Charcot-Marie-Tooth: diagnóstico, genética e tratamento da neuropatia hereditária mais comum
A doença de Charcot-Marie-Tooth é uma neuropatia hereditária que afeta principalmente os nervos dos pés, pernas e mãos. O diagnóstico combina avaliação clínica, eletroneuromiografia e testes genéticos; ainda não há tratamento curativo comprovado, mas reabilitação, órteses, manejo dos sintomas e acompanhamento multidisciplinar ajudam muito.
Publicado em 12 de maio de 2026
Entenda a doença de Charcot-Marie-Tooth, uma neuropatia hereditária que afeta nervos dos pés, pernas e mãos. Saiba como é feito o diagnóstico, quando pedir teste genético e quais tratamentos ajudam na prática.

Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
A doença de Charcot-Marie-Tooth, também chamada de CMT, é uma neuropatia hereditária: uma condição genética que afeta os nervos periféricos, principalmente os que chegam aos pés, pernas e mãos.
Ela costuma evoluir lentamente. Muitas pessoas continuam andando e mantendo independência por bastante tempo, mas podem ter quedas, tornozelos fracos, pé cavo, dedos em garra, cãibras, dor, fadiga e dificuldade com movimentos finos das mãos.
O guideline reforça três ideias práticas: suspeitar pela história e pelo exame, confirmar o padrão com eletroneuromiografia e buscar o diagnóstico genético de forma organizada. O tratamento ainda não cura a causa genética, mas pode melhorar muito a função quando combina reabilitação, órteses, manejo da dor, acompanhamento ortopédico e aconselhamento genético.
Em 30 segundos
A CMT é a neuropatia hereditária mais comum. “Neuropatia” significa problema nos nervos periféricos, que funcionam como fios levando sinais entre a medula, os músculos e a pele.
Na CMT, esses fios podem conduzir o sinal mais devagar ou com menor força. Por isso, os primeiros sinais costumam aparecer nos pés e pernas: tropeços, dificuldade para correr, tornozelo virando, pé cavo, dedos em garra e perda de reflexos.
Com o tempo, algumas pessoas também percebem dificuldade nas mãos, como abotoar roupa, escrever, abrir potes ou manipular objetos pequenos.
O diagnóstico não deve depender apenas de um exame isolado. Ele combina:
- história clínica e familiar;
- exame neurológico;
- eletroneuromiografia;
- teste genético;
- avaliação funcional e ortopédica.
Na prática, o objetivo é dar nome correto ao problema, evitar confusão com neuropatias adquiridas, orientar a família e construir um plano de cuidado realista.
O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: CMT é uma doença dos nervos periféricos, geralmente genética e lentamente progressiva.
- Por que isso importa: entender a causa evita anos de exames soltos e explicações incompletas.
- A nuance: nem toda pessoa com CMT evolui igual; o subtipo genético e o grau de lesão axonal fazem diferença.
Mensagem 2
- Em 1 frase: eletroneuromiografia e teste genético têm papéis complementares.
- Por que isso importa: a eletroneuromiografia mostra o tipo de neuropatia; o teste genético tenta identificar a causa molecular.
- A nuance: um teste genético negativo não exclui totalmente CMT, porque alguns genes e regiões genéticas podem ser difíceis de detectar.
Mensagem 3
- Em 1 frase: ainda não há cura comprovada, mas há muito a fazer.
- Por que isso importa: órteses, fisioterapia, terapia ocupacional, manejo da dor e avaliação ortopédica podem reduzir quedas e melhorar autonomia.
- A nuance: o tratamento precisa ser individualizado; copiar exercícios ou órteses de outra pessoa pode não funcionar.
Para quem este texto é útil?
Este texto é útil para:
- pessoas com suspeita de CMT;
- pacientes com diagnóstico confirmado;
- familiares de alguém com neuropatia hereditária;
- pessoas com pé cavo, quedas e fraqueza nos tornozelos desde cedo;
- pacientes com eletroneuromiografia mostrando neuropatia crônica;
- famílias que receberam um resultado genético como PMP22, GJB1, MPZ, MFN2, GDAP1 ou SORD;
- cuidadores tentando entender o que observar e como ajudar.
Também é útil para quem ouviu frases como “é hereditário”, “é neuropatia”, “é CMT1A” ou “precisa investigar Charcot-Marie-Tooth” e quer entender o que isso significa em linguagem clara.
O que é isso, em linguagem simples?
Charcot-Marie-Tooth é um grupo de doenças genéticas que afetam nervos periféricos.
Os nervos periféricos são como cabos que levam comandos do cérebro e da medula até os músculos, e trazem de volta informações de sensibilidade da pele, dos pés e das mãos.
