HIFU para tremor essencial e Parkinson: o que pacientes precisam saber
HIFU é um tratamento sem cortes que usa ultrassom focalizado, guiado por ressonância magnética, para reduzir tremores em pacientes selecionados com tremor essencial ou Parkinson tremor-dominante. Pode melhorar muito o sintoma, mas não cura a doença, não substitui avaliação médica e exige seleção cuidadosa.
Publicado em 12 de junho de 2026
Entenda o que é o HIFU, como o ultrassom focalizado guiado por ressonância pode tratar tremores, para quem ele é indicado e quais são seus limites.


Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
HIFU é uma técnica que usa ultrassom focalizado de alta intensidade para tratar tremores em pacientes muito bem selecionados, principalmente em duas situações: tremor essencial refratário e doença de Parkinson com tremor predominante.
A grande diferença é que o HIFU pode atingir uma área profunda do cérebro sem cortes, sem abertura do crânio e sem implante. O procedimento é guiado por ressonância magnética e costuma ser feito com o paciente acordado.
Mas há um ponto essencial: o HIFU não é cura. Ele trata um sintoma, principalmente o tremor. Também não serve para todos. A técnica cria uma pequena lesão definitiva no cérebro, por isso a indicação precisa ser muito bem pensada.
Na prática, o HIFU pode ser uma opção quando o tremor atrapalha atividades como beber água, escrever, comer ou usar o celular, e os remédios já não ajudam o suficiente. A decisão deve ser feita com uma equipe experiente em distúrbios do movimento.
Em 30 segundos
O HIFU, também chamado de MRgFUS quando guiado por ressonância magnética, concentra feixes de ultrassom em um ponto milimétrico do cérebro. É parecido com uma lupa concentrando luz em um único ponto, mas usando energia sonora e controle por imagem.
Nesse ponto, o calor cria uma pequena termoablação: uma lesão controlada que tenta interromper o circuito responsável pelo tremor.
Os estudos mostram melhora importante do tremor em muitos pacientes, especialmente no tremor essencial refratário. Em Parkinson, o benefício é mais bem estabelecido quando o tremor é o sintoma predominante.
O principal cuidado é entender que a lesão é definitiva. Diferentemente da estimulação cerebral profunda, chamada DBS, o HIFU não pode ser desligado nem ajustado depois.

O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: O HIFU pode reduzir tremores incapacitantes sem abrir o crânio.
- Por que isso importa: Para alguns pacientes, isso pode significar voltar a assinar, comer, beber ou realizar tarefas finas com mais segurança.
- A nuance: Menos invasivo não significa sem risco. Ele ainda é um procedimento cerebral.
Mensagem 2
- Em 1 frase: O HIFU é mais forte para tremor do que para a doença como um todo.
- Por que isso importa: No Parkinson, ele pode ajudar sintomas específicos, mas não interrompe a progressão da doença.
- A nuance: Quem tem muitos sintomas dos dois lados, flutuações motoras complexas ou necessidade de ajuste fino pode se beneficiar mais de outras estratégias, como DBS.
Mensagem 3
- Em 1 frase: A seleção do paciente é tão importante quanto a tecnologia.
- Por que isso importa: O mesmo procedimento pode ser excelente para uma pessoa e inadequado para outra.
- A nuance: A anatomia do crânio, o tipo de tremor, os remédios já testados, a idade, a marcha, a fala e os riscos individuais mudam a decisão.
Para quem este texto é útil?
Este texto é útil para pessoas que convivem com tremor e se perguntam:
- “Existe tratamento sem cirurgia aberta?”
- “HIFU pode substituir remédios?”
- “HIFU é melhor que DBS?”
- “Tenho Parkinson: isso pode resolver meu tremor?”
- “Tenho tremor essencial: quando devo considerar um procedimento?”
Ele também ajuda familiares e cuidadores a entenderem por que a decisão não deve ser baseada apenas no tamanho do tremor. O que importa é o conjunto: diagnóstico correto, impacto funcional, resposta aos remédios, riscos e expectativas.
O que é isso, em linguagem simples?
HIFU é a sigla em inglês para High-Intensity Focused Ultrasound, ou ultrassom focalizado de alta intensidade.
Quando usado no cérebro com orientação por ressonância magnética, também pode ser chamado de MRgFUS: ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética.
A ideia central é simples: vários feixes de ultrassom atravessam o couro cabeludo e o crânio. Separadamente, cada feixe tem pouca energia. Quando todos se encontram no mesmo ponto, a energia se soma e aquece apenas aquele alvo.
Esse alvo costuma fazer parte de circuitos cerebrais envolvidos no tremor.
