Uma mesma mutação mitocondrial pode causar sintomas diferentes?
A mutação mitocondrial m.3243A>G pode causar sintomas diferentes porque a alteração da produção de energia celular não afeta todos os tecidos da mesma forma. Este estudo sugere que MELAS, MIDD e miopatia têm assinaturas metabólicas urinárias parcialmente diferentes.
Publicado em 7 de junho de 2026
Entenda, em linguagem simples, como a mutação mitocondrial m.3243A>G pode se manifestar como MELAS, MIDD ou miopatia, e o que um estudo de metabolômica urinária ajuda a explicar.


Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
A mutação mitocondrial m.3243A>G pode causar doenças diferentes porque as mitocôndrias, que funcionam como pequenas usinas de energia das células, não falham do mesmo jeito em todos os órgãos.
Em algumas pessoas, o cérebro é mais afetado, gerando um quadro chamado MELAS. Em outras, aparecem principalmente diabetes e perda auditiva, quadro chamado MIDD. Em outras, o problema aparece mais como fraqueza muscular, chamada de miopatia mitocondrial.
O estudo analisado comparou substâncias presentes na urina de pessoas com esses três quadros. Ele encontrou algumas alterações em comum, mas também diferenças importantes entre os grupos. Isso ajuda a entender por que a mesma mutação pode gerar histórias clínicas tão diferentes.
Na prática, o estudo não cria um novo tratamento imediato. Mas reforça uma ideia importante: em doenças mitocondriais, o nome da mutação não conta a história inteira. O modo como a doença aparece em cada pessoa continua sendo essencial.

Em 30 segundos
A mutação m.3243A>G afeta o DNA mitocondrial, uma parte do material genético ligada à produção de energia celular.
Ela pode estar associada a quadros diferentes:
| Quadro | O que costuma chamar atenção |
|---|---|
| MELAS | Episódios semelhantes a AVC, crises epilépticas, dor de cabeça, perda auditiva, acidose lática e fraqueza |
| MIDD | Diabetes e perda auditiva herdados pela linhagem materna |
| Miopatia mitocondrial | Fraqueza muscular, intolerância ao exercício e fadiga |
O estudo comparou a urina de 86 pessoas: 29 controles saudáveis, 9 pacientes com MELAS, 30 com MIDD e 18 com miopatia.
Os pesquisadores usaram três técnicas laboratoriais para estudar o metabolismo: NMR, LC-MS/MS e GC-TOF-MS. Em linguagem simples, isso significa que eles fizeram uma leitura detalhada das pequenas moléculas presentes na urina.
O principal achado foi este: os três grupos tinham algumas alterações em comum, mas cada manifestação da doença também tinha um padrão próprio.
O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: a mesma mutação mitocondrial pode gerar quadros clínicos diferentes.
- Por que isso importa: duas pessoas da mesma família podem carregar a mutação e ter sintomas muito distintos.
- A nuance: o estudo ajuda a explicar essa diferença, mas não permite prever sozinho o futuro de cada paciente.
Mensagem 2
- Em 1 frase: MELAS e MIDD mostraram alterações metabólicas mais amplas do que a miopatia.
- Por que isso importa: isso combina com a ideia de que MELAS e MIDD podem envolver vários sistemas do corpo.
- A nuance: o grupo de MELAS era pequeno, com apenas 9 pacientes, então os resultados precisam ser confirmados.
Mensagem 3
- Em 1 frase: a urina pode carregar pistas sobre como a doença mitocondrial está afetando o corpo.
- Por que isso importa: exames menos invasivos podem ajudar pesquisas futuras.
- A nuance: essas pistas ainda não substituem avaliação clínica, exame genético, exames laboratoriais e acompanhamento especializado.
Para quem este texto é útil?
Este texto é útil para pessoas que receberam ou investigam diagnóstico de:
- doença mitocondrial;
- mutação m.3243A>G;
- MELAS;
- MIDD;
- miopatia mitocondrial;
- diabetes com perda auditiva e história familiar materna;
- episódios neurológicos parecidos com AVC em idade jovem;
- fraqueza muscular sem explicação clara;
- surdez associada a sintomas neurológicos, musculares ou metabólicos.
Também pode ajudar familiares que ouviram a expressão “herança materna” e ficaram preocupados com o risco para filhos, irmãos ou outros parentes.
O que é isso, em linguagem simples?
As mitocôndrias são estruturas dentro das células que ajudam a transformar alimento e oxigênio em energia.
Uma analogia útil é pensar nelas como pequenas usinas de energia. Quando a usina funciona mal, os tecidos que mais precisam de energia tendem a sofrer mais. Isso inclui cérebro, músculo, coração, ouvido interno, rins e pâncreas.
