SCA10 no Brasil: por que a ataxia espinocerebelar tipo 10 varia tanto entre as famílias?
A SCA10 é uma ataxia genética progressiva causada por uma expansão no gene ATXN10. No Brasil, algumas famílias apresentam quase somente sintomas cerebelares, enquanto outras têm maior frequência de epilepsia.
Publicado em 25 de julho de 2026
Entenda a SCA10, uma ataxia genética rara ligada ao gene ATXN10, seus sintomas, herança, relação variável com epilepsia e particularidades observadas no Brasil.


Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
A ataxia espinocerebelar tipo 10, ou SCA10, é uma doença genética rara e progressiva que afeta principalmente o cerebelo, área do cérebro responsável pela coordenação, pelo equilíbrio e pela precisão dos movimentos. Ela pode ser séria porque tende a piorar ao longo dos anos e pode reduzir a independência, mas o ritmo e a combinação de sintomas variam muito.
A revisão publicada em 2025 mostra uma particularidade importante: no Paraná e em Santa Catarina, muitas pessoas apresentam uma forma centrada na ataxia, geralmente sem epilepsia. Em outras regiões do Brasil e em outros países da América Latina, as crises epilépticas aparecem com muito mais frequência.
Na prática, isso significa que não existe uma única “cara” da SCA10. O diagnóstico precisa combinar história familiar, exame neurológico e teste genético específico. A ausência de epilepsia não exclui a doença.
Em 30 segundos
- A SCA10 é causada por uma expansão de repetições no gene ATXN10.
- A herança é autossômica dominante: cada filho de uma pessoa portadora tem, em termos gerais, 50% de chance de herdar a alteração.
- O núcleo do quadro é a ataxia cerebelar: marcha instável, movimentos imprecisos, fala pouco nítida e alterações dos movimentos dos olhos.
- A epilepsia pode fazer parte da doença, mas não ocorre em todas as famílias.
- No Sul do Brasil, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, estudos encontraram poucos pacientes com epilepsia.
- Ainda não existe tratamento aprovado capaz de corrigir a expansão genética.
- A revisão descreve pesquisas experimentais, mas elas ainda não representam tratamento disponível.

O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: a SCA10 é uma doença genética cuja manifestação principal é a perda progressiva de coordenação.
- Por que isso importa: a pessoa pode passar a ter dificuldade para caminhar, escrever, usar talheres, falar e executar tarefas finas.
- A nuance: a velocidade de progressão e o grau de incapacidade não são iguais em todas as pessoas.
Mensagem 2
- Em 1 frase: epilepsia não é obrigatória na SCA10.
- Por que isso importa: famílias brasileiras podem receber o diagnóstico mesmo quando ninguém apresenta crises.
- A nuance: em alguns grupos fora do Sul do Brasil, a epilepsia foi muito mais frequente.
Mensagem 3
- Em 1 frase: o nome da mutação não prevê sozinho como será a vida da pessoa.
- Por que isso importa: duas pessoas da mesma família podem começar os sintomas em idades diferentes e ter manifestações distintas.
- A nuance: o tamanho da expansão, suas interrupções e outros fatores genéticos podem influenciar o quadro, mas ainda não permitem uma previsão individual segura.
Para quem este texto é útil?
Este texto é especialmente útil para:
- pessoas com ataxia progressiva sem causa definida;
- famílias com várias gerações afetadas;
- pessoas com SCA10 confirmada por teste genético;
- familiares que desejam entender risco de herança;
- pacientes que ficaram preocupados ao ler que SCA10 pode causar epilepsia;
- pessoas do Paraná, Santa Catarina ou de outras regiões brasileiras com histórico familiar de ataxia.
O que é a SCA10, em linguagem simples?
O cerebelo funciona como um sistema de ajuste fino. Ele não cria a força muscular, mas ajuda o corpo a calcular distância, direção, velocidade e tempo de cada movimento.
