Epilepsia em adultos: como os remédios são escolhidos e o que você precisa saber

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O tratamento da epilepsia em adultos busca controlar as crises com o menor número possível de efeitos colaterais. A escolha do remédio deve ser individualizada conforme o tipo de crise, o tipo de epilepsia, comorbidades, risco de gravidez e interações com outros medicamentos.

personDr. Thiago G. Guimarães
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Publicado em 3 de junho de 2026

Entenda, em linguagem simples, como os medicamentos para epilepsia em adultos são escolhidos, quando iniciar tratamento, quais cuidados importam e quando procurar um centro especializado.

Diorama médico educativo mostrando cérebro, circuitos elétricos e frascos de medicamentos para epilepsia em adultos
Dr. Thiago G. Guimarães

Dr. Thiago G. Guimarães

CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.

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Resposta curta

Epilepsia é uma condição em que o cérebro tem tendência a produzir crises epilépticas, que são episódios de atividade elétrica anormal. Em adultos, o tratamento com medicamentos tem um objetivo claro: evitar novas crises com o menor número possível de efeitos colaterais.

Isso é importante porque crises recorrentes podem causar quedas, acidentes, ferimentos, perda de independência e ansiedade constante. Ao mesmo tempo, o remédio não deve ser escolhido de forma automática. O melhor medicamento depende do tipo de crise, do tipo de epilepsia, da idade, do sexo, de gravidez ou possibilidade de gravidez, de doenças associadas, de outros remédios em uso e do perfil de efeitos colaterais.

O review do JAMA ajuda a organizar essa decisão: não basta perguntar “qual remédio é mais forte?”. A pergunta mais útil é: “qual remédio é mais adequado para esta pessoa, com este tipo de epilepsia, neste momento da vida?”.

Diorama médico educativo sobre epilepsia em adultos, circuitos cerebrais e escolha de medicamentos

Em 30 segundos

Epilepsia não é uma doença única. Existem diferentes tipos de crises e diferentes tipos de epilepsia.

Em linhas gerais:

  • Crise focal começa em uma região específica do cérebro.
  • Crise generalizada envolve os dois lados do cérebro desde o início.
  • O remédio deve ser escolhido conforme esse padrão.
  • Alguns medicamentos bons para um tipo de epilepsia podem piorar outro tipo.
  • Humor, ansiedade, memória, osteoporose, doenças do coração, rim, fígado e gravidez mudam a decisão.
  • Cerca de 60% a 70% das pessoas com epilepsia podem alcançar controle das crises com tratamento medicamentoso.
  • Quando duas medicações adequadas falham, é hora de pensar em epilepsia resistente e avaliar centro especializado.

A mensagem principal é simples: tratar epilepsia é mais do que “dar anticonvulsivante”. É personalizar a escolha para aumentar controle e reduzir risco.

O que importa de verdade

Mensagem 1

  • Em 1 frase: A escolha do remédio depende do tipo de epilepsia.
  • Por que isso importa: Um remédio adequado pode controlar crises; um remédio inadequado pode falhar ou até piorar certos tipos de crise.
  • A nuance: A classificação da crise nem sempre é óbvia na primeira consulta; vídeos, relato de testemunhas, EEG e ressonância podem ser essenciais.

Mensagem 2

  • Em 1 frase: O tratamento deve considerar a pessoa inteira, não apenas a crise.
  • Por que isso importa: Humor, ansiedade, memória, gravidez, osteoporose, rim, fígado e outros medicamentos mudam a segurança da escolha.
  • A nuance: Dois pacientes com “epilepsia” podem receber tratamentos diferentes por razões corretas.

Mensagem 3

  • Em 1 frase: Crises persistentes após dois medicamentos bem escolhidos exigem reavaliação especializada.
  • Por que isso importa: Pode haver epilepsia resistente, diagnóstico alternativo ou opção de cirurgia, neuromodulação ou outros tratamentos.
  • A nuance: Nem toda “epilepsia resistente” é realmente epilepsia; algumas condições imitam crises epilépticas.

Para quem este texto é útil?

Este texto é útil para:

  • adultos que tiveram uma primeira crise;
  • pessoas recém-diagnosticadas com epilepsia;
  • familiares que presenciaram uma crise;
  • pacientes que têm medo dos efeitos colaterais dos remédios;
  • mulheres com epilepsia que podem engravidar;
  • pessoas com crises apesar do tratamento;
  • cuidadores que precisam entender sinais de alerta;
  • pacientes que querem conversar melhor com o neurologista.

Este texto não substitui uma consulta. Ele ajuda você a entender a lógica por trás das decisões.

O que é isso, em linguagem simples?

