante o exame.

Portanto, uma redução na pontuação significa menos coreia.

O que o estudo encontrou?

Todos os três medicamentos foram superiores ao placebo.

Tetrabenazina

A pontuação de coreia caiu:

  • 5 pontos com tetrabenazina;
  • 1,5 ponto com placebo.

A diferença atribuída ao tratamento foi de aproximadamente 3,5 pontos.

Deutetrabenazina

A pontuação caiu:

  • 4,4 pontos com deutetrabenazina;
  • 1,9 ponto com placebo.

Diferença aproximada: 2,5 pontos.

Valbenazina

A pontuação caiu:

  • 4,6 pontos com valbenazina;
  • 1,4 ponto com placebo.

Diferença aproximada: 3,2 pontos.

Comparação indireta da redução da coreia com tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina

Então tetrabenazina é o medicamento mais eficaz?

Não podemos concluir isso.

Numericamente, a tetrabenazina apresentou a maior diferença em relação ao placebo:

Medicamento Diferença em relação ao placebo
Tetrabenazina -3,5 pontos
Valbenazina -3,2 pontos
Deutetrabenazina -2,5 pontos

Mas existe um problema importante: esses resultados vieram de três ensaios diferentes.

As pessoas não eram exatamente as mesmas, os protocolos não eram idênticos e os medicamentos não foram testados uns contra os outros.

Uma diferença de 3,5 versus 3,2 pontos, por exemplo, não permite afirmar que um medicamento seja superior ao outro.

Para responder isso adequadamente seria necessário um estudo comparando-os diretamente.

O efeito aparece rápido?

Nos três estudos, sinais de melhora já apareceram aproximadamente a partir da segunda semana.

Isso não significa que toda pessoa perceberá benefício exatamente nesse momento.

Na prática clínica, a dose costuma precisar ser ajustada progressivamente, enquanto benefício e efeitos adversos são acompanhados.

E os efeitos adversos?

Aqui aparecem diferenças importantes.

No estudo da tetrabenazina, 90,7% dos participantes relataram algum evento adverso, em comparação com 70% no grupo placebo.

Os eventos mais frequentes incluíram:

  • sonolência;
  • insônia;
  • fadiga;
  • quedas;
  • inquietação;
  • sintomas psiquiátricos.

No estudo da deutetrabenazina, os eventos adversos ocorreram em:

  • 62% dos participantes tratados;
  • 57% dos participantes com placebo.

Entre os mais relatados estavam:

  • sonolência;
  • boca seca;
  • diarreia.

No estudo da valbenazina:

  • 77% tiveram algum evento adverso;
  • contra 64% no placebo.

Os mais frequentes incluíram:

  • sonolência;
  • fadiga;
  • quedas;
  • urticária;
  • acatisia.

Acatisia significa uma sensação desagradável de inquietação, como se fosse difícil permanecer parado.

Benefícios, efeitos adversos e perguntas importantes antes de escolher um inibidor de VMAT2

É correto dizer que a deutetrabenazina é mais segura?

A revisão considera seu perfil de tolerabilidade favorável, mas essa conclusão precisa ser interpretada com cuidado.

No ensaio da deutetrabenazina, a frequência global de eventos adversos foi bastante parecida com a do placebo.

Esse é um dado tranquilizador.

Mas novamente existe a limitação fundamental: não houve um estudo colocando tetrabenazina, deutetrabenazina e valbenazina frente a frente na mesma população.

Portanto, "melhor tolerabilidade na revisão" não equivale a "medicamento comprovadamente mais seguro para qualquer pessoa".

E a depressão e o risco de suicídio?

Esse ponto merece atenção especial na doença de Huntington.

A revisão destaca que, nos Estados Unidos, os três medicamentos apresentam um boxed warning do FDA relacionado a depressão e comportamento suicida quando utilizados para tratar coreia associada à doença de Huntington.

No estudo da tetrabenazina ocorreu um suicídio consumado e um caso de inquietação acompanhado de ideação suicida.

No estudo da deutetrabenazina, houve um caso de depressão agitada e relatos de ideação suicida também apareceram no grupo placebo.

No estudo da valbenazina não foram relatados comportamentos ou pensamentos suicidas entre os participantes tratados.

Há, porém, uma limitação importante: os ensaios excluíam pessoas com risco psiquiátrico elevado.