Na CMT, o problema pode estar principalmente:
| Tipo de alteração | Explicação simples | Exemplo prático |
|---|---|---|
| Mielina | A “capa isolante” do nervo funciona mal | O sinal fica mais lento |
| Axônio | A “parte interna do fio” sofre degeneração | O sinal chega mais fraco |
| Forma intermediária | Há mistura de padrões | A classificação exige cuidado |
O guideline lembra que existem mais de 100 genes associados à CMT e condições próximas. Mesmo assim, muitos pacientes apresentam um quadro clínico parecido: fraqueza distal, alterações sensitivas, perda de reflexos e deformidades nos pés.
Como isso aparece no dia a dia?
A CMT costuma começar pelos pés e pernas.
Os sinais comuns incluem:
- tropeçar com frequência;
- dificuldade para correr;
- dificuldade para andar na ponta dos pés ou nos calcanhares;
- tornozelo virando com facilidade;
- pé cavo, que é um arco do pé muito alto;
- dedos em garra;
- panturrilhas mais finas;
- cansaço para caminhar;
- perda de equilíbrio;
- cãibras;
- dor no pé, tornozelo, perna ou coluna;
- dormência ou perda de sensibilidade;
- dificuldade para abotoar camisa, escrever ou manusear objetos pequenos.
Um sinal clássico é a perna com aspecto de “garrafa de champanhe invertida”: mais fina embaixo, por perda de massa muscular distal.
Isso não significa que toda pessoa terá todos os sintomas. Algumas têm formas leves. Outras têm formas mais limitantes desde cedo.
Como o estudo foi feito?
O artigo usado como base é um guideline de prática clínica. Isso significa que não foi um único experimento com pacientes, mas uma reunião de especialistas para revisar a literatura e organizar recomendações práticas.
O grupo incluiu profissionais de diferentes áreas:
- neurologia;
- neuropediatria;
- neurofisiologia;
- genética clínica;
- medicina de reabilitação;
- ortopedia.
O objetivo foi orientar diagnóstico, prognóstico, aconselhamento genético, tratamento sintomático, reabilitação, abordagem ortopédica e seguimento da CMT.
Esse tipo de estudo é especialmente útil quando a condição é complexa, genética e variável, e quando o cuidado depende de várias especialidades.
O que o estudo encontrou?
O guideline reforça alguns pontos centrais.
1. A suspeita começa na clínica
A primeira etapa é reconhecer o padrão.
Achados que aumentam a suspeita:
- história familiar;
- início na infância ou adolescência;
- evolução lenta;
- pé cavo;
- dedos em garra;
- fraqueza distal;
- perda de reflexos;
- poucos sintomas sensitivos “positivos”, como queimação intensa, apesar de haver perda de sensibilidade.
2. A eletroneuromiografia ajuda a classificar
A eletroneuromiografia avalia como os nervos conduzem sinais elétricos.
Ela ajuda a separar padrões:
| Padrão | O que acontece | Por que importa |
|---|---|---|
| Desmielinizante | condução muito lenta | sugere certos subtipos, como CMT1 |
| Axonal | amplitude baixa com velocidade relativamente preservada | sugere CMT2 e outros grupos |
| Intermediário | valores entre os dois | pode ocorrer em CMT ligada ao X e outros subtipos |
Essa classificação orienta o caminho do teste genético.
3. O teste genético deve ser sequencial
O guideline recomenda investigar de forma organizada.
Em muitos pacientes com padrão desmielinizante ou quando a eletroneuromiografia não está disponível, o primeiro passo é procurar duplicação do gene PMP22, causa comum de CMT1A.
Se isso for negativo, pode-se avançar para painéis genéticos ou sequenciamento de nova geração, incluindo genes associados à CMT e neuropatias relacionadas.
4. Reabilitação deve começar cedo
A reabilitação não deve ser deixada apenas para fases avançadas.
Ela ajuda a:
- identificar déficits funcionais;
- reduzir risco de quedas;
- melhorar marcha;
- orientar exercícios;
- indicar órteses;
- adaptar atividades de vida diária;
- preservar autonomia.
5. Não há tratamento modificador comprovado
Até o momento, o guideline afirma que nenhum tratamento farmacológico modificador da doença foi comprovado em ensaios clínicos.
Isso não significa “não há tratamento”. Significa que o tratamento atual é focado em sintomas, função, segurança, dor, mobilidade, ortopedia e qualidade de vida.
O que isso muda na prática?
Muda a forma de organizar o cuidado.
Em vez de tratar cada sintoma de forma isolada, a CMT pede um plano estruturado.