A mutação m.3243A>G é uma alteração no DNA mitocondrial. Ela afeta um gene chamado MT-TL1, envolvido na fabricação correta de proteínas importantes para a produção de energia.
Mas existe um detalhe importante: as células podem ter uma mistura de mitocôndrias com e sem a mutação. Isso é chamado de heteroplasmia (mistura de DNA mitocondrial alterado e não alterado dentro das células).
Por isso, a doença pode variar bastante. Uma pessoa pode ter mais sintomas no cérebro. Outra pode ter diabetes e surdez. Outra pode ter principalmente fraqueza muscular.

Como isso aparece no dia a dia?
A mutação m.3243A>G pode aparecer de formas muito diferentes.
Em algumas famílias, uma pessoa pode ter diabetes e perda auditiva. Outra pode ter crises epilépticas ou episódios neurológicos. Outra pode ter cansaço muscular, intolerância a exercício ou fraqueza.
Isso não significa que todos terão todos os sintomas.
O padrão pode variar por vários motivos, incluindo:
- proporção de mitocôndrias alteradas em cada tecido;
- órgãos mais vulneráveis em cada pessoa;
- idade;
- outras variantes genéticas;
- fatores metabólicos;
- história familiar;
- doenças associadas;
- uso de medicações;
- estado geral de saúde.
Um exemplo prático: imagine uma família em que várias pessoas pelo lado materno têm perda auditiva. Uma delas desenvolve diabetes relativamente cedo. Outra apresenta crises neurológicas. Outra sente fraqueza muscular. Para quem olha de fora, parecem doenças separadas. Mas em alguns casos elas podem estar ligadas por uma mesma causa mitocondrial.
Como o estudo foi feito?
Os pesquisadores estudaram amostras de urina de pessoas com a mutação m.3243A>G geneticamente confirmada.
A divisão foi:
| Grupo | Número de pessoas |
|---|---|
| Controles saudáveis | 29 |
| MELAS | 9 |
| MIDD | 30 |
| Miopatia | 18 |
| Total | 86 |
Eles analisaram a urina usando três plataformas laboratoriais:
- NMR: uma técnica que ajuda a identificar moléculas pela forma como elas respondem a campos magnéticos;
- LC-MS/MS: uma técnica de espectrometria de massa, que mede moléculas com alta sensibilidade;
- GC-TOF-MS: outra técnica de espectrometria de massa, útil para diferentes classes de metabólitos.
Em linguagem simples: os pesquisadores fizeram uma “varredura química” da urina para ver quais substâncias estavam aumentadas ou diminuídas em cada grupo.
Depois, compararam cada grupo de pacientes com os controles saudáveis.
O que o estudo encontrou?
O estudo encontrou três tipos de informação.
A primeira: havia alterações metabólicas que apareciam nos três grupos.
A segunda: MELAS, MIDD e miopatia também tinham diferenças próprias.
A terceira: MELAS e MIDD pareciam causar uma perturbação metabólica urinária mais ampla do que a miopatia.
Alterações comuns aos três grupos
Três moléculas apareceram alteradas nos três fenótipos estudados:
- 2-hidroxiglutarato;
- ácido glicólico;
- ácido 4-pentenoico.
O 2-hidroxiglutarato chamou atenção porque pode se relacionar a desequilíbrios energéticos e vias celulares importantes, como mTOR. Mas isso ainda é uma pista de pesquisa, não uma recomendação de tratamento.
O ácido 4-pentenoico foi tratado com cautela pelos autores, porque sua identificação não foi considerada definitiva. Ou seja, ele é um achado interessante, mas ainda precisa ser confirmado.
O padrão do MIDD: glicose em destaque
No grupo MIDD, o estudo encontrou sinais de forte alteração do metabolismo da glicose.
Isso faz sentido, porque MIDD significa maternally inherited diabetes and deafness, ou seja, diabetes e surdez herdados pela linhagem materna.
Os pesquisadores observaram aumento de moléculas como:
- glicose;
- mio-inositol;
- ácido glucurônico.
Na prática, isso reforça que o diabetes no contexto mitocondrial pode ter características próprias e pode exigir acompanhamento cuidadoso.
Mas o estudo não prova qual tratamento é melhor para cada pessoa.
O padrão do MELAS: gordura e energia
No grupo MELAS, os autores encontraram alterações ligadas ao metabolismo de ácidos graxos, que são moléculas relacionadas ao uso de gordura como fonte de energia.
O estudo sugere que a oxidação de ácidos graxos, isto é, o processo de quebrar gordura para gerar energia, pode estar remodelada no MELAS.
Isso é importante porque o MELAS costuma envolver tecidos com alta necessidade energética, especialmente cérebro e músculo.
Ainda assim, esse achado não significa que o paciente deva mudar dieta ou iniciar suplemento por conta própria.