Uma crise epiléptica acontece quando grupos de neurônios disparam sinais elétricos de forma anormal, excessiva ou sincronizada. É como se uma parte da rede elétrica do cérebro entrasse em curto-circuito por alguns segundos ou minutos.

Epilepsia é quando existe tendência a crises recorrentes. O diagnóstico pode ser feito em situações como:

  • duas crises não provocadas com mais de 24 horas de intervalo;
  • uma crise não provocada com risco alto de repetição;
  • diagnóstico de uma síndrome epiléptica específica.

A palavra “não provocada” é importante. Uma crise causada por uma alteração aguda, como hipoglicemia, abstinência alcoólica, intoxicação, infecção ou alteração metabólica, pode não significar epilepsia crônica.

Como isso aparece no dia a dia?

As crises podem aparecer de formas diferentes.

Tipo de crise Como pode parecer no dia a dia
Crise focal com consciência preservada Sensação estranha repetida, medo súbito, déjà-vu, alteração visual, formigamento, movimento involuntário em uma parte do corpo
Crise focal com alteração da consciência Pessoa fica “fora do ar”, não responde bem, faz movimentos automáticos com boca ou mãos, depois fica confusa
Crise focal que evolui para bilateral tônico-clônica Começa focal e depois vira uma convulsão com rigidez e abalos nos dois lados do corpo
Crise tônico-clônica generalizada Perda de consciência, rigidez, abalos, possível mordedura de língua, urina involuntária e confusão depois
Crise de ausência Parada súbita, olhar fixo por poucos segundos, retorno rápido
Crise mioclônica Abalo breve, como um “tranco”, às vezes derrubando objetos

Um detalhe prático: filmar a crise com segurança pode ajudar muito o neurologista. O vídeo deve ser feito sem colocar a pessoa em risco e sem atrasar medidas de proteção.

Infográfico com texto comparando crise focal e crise generalizada em linguagem simples

Como o estudo foi feito?

O artigo do JAMA é uma revisão clínica. Os autores buscaram estudos sobre epidemiologia, tratamento medicamentoso e manejo da epilepsia focal e generalizada em adultos.

A busca incluiu publicações entre 1980 e 2021. Foram priorizados ensaios clínicos randomizados, meta-análises, estudos observacionais longitudinais, diretrizes de prática clínica e artigos sobre propriedades dos medicamentos.

A revisão não é um ensaio clínico novo. Ela não testou um medicamento em um novo grupo de pacientes. Ela organizou o conhecimento disponível para orientar decisões clínicas.

O que o estudo encontrou?

O estudo reforça alguns pontos centrais.

Primeiro: epilepsia é comum. Estima-se que afete cerca de 65 milhões de pessoas no mundo.

Segundo: crises persistentes não são apenas “episódios isolados”. Elas podem estar associadas a ferimentos, quedas, queimaduras, fraturas, concussões, restrição para dirigir, impacto no trabalho, medo constante e maior mortalidade.

Terceiro: muitos pacientes conseguem controlar as crises. A liberdade de crises ocorre em aproximadamente 60% a 70% das pessoas com epilepsia, embora esse número varie conforme causa, tipo de epilepsia e resposta inicial ao tratamento.

Quarto: a escolha do medicamento precisa ser individualizada.

Para epilepsia focal

Na epilepsia focal, alguns medicamentos frequentemente considerados incluem lamotrigina e oxcarbazepina. Levetiracetam também pode ser opção, mas exige cuidado em pessoas com histórico de depressão, irritabilidade, ansiedade importante ou outros sintomas psiquiátricos.

Para epilepsia generalizada

Na epilepsia generalizada, a escolha depende da síndrome, do tipo de crise, do sexo, da idade e do risco de gravidez.

O valproato pode ser muito eficaz em algumas epilepsias generalizadas, mas tem risco relevante em mulheres que podem engravidar, especialmente por malformações congênitas e impacto no desenvolvimento do bebê. Por isso, costuma ser evitado em mulheres em idade fértil quando há alternativas adequadas.

Para comorbidades

A revisão também mostra que outras doenças importam. Por exemplo:

Situação da pessoa Por que muda a escolha?
Depressão, ansiedade ou irritabilidade Alguns remédios podem piorar sintomas psiquiátricos
Dificuldade de memória ou atenção Alguns remédios podem piorar lentidão cognitiva
Enxaqueca Alguns medicamentos podem ajudar epilepsia e enxaqueca
Osteopenia ou osteoporose Alguns anticonvulsivantes podem piorar saúde óssea
Doença cardiovascular Medicamentos indutores enzimáticos podem interferir em lipídios e outros remédios
Doença renal ou hepática Pode ser necessário ajustar dose ou evitar certos fármacos
Uso de muitos medicamentos Interações podem reduzir eficácia ou aumentar toxicidade

Infográfico com texto mostrando que a escolha do remédio depende de tipo de crise, humor, memória, gravidez e interações

O que isso muda na prática?