Na prática, o cuidado deve incluir
| Área | O que avaliar | O que pode ajudar |
|---|---|---|
| Neurologia | força, sensibilidade, reflexos, progressão | diagnóstico correto e seguimento |
| Neurofisiologia | tipo de neuropatia | eletroneuromiografia bem feita |
| Genética | subtipo e herança | teste genético e aconselhamento |
| Reabilitação | marcha, equilíbrio, quedas | fisioterapia e treino funcional |
| Órteses | pé caído, instabilidade | palmilhas, AFO e adaptações |
| Terapia ocupacional | função das mãos | adaptações para escrita, botões e utensílios |
| Ortopedia | pé cavovaro e deformidades | acompanhamento e, às vezes, cirurgia |
| Dor e sono | dor, fadiga, apneia, pernas inquietas | manejo sintomático individualizado |
Teste rápido: quando pensar em CMT?
Este bloco não faz diagnóstico. Ele ajuda a decidir se vale conversar com um neurologista.
Pense em investigar CMT se houver:
- pé cavo desde infância ou adolescência;
- quedas ou tropeços frequentes;
- dificuldade para correr desde cedo;
- tornozelos fracos;
- perda de reflexos;
- familiares com pés parecidos, marcha parecida ou diagnóstico de neuropatia;
- eletroneuromiografia mostrando neuropatia crônica;
- fraqueza mais evidente nos pés do que nas coxas;
- dificuldade progressiva nas mãos;
- deformidade nos dedos dos pés.
Se vários itens fazem sentido na sua história, a avaliação especializada pode evitar atraso diagnóstico.
O que vale perguntar ao médico?
Você pode levar perguntas objetivas para a consulta.
Sobre diagnóstico
- Meus sintomas parecem uma neuropatia hereditária?
- A eletroneuromiografia sugere padrão desmielinizante, axonal ou intermediário?
- Há sinais de outra causa tratável de neuropatia?
- Faz sentido pedir teste genético?
- O gene PMP22 já foi avaliado?
Sobre família
- Qual é o padrão provável de herança?
- Meus filhos ou irmãos precisam ser avaliados?
- O resultado genético permite aconselhamento familiar?
- Um resultado negativo exclui CMT?
Sobre tratamento
- Preciso de fisioterapia?
- Que tipo de exercício é mais seguro para mim?
- Preciso de palmilha, órtese ou AFO?
- Há indicação de terapia ocupacional?
- Minha dor parece mecânica ou neuropática?
- Devo ser avaliado por ortopedista?
Sobre seguimento
- Com que frequência devo acompanhar?
- Quais sinais indicam piora inesperada?
- Preciso repetir eletroneuromiografia?
- Quais metas funcionais vamos acompanhar?
FAQ
Medo
Charcot-Marie-Tooth é uma doença grave?
Pode ser limitante, mas a gravidade varia muito. Muitas pessoas mantêm independência por anos, enquanto outras têm formas mais precoces e intensas.
O ponto principal é não medir a doença apenas pelo nome. O que importa é avaliar força, marcha, quedas, deformidades, dor, função das mãos e subtipo genético.
Vou parar de andar?
Não necessariamente. A maioria dos pacientes tem evolução lenta, e muitos continuam andando por grande parte da vida.
Alguns subtipos podem ser mais graves. Por isso, acompanhamento clínico e funcional é mais útil do que tentar prever tudo apenas no início.
Essa doença afeta o cérebro?
Na maioria dos casos, a CMT afeta principalmente nervos periféricos. Alguns subtipos genéticos podem ter manifestações adicionais, mas isso não é a regra para todos.
Se houver sintomas como episódios neurológicos transitórios, perda visual, surdez, dificuldade respiratória ou sinais fora do padrão, o neurologista pode ampliar a investigação.
Dia a dia
Por que meus pés mudaram de formato?
Porque a fraqueza de alguns músculos do pé e da perna pode desequilibrar as forças que mantêm o arco e os dedos alinhados.
Com o tempo, isso pode gerar pé cavo, dedos em garra, encurtamentos e instabilidade.
Por que eu tropeço tanto?
Muitas pessoas tropeçam porque têm fraqueza para levantar a ponta do pé, alteração de sensibilidade ou instabilidade do tornozelo.
Órteses, fisioterapia e treino de equilíbrio podem ajudar, quando indicados corretamente.
CMT causa dor?
Pode causar. A dor pode ser biomecânica, por sobrecarga de pés, tornozelos, joelhos e coluna, ou neuropática, quando vem dos nervos.
O tratamento depende do tipo de dor. Por isso, descrever se é queimação, choque, peso, câimbra ou dor articular ajuda muito.