Na SCA10, uma sequência de cinco letras do DNA — ATTCT — aparece repetida muitas vezes dentro do gene ATXN10. Pessoas sem a doença costumam ter poucas repetições. Nos pacientes descritos, a expansão pode chegar a centenas ou milhares de repetições.
Uma analogia útil é imaginar uma palavra repetida tantas vezes dentro de um manual que começa a atrapalhar a leitura e o funcionamento da página. O gene continua existindo, mas a expansão altera o modo como a célula lida com aquela região do DNA e do RNA.
A função exata da proteína produzida pelo ATXN10 e todos os mecanismos da doença ainda não estão completamente esclarecidos.
Como funciona a herança?
A SCA10 tem herança autossômica dominante. Isso significa que uma única cópia alterada pode ser suficiente para transmitir a condição.
Para cada gestação, um filho de uma pessoa portadora tem, em termos gerais:
- 50% de chance de herdar a expansão;
- 50% de chance de não herdar a expansão.
Essa probabilidade se repete em cada gestação. Não é uma divisão obrigatória entre os filhos de uma família.
A revisão também descreve penetrância reduzida, situação em que uma pessoa carrega a expansão, mas permanece sem sintomas ou manifesta a doença mais tarde. Por isso, encontrar a expansão não permite prever com certeza a idade de início nem a intensidade do quadro.
Como a SCA10 aparece no dia a dia?
| Manifestação | Como pode aparecer na rotina |
|---|---|
| Ataxia da marcha | Andar com base mais aberta, desviar para os lados, tropeçar ou precisar apoiar-se |
| Ataxia dos membros | Errar a distância ao pegar um copo, derramar líquidos, dificuldade com botões ou escrita |
| Disartria | Fala mais lenta, “arrastada”, escandida ou difícil de entender |
| Alterações oculares | Olhos que oscilam, dificuldade para fixar ou acompanhar um alvo |
| Sinais piramidais | Reflexos aumentados, rigidez ou espasticidade em alguns pacientes |
| Epilepsia | Crises convulsivas ou crises focais em parte das famílias |
| Fadiga e sonolência | Cansaço desproporcional e sono excessivo durante o dia |
| Alterações cognitivas | Dificuldade de memória ou organização em alguns grupos, não em todos |
A chamada ataxia cerebelar pura não significa doença leve. Significa que o quadro está concentrado nos sintomas cerebelares, sem epilepsia ou outras manifestações importantes dominando a apresentação.

Por que a epilepsia varia tanto?
Essa é uma das principais contribuições da revisão.
Nos primeiros grupos mexicanos, a epilepsia aparecia em aproximadamente metade ou mais dos pacientes. Em uma série mexicana de 18 pessoas, 72,2% tiveram crises.
No Sul do Brasil, o cenário foi diferente:
- em uma coorte brasileira de 80 pacientes, 3,75% apresentaram epilepsia;
- em 213 famílias do Paraná e de Santa Catarina, a SCA10 correspondeu a 18,3% das ataxias espinocerebelares, e 4,8% dos pacientes com SCA10 tiveram epilepsia;
- em outra análise de 16 famílias da mesma região, 68,2% apresentaram ataxia cerebelar pura e 6,6% tiveram epilepsia.
Em estudos que reuniram pacientes de outras regiões brasileiras, a proporção de epilepsia foi maior. Uma análise de 544 pacientes com ataxia, provenientes de 11 estados, encontrou SCA10 em 3,3% dos casos; entre esses pacientes, 64,7% apresentavam epilepsia.
Esses números não devem ser comparados como se viessem da mesma população. Os centros incluíram famílias, regiões e critérios diferentes. A figura de distribuição regional apresentada na página 6 da revisão deixa visualmente claro que o perfil da SCA10 muda conforme a origem dos casos estudados.
O que pode explicar essa diferença?
Uma hipótese importante envolve as interrupções da expansão.
A sequência ATTCT pode aparecer como um bloco quase contínuo ou conter trechos diferentes no meio. Essas interrupções parecem modificar o comportamento da expansão e sua toxicidade.