A principal mudança prática é sair da ideia de “um remédio serve para todos”.

Na consulta, a escolha deve responder a perguntas como:

  • A crise é focal ou generalizada?
  • Houve perda de consciência?
  • Há vídeo da crise?
  • O EEG mostrou descargas epileptiformes?
  • A ressonância mostrou lesão estrutural?
  • A crise aconteceu durante o sono?
  • Há depressão, ansiedade, irritabilidade ou dificuldade cognitiva?
  • Há enxaqueca, dor neuropática, osteoporose, doença cardíaca, renal ou hepática?
  • A pessoa usa anticoncepcional, anticoagulante, antidepressivo, quimioterápico, estatina ou muitos remédios?
  • Existe chance de gravidez?
  • A rotina favorece esquecimento de doses?
  • A pessoa dirige ou trabalha com máquinas, altura ou risco físico?

Essas perguntas ajudam a transformar o tratamento em uma decisão segura e realista.

Um teste rápido para levar à consulta

Use este checklist antes da consulta:

  • Eu sei descrever como a crise começa?
  • Alguém viu a crise e pode contar?
  • Tenho vídeo seguro do episódio?
  • A crise ocorreu dormindo ou acordado?
  • Fiquei confuso depois?
  • Mordi a língua?
  • Perdi urina?
  • Tive febre, hipoglicemia, álcool, droga, privação de sono ou nova medicação?
  • Já fiz EEG?
  • Já fiz ressonância de crânio?
  • Tenho depressão, ansiedade, irritabilidade ou problemas de memória?
  • Uso outros remédios todos os dias?
  • Existe chance de gravidez?

Levar essas respostas pode evitar escolhas erradas.

Quando pensar em epilepsia resistente?

Epilepsia resistente a medicamentos é quando as crises continuam apesar de duas tentativas adequadas de tratamento com medicamentos apropriados, em doses adequadas e com boa adesão.

Isso não significa que “não há mais o que fazer”. Significa que a estratégia precisa mudar.

Nessa situação, é importante considerar avaliação em centro especializado em epilepsia. O objetivo é verificar:

  • se o diagnóstico está correto;
  • se o tipo de crise foi classificado corretamente;
  • se há eventos que imitam epilepsia;
  • se existe lesão cerebral tratável;
  • se há possibilidade de cirurgia;
  • se neuromodulação pode ajudar;
  • se há ajustes avançados de medicamentos;
  • se dieta terapêutica tem papel em casos selecionados.

A revisão destaca que uma parte dos pacientes encaminhados como “epilepsia resistente” pode, na verdade, ter outro diagnóstico, como síncope, eventos psicogênicos não epilépticos, distúrbios do sono, enxaqueca ou movimentos involuntários.

Infográfico com texto mostrando quando procurar centro especializado em epilepsia

O que vale perguntar ao médico?

Algumas perguntas úteis:

  1. Minha crise parece focal ou generalizada?
  2. Qual foi o papel do EEG no meu caso?
  3. Minha ressonância mostra alguma causa estrutural?
  4. Qual é o risco de nova crise?
  5. Por que este remédio foi escolhido para mim?
  6. Quais efeitos colaterais devo observar?
  7. Este remédio interfere com meus outros medicamentos?
  8. Ele interfere com anticoncepcional?
  9. Preciso de exame de sangue para acompanhar?
  10. Tenho restrição para dirigir?
  11. O que minha família deve fazer se eu tiver outra crise?
  12. Quando devo procurar pronto atendimento?
  13. Se eu ficar sem crise por anos, poderemos discutir retirada?
  14. Em que situação devo ser avaliado em centro de epilepsia?

FAQ

Medo

1. Toda crise convulsiva significa epilepsia?

Não. Algumas crises são provocadas por alterações agudas, como hipoglicemia, infecção, intoxicação, abstinência alcoólica ou AVC recente. Epilepsia envolve tendência a crises não provocadas ou risco alto de repetição.

2. Epilepsia é sempre grave?

Nem sempre, mas deve ser levada a sério. Muitas pessoas controlam bem as crises com tratamento, mas crises recorrentes podem causar acidentes, ferimentos e impacto importante na vida.

3. Posso morrer por epilepsia?

O risco existe, mas varia muito. Crises mal controladas, especialmente tônico-clônicas, aumentam riscos. O objetivo do tratamento é reduzir esses riscos ao máximo possível.