Tratamento
Existe remédio para curar CMT?
Ainda não existe remédio comprovado para curar ou modificar o curso da CMT.
Há pesquisas em andamento, especialmente para subtipos genéticos específicos, mas o cuidado atual se concentra em função, segurança, dor e qualidade de vida.
Vitaminas ajudam?
Vitaminas só devem ser usadas quando há deficiência ou indicação médica específica.
O guideline não recomenda complexos vitamínicos de rotina para mudar a evolução da CMT. Em CMT1A, estudos com vitamina C não demonstraram benefício modificador da doença.
Fisioterapia é realmente importante?
Sim. A reabilitação é um dos pilares do cuidado.
Ela pode incluir fortalecimento seguro, exercícios aeróbicos, alongamentos, treino de equilíbrio, orientação de marcha e avaliação de órteses.
Cirurgia nos pés resolve?
Pode ajudar em casos selecionados, principalmente quando a deformidade se torna estrutural, dolorosa ou atrapalha muito a marcha.
Mas cirurgia não corrige a causa genética da CMT. A decisão deve ser individualizada e discutida com equipe experiente.
Futuro
Meus filhos podem ter CMT?
Podem, dependendo do gene e do padrão de herança.
Algumas formas são autossômicas dominantes, outras recessivas e outras ligadas ao X. O aconselhamento genético ajuda a entender o risco familiar.
Um teste genético negativo descarta CMT?
Não necessariamente. Um teste negativo pode significar que a variante ainda não foi detectada, que o gene não estava no painel ou que a técnica não cobriu bem determinada região.
O resultado deve ser interpretado junto com o quadro clínico e a eletroneuromiografia.
Ação
Quando devo procurar avaliação especializada?
Procure avaliação se houver fraqueza distal progressiva, quedas frequentes, pé cavo, dedos em garra, história familiar de neuropatia ou eletroneuromiografia alterada.
Também vale procurar se o diagnóstico já foi feito, mas não há plano de reabilitação, órtese, aconselhamento genético ou seguimento.
Checklist de agência
Sinais de alerta para discutir com o médico
- piora rápida, diferente do padrão lento esperado;
- dor intensa nova;
- perda de força assimétrica ou súbita;
- perda importante de sensibilidade;
- quedas frequentes;
- falta de ar, roncos intensos ou sonolência diurna;
- dificuldade para engolir ou alteração de voz;
- perda auditiva ou visual;
- sintomas em vários familiares sem diagnóstico claro.
Perguntas para consulta
- Qual é meu padrão de neuropatia?
- A suspeita é CMT ou outra neuropatia?
- Quais causas tratáveis já foram excluídas?
- Qual teste genético faz mais sentido primeiro?
- Preciso de órtese?
- Qual plano de exercício é seguro para mim?
- Há indicação de avaliação ortopédica?
- Como acompanhar progressão?
Hábitos que podem ajudar
- manter atividade física orientada;
- evitar sedentarismo;
- prevenir quedas em casa;
- cuidar do peso;
- tratar dor e sono;
- usar calçados seguros;
- revisar órteses quando houver desconforto;
- acompanhar deformidades dos pés;
- manter seguimento regular.
O que não fazer sozinho
- não iniciar suplementos em altas doses por conta própria;
- não interromper medicamentos sem orientação;
- não comprar órtese sem avaliação adequada;
- não fazer treino intenso ignorando dor, quedas ou fadiga;
- não assumir que todo sintoma novo é “só da CMT”;
- não deixar de informar outros médicos sobre o diagnóstico.
Quando buscar ajuda urgente
Procure atendimento rapidamente se houver:
- perda súbita de força;
- falta de ar importante;
- dificuldade súbita para falar ou engolir;
- queda com trauma;
- dor intensa e nova;
- alteração neurológica abrupta;
- piora muito rápida em dias ou poucas semanas.
O que este estudo/guia NÃO prova
Não prova que todos os pacientes com CMT terão a mesma evolução.
Não prova que um tipo único de fisioterapia ou órtese serve para todos.
Não mostra cura farmacológica para CMT.
Não substitui avaliação individual com neurologista, neurofisiologista, geneticista, fisiatra, fisioterapeuta ou ortopedista.
Não elimina a necessidade de investigar causas tratáveis quando o quadro clínico foge do padrão esperado.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
SIVERA MASCARÓ, R. et al. Clinical practice guidelines for the diagnosis and management of Charcot-Marie-Tooth disease. Neurología, v. 40, p. 290-305, 2025. DOI: 10.1016/j.nrleng.2024.02.008.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes
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