Em um estudo brasileiro recente citado pela revisão, pacientes com interrupções na expansão apresentaram:
- início mais precoce;
- crises epilépticas com maior frequência;
- escores de ataxia piores.
Entre os pacientes com informação clínica e molecular adequada, 14 de 16 com interrupções tiveram crises, em comparação com 2 de 33 sem interrupções.
Isso sugere uma associação forte, mas não transforma o teste molecular em uma previsão perfeita. Outros genes, a ancestralidade e fatores ainda desconhecidos também podem participar.
O que a ancestralidade tem a ver com a SCA10?
A SCA10 foi descrita principalmente em pessoas com ancestralidade indígena americana e, mais recentemente, em famílias do Leste Asiático.
Estudos genéticos citados pela revisão apontam para uma origem ancestral comum da expansão, possivelmente anterior ou relacionada às antigas migrações da Ásia para as Américas.
No Brasil, a mistura entre ancestralidades indígena, europeia e africana torna a história mais complexa. As primeiras famílias do Sul foram relacionadas a uma possível conexão entre populações ameríndias e imigrantes belgas no Vale do Itajaí.
Isso não significa que a SCA10 pertença a uma única etnia. Pessoas de diferentes identidades e aparências podem carregar a expansão.
Como a revisão foi feita?
Os autores realizaram uma revisão narrativa com busca estruturada.
Foram procurados estudos originais, coortes, pesquisas transversais, estudos de caso-controle, séries e relatos de casos sobre:
- genética da SCA10;
- manifestações clínicas;
- epidemiologia;
- distribuição da doença no Brasil.
A busca incluiu PubMed, EMBASE e CINAHL, seguida de consulta manual às referências dos estudos encontrados. Dois revisores avaliaram a literatura de forma independente e resolveram divergências por discussão.
Esse método é mais organizado que uma revisão narrativa baseada apenas na seleção pessoal dos autores, mas não equivale necessariamente a uma revisão sistemática com meta-análise.
O que o estudo encontrou sobre o Brasil?
A revisão sustenta cinco conclusões principais:
- A SCA10 é rara no conjunto do Brasil, mas pode ser relativamente comum em regiões específicas.
- No Paraná e em Santa Catarina, ela é uma das ataxias espinocerebelares mais frequentes.
- A forma cerebelar pura predomina em muitas famílias do Sul.
- A epilepsia é mais frequente em várias famílias de outras regiões brasileiras e de outros países latino-americanos.
- A doença pode estar subdiagnosticada em áreas com pouca estrutura de neurogenética.
Os autores destacam que grande parte dos dados vem do Sul e do Sudeste. Há pouca informação do Centro-Oeste e Nordeste, e quase nenhuma do Norte, justamente onde a ancestralidade indígena pode ser mais frequente em algumas populações.

A SCA10 pode começar ou piorar na gravidez?
Relatos citados pela revisão observaram início súbito ou piora da ataxia durante a gravidez e, principalmente, no período logo após o parto.
Esses dados vêm de poucos casos e pequenos estudos observacionais. Eles sugerem que fatores hormonais ou fisiológicos podem influenciar a manifestação, mas não provam que a gravidez provoque a doença nem que toda portadora terá piora.
Planejamento gestacional em uma família com SCA10 merece conversa individual com neurologista, obstetra e profissional de genética.
A progressão é sempre rápida?
Não.
A revisão cita acompanhamentos em que a perda de equilíbrio e de função física foi mais lenta na SCA10 do que na SCA3, especialmente após cerca de uma década de doença.
Isso é uma média de grupos. Não permite calcular o ritmo de progressão de uma pessoa específica.
Quedas, crises epilépticas, alterações de deglutição, sono, fadiga e outras condições clínicas podem modificar muito o impacto funcional.
Existe tratamento dirigido à causa?
A revisão não apresenta tratamento aprovado capaz de corrigir ou silenciar a expansão do ATXN10.
Os autores descrevem uma molécula experimental chamada 2 AU-2, desenvolvida para se ligar ao RNA alterado e impedir uma cadeia de lesão celular. O resultado foi obtido em modelos celulares, não em pacientes.