Isso significa que os resultados de segurança podem não representar adequadamente justamente alguns dos pacientes que mais exigem cautela no mundo real.

Mudanças importantes de humor, desesperança, piora de depressão ou pensamentos de morte precisam ser comunicados rapidamente à equipe assistente.

Houve outros benefícios além da coreia?

Alguns.

No estudo da deutetrabenazina, os pesquisadores observaram:

  • melhora modesta de aspectos do funcionamento físico;
  • melhora em questionário relacionado à deglutição;
  • benefício adicional sobre distonia.

Por outro lado, não houve melhora consistente de:

  • cognição;
  • equilíbrio;
  • comportamento;
  • capacidade funcional global.

Com valbenazina, algumas medidas de qualidade de vida melhoraram numericamente, mas sem alcançar significância estatística.

Esses resultados secundários devem ser vistos com mais cautela do que o efeito sobre a coreia.

Um exemplo do dia a dia

Imagine uma pessoa cuja coreia faz o braço sair involuntariamente para o lado várias vezes enquanto ela tenta comer.

Se o tratamento reduzir esses movimentos, levar o garfo à boca pode ficar mais fácil.

Isso é diferente de dizer que o medicamento tratou todos os aspectos da doença de Huntington.

A pessoa ainda pode apresentar dificuldades de equilíbrio, memória, planejamento, comportamento ou deglutição.

Por isso, reduzir a coreia é apenas uma parte do cuidado.

Teste rápido: o que realmente está incomodando?

Antes de conversar sobre tratamento, três perguntas podem ajudar:

  1. A coreia está realmente atrapalhando alguma atividade?
  2. Quais atividades estão sendo prejudicadas: caminhar, comer, dormir, trabalhar ou cuidar da higiene?
  3. O possível benefício de reduzir esses movimentos compensa o risco de sonolência, rigidez ou outros efeitos adversos?

Essa conversa costuma ser mais útil do que simplesmente perguntar: "Qual é o medicamento mais forte?"

O que isso muda na prática?

A mensagem mais útil desta revisão não é escolher um vencedor.

É entender que existem diferentes opções eficazes para reduzir coreia, com perfis distintos de tolerabilidade.

A decisão pode levar em conta:

  • intensidade da coreia;
  • quanto ela realmente interfere nas atividades;
  • presença de depressão ou outros sintomas psiquiátricos;
  • sonolência;
  • histórico de quedas;
  • tendência a rigidez ou parkinsonismo;
  • outros medicamentos utilizados;
  • facilidade de seguir o esquema de doses;
  • acesso ao medicamento;
  • resposta e efeitos adversos observados depois do início.

Na doença de Huntington, tratar demais um movimento que pouco incomodava também pode trazer problemas. O objetivo não é necessariamente eliminar cada movimento visível, mas melhorar função, conforto e segurança.

O que vale perguntar ao médico?

Algumas perguntas úteis são:

  • Minha coreia realmente precisa ser tratada neste momento?
  • Qual atividade esperamos melhorar com o medicamento?
  • Como vamos saber se ele está funcionando?
  • Quais efeitos adversos precisam ser observados nas primeiras semanas?
  • Meu histórico de depressão ou ansiedade muda a escolha?
  • Existe risco de aumentar sonolência ou quedas?
  • O medicamento pode aumentar rigidez ou lentidão?
  • Em quanto tempo devemos reavaliar o resultado?
  • Se não houver benefício suficiente, quais são as alternativas?

FAQ

Medo

Os medicamentos contra a coreia curam a doença de Huntington?

Não. Eles tratam principalmente a coreia.

A revisão não demonstrou que tetrabenazina, deutetrabenazina ou valbenazina interrompam ou revertam a neurodegeneração causada pela doença.

A coreia significa que a doença está em fase avançada?

Não necessariamente.

A intensidade da coreia varia muito entre as pessoas e não funciona como uma medida isolada do estágio da doença.

Esses medicamentos podem causar depressão?

Podem existir efeitos psiquiátricos.

A revisão reforça a necessidade de acompanhar humor, depressão e ideação suicida durante o tratamento.

Dia a dia

A coreia pode desaparecer completamente?

Pode diminuir bastante em algumas pessoas, mas não existe garantia de desaparecimento completo.