Dia a dia

4. Um EEG normal exclui epilepsia?

Não. O EEG pode ser normal em pessoas com epilepsia. Às vezes são necessários EEG com sono, privação de sono, monitorização prolongada ou outros exames.

5. Vídeo da crise ajuda?

Sim. Um vídeo seguro pode ajudar muito a diferenciar tipos de crise e condições que imitam epilepsia. O vídeo não deve atrasar proteção da pessoa durante a crise.

6. Esquecer remédio pode causar crise?

Pode. A má adesão ao tratamento é uma causa comum de crises de escape. Se você esquece doses com frequência, converse com seu médico sobre estratégias ou formulações mais simples.

Tratamento

7. Qual é o melhor remédio para epilepsia?

Não existe um melhor para todos. O melhor depende do tipo de crise, tipo de epilepsia, efeitos colaterais, outras doenças, outros remédios e contexto de vida.

8. Por que alguns remédios podem piorar certos tipos de crise?

Porque epilepsias diferentes têm mecanismos diferentes. Alguns medicamentos úteis para crises focais podem piorar crises de ausência ou mioclônicas em epilepsias generalizadas.

9. Posso parar o remédio se ficar bem?

Não por conta própria. Mesmo após anos sem crise, a retirada pode trazer risco de recorrência. A decisão deve ser planejada e individualizada.

Futuro

10. Epilepsia tem cura?

Depende da causa. Algumas pessoas entram em remissão prolongada. Outras precisam de tratamento contínuo. O termo mais útil costuma ser “controle de crises”, não promessa de cura.

11. Mulheres com epilepsia podem engravidar?

Muitas podem, mas precisam planejar. A escolha do medicamento, ácido fólico, monitoramento de níveis e acompanhamento conjunto com neurologia e obstetrícia são importantes.

Ação

12. Quando procurar um centro especializado?

Quando as crises continuam apesar de dois medicamentos adequados, quando o diagnóstico é incerto, quando há efeitos colaterais importantes ou quando existe suspeita de epilepsia focal potencialmente tratável por cirurgia ou neuromodulação.

Checklist de agência

Sinais de alerta

Procure atendimento urgente se houver:

  • primeira crise da vida;
  • crise com duração prolongada;
  • crises repetidas sem recuperação completa entre elas;
  • crise em gestante;
  • crise após trauma craniano;
  • crise com febre, rigidez de nuca ou confusão persistente;
  • dificuldade para respirar após a crise;
  • ferimento importante;
  • recuperação muito lenta ou diferente do habitual.

Perguntas para consulta

Leve estas perguntas:

  • Qual é meu tipo de crise?
  • Qual é meu tipo de epilepsia?
  • O que aumenta meu risco de nova crise?
  • Por que este medicamento foi escolhido?
  • Quais efeitos colaterais devo monitorar?
  • Há interação com meus remédios atuais?
  • Preciso ajustar rotina, sono, álcool ou direção?
  • Minha família precisa de orientação de primeiros socorros?

Hábitos que podem ajudar

  • dormir de forma regular;
  • evitar privação de sono;
  • não interromper remédios sozinho;
  • reduzir álcool quando ele for gatilho;
  • usar lembretes para medicação;
  • manter acompanhamento médico;
  • avisar o médico sobre novos remédios;
  • discutir segurança para dirigir, nadar, cozinhar, subir escadas ou operar máquinas.

O que não fazer sozinho

  • não iniciar anticonvulsivante por conta própria;
  • não aumentar dose sem orientação;
  • não suspender remédio abruptamente;
  • não trocar por “natural” sem discutir risco;
  • não ignorar efeitos colaterais psiquiátricos, cognitivos, cutâneos ou alérgicos;
  • não dirigir sem discutir regras e segurança após crise.

O que este estudo/guia NÃO prova

  • Não prova que um único medicamento seja o melhor para todas as pessoas com epilepsia.
  • Não substitui a avaliação individual com neurologista.
  • Não resolve sozinho a decisão sobre dirigir, trabalhar em risco ou engravidar.
  • Não inclui todos os tratamentos avançados possíveis para epilepsia resistente.
  • Não garante que uma pessoa específica ficará livre de crises com a primeira medicação.

Bloco de segurança

⚕️ IMPORTANTE • Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica. • Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde. • Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.

Referência ABNT

KANNER, Andres M.; MELO BICCHI, Manuel. Antiseizure Medications for Adults With Epilepsy: A Review. JAMA, v. 327, n. 13, p. 1269-1281, 2022. DOI: 10.1001/jama.2022.3880.

Assinatura


✍️ Dr. Thiago G. Guimarães CRM-SP 178.347 Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP

📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com 🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes 📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.

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