O objetivo é criar uma pequena lesão controlada para reduzir a atividade anormal daquele circuito.

Como isso aparece no dia a dia?
Para entender por que alguém consideraria HIFU, pense em situações comuns.
Uma pessoa com tremor essencial pode ter dificuldade para:
- beber café sem derramar;
- assinar documentos;
- usar talheres;
- digitar no celular;
- fazer a barba ou passar maquiagem;
- cozinhar com segurança;
- trabalhar com instrumentos finos.
Uma pessoa com Parkinson tremor-dominante pode sentir que o tremor chama atenção, atrapalha o sono, gera vergonha social ou impede tarefas manuais, mesmo quando outros sintomas estão relativamente controlados.
O HIFU entra na conversa quando esse tremor é realmente incapacitante e não melhorou o suficiente com tratamento clínico adequado.
Como o procedimento funciona na prática?
O paciente geralmente fica acordado durante o procedimento.
Isso é uma vantagem importante. A equipe pode testar o efeito do ultrassom em tempo real, observar se o tremor melhora e checar se aparecem efeitos colaterais.
O procedimento costuma envolver:
- um capacete com transdutores de ultrassom;
- uma membrana com água resfriada para proteger o couro cabeludo;
- um halo de fixação para manter a cabeça parada;
- ressonância magnética para guiar o alvo e medir temperatura;
- testes clínicos durante o procedimento.
Antes da lesão definitiva, a equipe pode fazer aplicações de menor intensidade. É como um “ensaio controlado”: aquece um pouco, observa o efeito, ajusta o alvo e só então decide se avança.

Como o estudo foi feito?
O documento de base resume principalmente estudos clínicos sobre HIFU em tremor essencial e Parkinson.
O estudo mais marcante em tremor essencial foi um ensaio randomizado controlado por procedimento simulado. Isso significa que parte dos pacientes recebeu o tratamento real e parte passou por uma simulação, para comparar o efeito real da técnica com o efeito placebo e a expectativa do tratamento.
No tremor essencial, o estudo incluiu 76 pacientes com tremor refratário. O grupo tratado teve redução importante do tremor da mão aos três meses, com benefício mantido em muitos pacientes ao longo do acompanhamento.
Na doença de Parkinson com tremor predominante, estudos também mostraram redução do tremor no lado tratado. Pesquisas posteriores avaliaram outros alvos para sintomas como rigidez, lentidão e discinesias, mas essas indicações exigem ainda mais cuidado na seleção.
O que o estudo encontrou?
Os estudos mostram que o HIFU pode reduzir o tremor de forma expressiva em muitos pacientes selecionados.
Em termos práticos, isso significa que uma pessoa que não conseguia levar um copo à boca sem derramar pode passar a ter mais controle da mão tratada. Mas a resposta varia.
No tremor essencial, a melhora relatada nos estudos costuma ficar em uma faixa aproximada de 50% a 75%, dependendo da escala, do tempo de seguimento e da população estudada.
No Parkinson tremor-dominante, a melhora do tremor também pode ser importante, mas o Parkinson é mais amplo do que o tremor. Rigidez, lentidão, equilíbrio, fala, sono, cognição e sintomas autonômicos não desaparecem simplesmente porque o tremor melhorou.
A leitura honesta é esta: o HIFU pode ser muito relevante para o sintoma certo, no paciente certo, no momento certo.
HIFU ou DBS: qual é a diferença?
A DBS, ou estimulação cerebral profunda, é uma cirurgia em que eletrodos são implantados no cérebro e conectados a um gerador, semelhante a um marca-passo. Ela é usada há décadas para tratar tremores e sintomas do Parkinson em pacientes selecionados.
O HIFU não torna a DBS obsoleta. São ferramentas diferentes.
| Característica | HIFU | DBS |
|---|---|---|
| Invasividade | Sem cortes, sem furos no crânio e sem implante | Cirurgia com eletrodos no cérebro e gerador sob a pele |
| Ajuste depois do procedimento | Não ajustável | Ajustável por programação |
| Reversibilidade | Lesão definitiva | O sistema pode ser ajustado, desligado ou removido em alguns casos |
| Tratamento dos dois lados | Geralmente estagiado, quando indicado | Pode ser bilateral no mesmo planejamento cirúrgico |
| Manutenção | Não precisa trocar bateria | Pode exigir programação e troca de bateria |
| Principal vantagem | Evita implante e cirurgia aberta | Permite ajuste fino ao longo do tempo |
| Principal limite | Lesão permanente | Procedimento mais invasivo e com hardware |
Em resumo: o HIFU pode ser atraente para quem quer evitar implante, tem tremor mais lateralizado ou não é bom candidato a DBS. A DBS continua muito importante quando há sintomas bilaterais, necessidade de ajuste fino ou quadro motor mais complexo.