Os estudos mostram redução média da intensidade da coreia.

Quanto tempo demora para começar a funcionar?

Nos ensaios clínicos, benefícios começaram a aparecer aproximadamente a partir da segunda semana.

O tempo individual pode variar conforme dose, tolerabilidade e resposta.

Sonolência é frequente?

Sim.

Ela apareceu nos estudos dos três medicamentos e merece atenção especialmente se houver direção, risco de quedas ou outras atividades que dependam de atenção.

Tratamento

Qual medicamento foi mais eficaz?

Não sabemos.

A tetrabenazina apresentou a maior redução numérica, mas os medicamentos foram estudados em ensaios diferentes.

A deutetrabenazina é necessariamente mais segura?

Não necessariamente para todas as pessoas.

Seu estudo mostrou tolerabilidade muito favorável, mas não houve comparação direta com os outros medicamentos.

Valbenazina também funciona para coreia?

Sim.

No ensaio incluído na revisão, houve redução significativa da coreia em comparação ao placebo.

Futuro

Esses medicamentos melhoram memória?

A revisão não demonstrou melhora consistente da cognição.

O principal efeito comprovado foi sobre a coreia.

Precisaremos usar o medicamento para sempre?

A revisão não responde essa pergunta.

Os ensaios foram curtos, enquanto a doença de Huntington é uma condição de longa duração. A necessidade de continuidade depende da evolução clínica e do balanço entre benefício e efeitos adversos.

Ação

Como escolher entre os medicamentos?

A escolha deve ser individualizada.

Coreia, humor, sonolência, quedas, outras medicações, facilidade de uso e resposta clínica precisam ser avaliados em conjunto.

Checklist de agência

Observe

  • quanto a coreia realmente interfere nas atividades;
  • sonolência após início ou aumento de dose;
  • aumento de quedas;
  • aparecimento de rigidez ou lentidão;
  • inquietação importante;
  • mudanças de humor;
  • piora de depressão.

Leve para a consulta

  • lista completa de medicamentos;
  • descrição das atividades prejudicadas pela coreia;
  • informações sobre quedas;
  • histórico de depressão, ansiedade ou comportamento suicida;
  • relato do cuidador, quando disponível.

Não faça sozinho

  • não aumente a dose tentando eliminar todos os movimentos;
  • não interrompa abruptamente o tratamento sem orientação;
  • não troque um inibidor de VMAT2 por outro por conta própria;
  • não ignore alterações importantes de comportamento ou humor.

Procure ajuda rapidamente se houver

  • pensamentos de morte ou suicídio;
  • piora psiquiátrica importante;
  • sonolência incapacitante;
  • quedas repetidas;
  • rigidez ou dificuldade de movimentação muito acentuadas;
  • qualquer mudança abrupta que coloque a pessoa em risco.

O que este estudo NÃO prova

  • Não prova que tetrabenazina seja superior a deutetrabenazina ou valbenazina.
  • Não prova que deutetrabenazina seja definitivamente o medicamento mais seguro.
  • Não demonstra que esses medicamentos retardem a progressão da doença de Huntington.
  • Não garante que toda pessoa terá melhora da coreia.
  • Não define com segurança os efeitos do tratamento por muitos anos, porque os ensaios foram curtos.
  • Os estudos também não representam perfeitamente pessoas com depressão grave ou risco elevado de suicídio, pois esses pacientes frequentemente foram excluídos dos ensaios.

Bloco de segurança

⚕️ IMPORTANTE
• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.

Referência ABNT

BAGHAEI, Ava et al. Safety and efficacy of VMAT2 inhibitors in Huntington Disease: a systematic review. Parkinsonism and Related Disorders, v. 145, 108209, 2026. DOI: 10.1016/j.parkreldis.2026.108209.

Assinatura


✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP

📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes
📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.

menu_bookContinue Lendo

Artigos Relacionados

Selecionamos outros conteúdos sobre o mesmo tema para aprofundar a leitura de forma prática e organizada.

event_available

Agende sua Consulta

Discuta seu caso com o Dr. Thiago G. Guimarães, neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Atendimento presencial em São Paulo ou por telemedicina.

📍 Consultório: R. Cristiano Viana, 328 - Conj. 201, Pinheiros, São Paulo/SP

arrow_backVoltar para o Blog