Oligonucleotídeos antissenso, uma estratégia que tenta bloquear RNA prejudicial, também são mencionados como possibilidade futura, mas ainda não constituem tratamento disponível para SCA10.
Embora o artigo não seja uma diretriz terapêutica, o cuidado clínico costuma ser direcionado às necessidades de cada pessoa, como prevenção de quedas, reabilitação motora, comunicação, deglutição, sono, fadiga e controle de crises quando presentes.
Checagem rápida de compreensão
Marque as frases verdadeiras:
- A ausência de epilepsia exclui SCA10.
- A SCA10 pode causar principalmente ataxia, sem crises.
- O teste genético prevê com precisão a idade de início.
- A frequência de epilepsia varia entre famílias e regiões.
As frases verdadeiras são a segunda e a quarta.
O que isso muda na prática?
Para quem está investigando ataxia
A SCA10 deve ser lembrada quando há:
- ataxia progressiva;
- várias pessoas afetadas em gerações sucessivas;
- ancestralidade latino-americana;
- epilepsia associada, embora ela possa estar ausente;
- teste negativo para outras ataxias mais frequentes.
O teste precisa procurar especificamente a expansão ATTCT no ATXN10. A interpretação deve considerar sintomas, história familiar e possibilidade de penetrância reduzida.
Para quem já recebeu o diagnóstico
O diagnóstico genético esclarece a causa, mas não define sozinho o prognóstico.
Vale organizar o acompanhamento em torno de problemas concretos:
- equilíbrio e quedas;
- função das mãos;
- fala e deglutição;
- crises ou episódios suspeitos;
- sono e fadiga;
- cognição e humor;
- impacto sobre trabalho, direção e atividades diárias;
- orientação familiar e reprodutiva.

O que vale perguntar ao médico?
- Meu quadro parece uma ataxia cerebelar pura ou há outros sistemas envolvidos?
- O teste realizado avaliou especificamente a expansão do ATXN10?
- A estrutura da expansão e possíveis interrupções foram analisadas?
- Preciso investigar epilepsia mesmo sem crise convulsiva evidente?
- Quais sintomas indicam necessidade de EEG?
- Como acompanhar equilíbrio, fala, deglutição, sono e fadiga?
- Quem da família pode se beneficiar de aconselhamento genético?
- Como interpretar um teste positivo em uma pessoa ainda sem sintomas?
- Quais pesquisas clínicas realmente estão disponíveis para SCA10?
FAQ
Medo
SCA10 é a mesma coisa que doença de Machado-Joseph?
Não. Ambas pertencem ao grupo das ataxias espinocerebelares, mas são causadas por alterações genéticas diferentes. A doença de Machado-Joseph é a SCA3; a SCA10 envolve uma expansão no gene ATXN10.
Ter SCA10 significa que a pessoa terá epilepsia?
Não. A epilepsia é frequente em algumas famílias e regiões, mas foi incomum em grandes grupos estudados no Paraná e em Santa Catarina. Ela não é obrigatória para o diagnóstico.
A SCA10 costuma evoluir rapidamente?
A doença é progressiva, mas a velocidade varia. Estudos de acompanhamento citados na revisão sugerem progressão mais lenta que a SCA3 em alguns grupos, sem permitir prever o ritmo de uma pessoa específica.
A SCA10 reduz a expectativa de vida?
A revisão não fornece uma estimativa confiável de expectativa de vida. O impacto depende da gravidade da ataxia, de quedas, de crises epilépticas e de outras complicações individuais.
Dia a dia
Quais são os sintomas mais típicos?
Os mais típicos são desequilíbrio ao caminhar, falta de coordenação das mãos, fala pouco nítida e alterações dos movimentos dos olhos. Fadiga e sonolência também foram descritas.
A memória pode ser afetada?
Pode, mas isso não ocorre da mesma forma em todas as pessoas. Alterações de memória e funções executivas foram descritas sobretudo em alguns grupos com quadros mais complexos.