Quais efeitos colaterais podem acontecer?
O HIFU evita riscos ligados a implantes, como infecção do hardware. Ainda assim, ele não é isento de risco.
Logo após o procedimento, podem ocorrer:
- dor de cabeça;
- tontura;
- náusea;
- desconforto pelo halo de fixação;
- sensação de calor;
- fadiga.
Efeitos neurológicos possíveis incluem:
- formigamento ou alteração de sensibilidade;
- instabilidade da marcha;
- desequilíbrio;
- alteração da fala;
- alteração da coordenação;
- alteração do paladar.
Muitos desses efeitos melhoram em dias ou semanas. Mas alguns podem persistir. Por isso, a avaliação prévia da marcha, da fala e do equilíbrio é tão importante.
O que isso muda na prática?
O HIFU muda a conversa para pacientes com tremor incapacitante.
Antes, quando os remédios falhavam, a principal opção procedural era a DBS ou outros procedimentos ablativos mais invasivos. O HIFU trouxe a possibilidade de uma abordagem sem incisão, guiada por imagem, com alta frequentemente no mesmo dia.
Mas a decisão continua sendo médica e individualizada.
Na prática, o paciente deve sair da consulta entendendo:
- se o diagnóstico é realmente tremor essencial, Parkinson ou outra causa;
- se o tremor é o principal problema funcional;
- quais remédios já foram tentados em dose e tempo adequados;
- se há contraindicação à ressonância magnética;
- se a tomografia mostra boa passagem do ultrassom pelo crânio;
- se HIFU, DBS ou tratamento clínico faz mais sentido naquele caso.
Teste rápido: HIFU faz sentido como conversa inicial?
Este teste não decide tratamento. Ele apenas ajuda a organizar a conversa com o neurologista.
Marque mentalmente os itens que combinam com você:
- Meu tremor atrapalha atividades importantes do dia a dia.
- Eu já tentei tratamento medicamentoso de forma adequada.
- O tremor é mais incapacitante do que outros sintomas.
- Entendo que o HIFU não cura a doença.
- Entendo que a lesão é definitiva.
- Quero comparar HIFU e DBS antes de decidir.
- Aceito fazer exames de imagem e avaliação multidisciplinar.
- Tenho consciência de que pode haver efeitos adversos.
Se vários itens fazem sentido, vale conversar com um neurologista especializado em distúrbios do movimento. Se vários itens não fazem sentido, talvez ainda seja cedo ou talvez outra estratégia seja mais adequada.
O que vale perguntar ao médico?
Leve perguntas objetivas para a consulta.
- Meu diagnóstico é tremor essencial, Parkinson tremor-dominante ou outra causa de tremor?
- Meu tremor é refratário aos remédios ou ainda há ajustes possíveis?
- O HIFU trataria qual lado do corpo?
- O objetivo seria reduzir tremor, rigidez, discinesia ou outro sintoma?
- Quais exames eu preciso fazer antes?
- Minha marcha e minha fala aumentam o risco de efeito adverso?
- Meu crânio permite boa passagem do ultrassom?
- No meu caso, HIFU ou DBS faz mais sentido?
- O que pode melhorar e o que provavelmente não vai mudar?
- Quais efeitos colaterais seriam mais relevantes para mim?
FAQ
Medo
HIFU cura o tremor essencial?
Não. O HIFU pode reduzir o tremor, mas não elimina a predisposição neurológica ao tremor essencial.
Em muitos pacientes, a melhora pode ser importante e duradoura. Ainda assim, o resultado varia, e uma parte das pessoas pode ter retorno parcial do tremor com o tempo.
HIFU cura Parkinson?
Não. O HIFU não cura Parkinson e não interrompe a progressão da doença.
Ele pode ajudar sintomas específicos, como tremor em casos selecionados, mas o Parkinson envolve muitos outros aspectos além do tremor.
O HIFU é perigoso?
Ele é menos invasivo do que uma cirurgia com abertura do crânio, mas não é livre de risco.
O procedimento cria uma lesão cerebral controlada. Por isso, pode causar efeitos como formigamento, desequilíbrio, alteração da fala ou alteração da coordenação.
Dia a dia
A melhora acontece na hora?
Muitas vezes a melhora do tremor pode ser percebida durante o procedimento.
Isso não significa que todos terão o mesmo grau de melhora. O benefício varia conforme diagnóstico, alvo, técnica, anatomia e características individuais.
Vou poder voltar às atividades normais rapidamente?
Muitos pacientes recebem alta no mesmo dia, mas a recuperação deve seguir a orientação da equipe.