O padrão da miopatia: creatina
No grupo de miopatia, o achado mais específico foi o aumento de creatina na urina.
A creatina participa de um sistema de reserva rápida de energia no músculo. Por isso, o achado faz sentido em um quadro em que o músculo é uma parte importante da doença.
Mas, novamente, isso não prova que tomar creatina trate miopatia mitocondrial. A interpretação precisa ser feita com cuidado e dentro de acompanhamento médico.

O que isso muda na prática?
O principal valor do estudo é ajudar a entender a diversidade das doenças mitocondriais.
Ele reforça quatro ideias práticas.
Primeiro: o diagnóstico não deve depender apenas do nome da mutação. A história clínica, os sintomas, os exames e o padrão familiar continuam sendo fundamentais.
Segundo: pessoas com a mesma mutação podem precisar de acompanhamentos diferentes. Uma pode precisar de foco maior em audição e diabetes. Outra pode precisar de avaliação neurológica por episódios semelhantes a AVC ou crises epilépticas. Outra pode precisar de investigação muscular.
Terceiro: exames metabólicos podem ajudar a construir uma medicina mais personalizada no futuro.
Quarto: ainda não estamos no ponto em que a metabolômica urinária substitui os métodos diagnósticos atuais.
Teste rápido de compreensão
Use este bloco apenas como orientação educativa. Ele não fecha diagnóstico.
Marque mentalmente se há combinação de:
- perda auditiva, especialmente com história familiar materna;
- diabetes em idade relativamente jovem ou com padrão incomum;
- episódios neurológicos semelhantes a AVC, principalmente se não seguem o padrão vascular típico;
- crises epilépticas;
- dor de cabeça recorrente associada a outros sintomas neurológicos;
- fraqueza muscular ou intolerância ao exercício;
- baixa estatura;
- sintomas gastrointestinais persistentes;
- história familiar com várias pessoas afetadas pelo lado materno.
Quanto mais sinais aparecem juntos, maior a justificativa para discutir investigação mitocondrial com um neurologista ou geneticista.
O que vale perguntar ao médico?
Você pode levar perguntas objetivas para a consulta:
- Meus sintomas sugerem investigação para doença mitocondrial?
- Existe algum padrão familiar pelo lado materno?
- A combinação de diabetes e perda auditiva muda a investigação?
- Preciso de avaliação auditiva, cardíaca, renal, muscular ou endocrinológica?
- Há indicação de exame genético?
- Que tipo de amostra é melhor para estudar essa mutação?
- Como acompanhar risco de crises, episódios semelhantes a AVC ou complicações metabólicas?
- Há medicações que devo evitar por risco mitocondrial?
- Suplementos fazem sentido no meu caso ou não há evidência suficiente?
- Meus familiares precisam de aconselhamento genético?
FAQ
Medo
A mutação m.3243A>G sempre causa MELAS?
Não. A mesma mutação pode causar MELAS, MIDD, miopatia ou sintomas mais leves e inespecíficos.
Algumas pessoas podem ter poucos sintomas por muitos anos. Outras podem ter manifestações mais importantes. Por isso, o acompanhamento deve considerar a pessoa, não apenas o resultado genético.
MELAS é um tipo de AVC?
Não exatamente. MELAS pode causar episódios “stroke-like”, ou seja, episódios parecidos com AVC.
A diferença é que eles não seguem necessariamente a mesma lógica de entupimento de uma artéria. São eventos ligados à disfunção mitocondrial e ao metabolismo cerebral.
Isso significa que meus filhos terão a doença?
Não dá para concluir isso apenas com o nome da mutação.
Alterações do DNA mitocondrial costumam ser transmitidas pela linhagem materna, mas a intensidade dos sintomas pode variar muito. O ideal é discutir o caso com aconselhamento genético.
Dia a dia
O que é MIDD?
MIDD é uma forma de doença mitocondrial caracterizada principalmente por diabetes e perda auditiva herdados pela linhagem materna.
A pessoa também pode ter outros sintomas, mas diabetes e surdez são os sinais mais lembrados.
O que é miopatia mitocondrial?
Miopatia mitocondrial significa doença muscular relacionada ao mau funcionamento das mitocôndrias.
Pode causar fraqueza, fadiga, dor muscular ou dificuldade para tolerar exercício. A intensidade varia de pessoa para pessoa.
Por que a mesma mutação causa sintomas diferentes?
Porque as mitocôndrias alteradas não se distribuem do mesmo jeito em todos os tecidos.
Cérebro, músculo, ouvido interno e pâncreas podem ser afetados em graus diferentes. Além disso, cada pessoa pode ter uma proporção diferente de mitocôndrias com a mutação.
Tratamento
Esse estudo indica um tratamento novo?
Não. O estudo sugere caminhos metabólicos que merecem pesquisa, mas não testa um tratamento.