Tratamento
Existe cura ou tratamento que interrompa a SCA10?
A revisão não apresenta tratamento aprovado capaz de interromper a causa genética. Há pesquisas experimentais com moléculas dirigidas ao RNA alterado, ainda sem aplicação clínica comprovada.
O que pode ser tratado mesmo sem cura?
O cuidado pode abordar crises epilépticas, risco de quedas, fala, deglutição, sono, fadiga e perda funcional. O plano precisa ser individual e acompanhado por equipe de saúde.
Futuro
Se um dos pais tem SCA10, qual é o risco para os filhos?
Por ser uma condição autossômica dominante, cada filho tem, em termos gerais, 50% de chance de herdar a expansão. Herdar a alteração não permite prever exatamente quando ou como os sintomas aparecerão.
É possível carregar a alteração genética e não ter sintomas?
Sim. A revisão descreve penetrância reduzida, isto é, algumas pessoas com a expansão podem permanecer sem sintomas por muito tempo ou não desenvolver o quadro esperado.
O tamanho da expansão prevê a idade de início?
Não com precisão. Alguns estudos encontraram relação entre expansão maior e início mais precoce, enquanto outros não confirmaram essa associação.
Ação
Quando procurar atendimento urgente?
Procure atendimento urgente diante da primeira crise convulsiva, crise com mais de cinco minutos, crises repetidas sem recuperação, trauma importante, engasgo com falta de ar ou piora neurológica súbita.
Checklist de agência
Sinais que merecem avaliação rápida
- primeira crise convulsiva;
- episódios de perda de contato, confusão ou movimentos involuntários repetidos;
- aumento de quedas;
- engasgos frequentes;
- perda de peso não explicada;
- piora rápida da fala, marcha ou função das mãos;
- sonolência excessiva que compromete segurança.
Perguntas para levar à consulta
- Qual é o padrão de herança na minha família?
- O resultado genético é claramente patogênico?
- Há penetrância reduzida nessa família?
- Preciso de EEG ou investigação de crises focais?
- Como medir a progressão da ataxia ao longo do tempo?
- Quais profissionais de reabilitação são prioritários agora?
Hábitos e medidas práticas
- tornar a casa mais segura para reduzir quedas;
- usar apoio de marcha quando indicado;
- manter atividade física orientada e adaptada;
- cuidar do sono;
- revisar medicamentos que aumentem tontura ou sonolência;
- registrar episódios suspeitos em vídeo quando for seguro;
- manter uma árvore familiar com diagnósticos e idades de início.
O que não fazer sozinho
- interromper antiepilépticos;
- iniciar suplementos ou medicamentos como se fossem tratamento da causa;
- concluir prognóstico apenas pelo número de repetições;
- interpretar teste genético sem contexto clínico;
- pressionar familiares a realizar teste preditivo sem aconselhamento adequado.
Quando buscar ajuda urgente
- crise convulsiva prolongada ou repetida;
- trauma craniano;
- dificuldade respiratória após engasgo;
- fraqueza, alteração da fala ou confusão de início súbito;
- queda com incapacidade de levantar ou dor intensa.
O que este estudo/guia NÃO prova
- Não prova que a ancestralidade, isoladamente, determine a forma clínica da SCA10.
- Não permite comparar diretamente percentuais de epilepsia obtidos em centros, estados e famílias diferentes.
- Não permite prever o prognóstico de uma pessoa apenas pelo tamanho da expansão.
- Não demonstra que gravidez, corticoides ou outro fator citado causem o início da doença.
- Não comprova eficácia de moléculas experimentais em seres humanos.
- Não substitui uma diretriz de diagnóstico, tratamento ou aconselhamento genético.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
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• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
TEIVE, Hélio A. Ghizoni; COUTINHO, Léo; CAMARGO, Carlos Henrique F. Spinocerebellar ataxia type 10 (SCA 10) in Brazil. The Cerebellum, v. 24, art. 86, 2025. DOI: 10.1007/s12311-025-01838-7.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
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