Tontura, dor de cabeça, náusea ou instabilidade podem acontecer nos primeiros dias. Não é adequado planejar atividades de risco logo após o procedimento sem liberação médica.
O HIFU melhora os dois lados do corpo?
Em geral, o tratamento inicial mira um lado do cérebro para melhorar o tremor do lado oposto do corpo.
Tratamentos bilaterais podem ser considerados em cenários específicos, de forma estagiada, mas exigem cautela maior.
Tratamento
HIFU substitui os remédios?
Não necessariamente. Em muitos casos, ele reduz um sintoma, mas o tratamento clínico continua sendo necessário.
No Parkinson, por exemplo, a medicação pode continuar importante para rigidez, lentidão, flutuações, sono e outros sintomas.
HIFU é melhor que DBS?
Não existe “melhor” para todos.
HIFU evita implante e cortes, mas é definitivo e não ajustável. DBS é mais invasiva, mas permite programação e ajuste ao longo do tempo. A melhor opção depende do perfil do paciente.
Quem decide se posso fazer HIFU?
A decisão deve envolver equipe especializada, geralmente com neurologista de distúrbios do movimento, neurocirurgião funcional, neurorradiologia e exames de imagem.
A seleção é parte central da segurança.
Futuro
O tremor pode voltar?
Pode haver perda parcial de benefício em alguns pacientes ao longo do tempo.
Isso não significa que o tratamento “falhou” em todos os casos. Significa que a durabilidade varia e precisa ser discutida antes do procedimento.
O HIFU vai tratar outros sintomas do Parkinson?
Há estudos com outros alvos cerebrais para sintomas como discinesia, rigidez e lentidão.
Mas esses usos exigem avaliação ainda mais criteriosa. O paciente não deve assumir que uma técnica indicada para tremor resolverá todos os sintomas do Parkinson.
Ação
O que devo levar para a consulta?
Leve lista de medicamentos, doses, horários, vídeos do tremor em atividades reais e exames prévios.
Vídeos curtos tentando beber água, escrever, usar talher ou segurar um objeto podem ajudar muito a equipe a entender o impacto funcional do tremor.
Checklist de agência
Sinais de alerta
Procure avaliação médica se o tremor:
- começou de forma súbita;
- vem acompanhado de fraqueza, alteração da fala ou confusão;
- piorou rapidamente;
- surgiu após início ou aumento de medicamento;
- vem com quedas, desequilíbrio importante ou perda de autonomia;
- está atrapalhando alimentação, trabalho, higiene ou segurança.
Perguntas para consulta
- Qual é o tipo exato do meu tremor?
- Meu caso é refratário a medicamentos?
- Tenho indicação de HIFU, DBS ou nenhum procedimento neste momento?
- Qual lado seria tratado primeiro?
- Quais sintomas não devem melhorar com HIFU?
- Quais riscos são maiores no meu caso?
- Qual é o plano se o tremor voltar parcialmente?
Hábitos que podem ajudar
Essas medidas não substituem tratamento, mas podem ajudar no manejo global:
- reduzir excesso de cafeína, se ela piorar o tremor;
- dormir melhor, quando possível;
- revisar medicamentos que podem piorar tremor;
- fazer fisioterapia quando há desequilíbrio;
- usar adaptações ocupacionais para escrita, alimentação e segurança;
- evitar decisões baseadas em vídeos promocionais ou promessas de cura.
O que não fazer sozinho
- Não interrompa remédios para Parkinson por conta própria.
- Não ajuste dose de medicação sem orientação.
- Não escolha HIFU apenas porque parece “menos invasivo”.
- Não compare seu caso com vídeos de antes e depois sem avaliação médica.
- Não ignore problemas de marcha, fala ou equilíbrio antes de um procedimento ablativo.
Quando buscar ajuda urgente
Busque atendimento urgente se houver:
- fraqueza súbita em um lado do corpo;
- fala enrolada de início súbito;
- confusão mental;
- queda com trauma;
- dor de cabeça súbita e intensa;
- piora neurológica rápida após procedimento;
- dificuldade para engolir ou respirar.
O que este estudo/guia NÃO prova
- Não prova que HIFU seja a melhor opção para todos os pacientes com tremor.
- Não prova cura do tremor essencial nem cura da doença de Parkinson.
- Não garante melhora individual de 50%, 70% ou 90%.
- Não elimina a necessidade de avaliação com neurologista especializado.
- Não significa que DBS ficou ultrapassada; HIFU e DBS continuam sendo ferramentas diferentes para perfis diferentes.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE • Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica. • Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde. • Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
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Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães CRM-SP 178.347 Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com 🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes 📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro
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