Ele não prova que um remédio, dieta ou suplemento específico funcione para MELAS, MIDD ou miopatia.
Posso tomar creatina porque ela apareceu no estudo?
Não comece por conta própria.
O estudo encontrou aumento de creatina na urina do grupo com miopatia, mas isso não significa que suplementar creatina seja automaticamente benéfico ou seguro para todos.
Vitaminas mitocondriais ajudam?
Depende do caso, e a evidência varia muito.
Alguns pacientes usam combinações de suplementos, mas a decisão deve considerar diagnóstico, sintomas, exames, riscos, interações e objetivos realistas. O estudo analisado não prova benefício de um suplemento específico.
Futuro
A metabolômica urinária pode virar exame diagnóstico?
Pode ajudar no futuro, mas ainda não substitui os exames atuais.
O estudo mostra pistas interessantes, mas precisa de validação em grupos maiores, com comparação com outras doenças mitocondriais e outros contextos clínicos.
O estudo ajuda a prever gravidade?
Ainda não de forma individual.
Ele mostra padrões de grupo, não uma previsão segura para uma pessoa específica. Em medicina, o comportamento individual da doença depende de muitos fatores.
Ação
Quando procurar um especialista?
Procure avaliação se houver combinação de perda auditiva, diabetes, fraqueza muscular, crises epilépticas, episódios semelhantes a AVC, sintomas neurológicos recorrentes ou história familiar materna sugestiva.
Um neurologista com experiência em neurogenética ou doenças mitocondriais pode ajudar a organizar a investigação.
Que documentos levar à consulta?
Leve exames genéticos, ressonâncias, exames de sangue, avaliações auditivas, exames cardíacos, histórico de diabetes, lista de medicações e uma árvore familiar simples.
Uma linha do tempo dos sintomas também ajuda muito.

Checklist de agência
Sinais de alerta para discutir com médico
- episódio neurológico parecido com AVC, principalmente em pessoa jovem;
- crise epiléptica nova;
- perda auditiva progressiva associada a diabetes;
- fraqueza muscular progressiva;
- intolerância importante ao exercício;
- sonolência, confusão ou piora neurológica inexplicada;
- vômitos persistentes, desidratação ou piora metabólica;
- história familiar materna com sintomas parecidos.
Perguntas para consulta
- A hipótese de doença mitocondrial faz sentido no meu caso?
- O padrão familiar sugere herança materna?
- Quais órgãos precisam ser monitorados?
- Há necessidade de avaliação cardiológica, auditiva, renal ou endocrinológica?
- Quais exames genéticos são mais adequados?
- Existem medicações que devo evitar?
- O que fazer em caso de febre, jejum prolongado, cirurgia ou infecção?
Hábitos que costumam ser importantes
- manter acompanhamento regular;
- evitar jejum prolongado sem orientação médica;
- tratar infecções e desidratação com atenção;
- cuidar do sono;
- manter atividade física adaptada, quando liberada;
- acompanhar audição, glicose, coração e rins conforme orientação;
- manter lista atualizada de medicamentos.
O que não fazer sozinho
- não iniciar suplemento em alta dose sem orientação;
- não interromper anticonvulsivantes, insulina ou outros remédios por conta própria;
- não atribuir todos os sintomas à mutação sem investigação;
- não fazer mudanças radicais de dieta sem supervisão;
- não ignorar sintomas neurológicos agudos.
Quando buscar ajuda urgente
Procure atendimento urgente em caso de:
- perda súbita de força;
- confusão mental;
- crise convulsiva;
- fala enrolada ou alteração visual súbita;
- sonolência importante;
- desidratação;
- vômitos persistentes;
- falta de ar;
- dor no peito;
- piora rápida do estado geral.
O que este estudo/guia NÃO prova
Este estudo não prova que a metabolômica urinária, sozinha, diagnostique MELAS, MIDD ou miopatia mitocondrial.
Ele não prova que os metabólitos encontrados sejam específicos apenas da mutação m.3243A>G.
Ele não define tratamento individual para pacientes com essa mutação.
Ele não prova benefício de creatina, vitaminas, coenzima Q10, carnitina, arginina ou qualquer outro suplemento.
Ele não permite prever com segurança quais sintomas uma pessoa terá no futuro.
Ele também tem limitações importantes: o grupo MELAS foi pequeno, os pacientes usavam medicações e suplementos que não puderam ser interrompidos, e o grupo MIDD era mais velho que os demais grupos.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
ESTERHUIZEN, Karien et al. One mutation, three phenotypes: novel metabolic insights on MELAS, MIDD and myopathy caused by the m.3243A>G mutation. Metabolomics, v. 17, n. 10, 2021. DOI: 10.1007/s11306-020-01769-w.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes
📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.
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