Dor de cabeça de um lado com olho lacrimejando: pode ser cefaleia trigêmino-autonômica?
Cefaleias trigêmino-autonômicas são dores de cabeça geralmente muito intensas, de um lado só, associadas a sinais como lacrimejamento, olho vermelho, nariz entupido, queda da pálpebra ou inquietação. Elas têm tratamentos diferentes, por isso o padrão de duração, frequência e resposta a medicamentos ajuda muito no diagnóstico.
Publicado em 13 de maio de 2026
Entenda as cefaleias trigêmino-autonômicas: cefaleia em salvas, hemicrania paroxística, hemicrania contínua, SUNCT e SUNA. Saiba como diferenciar os padrões e quando procurar avaliação.

Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Resposta curta
Dor de cabeça muito forte, sempre de um lado, principalmente ao redor do olho ou da têmpora, com olho vermelho, lacrimejamento, nariz entupido, pálpebra caída ou inquietação, pode ser uma cefaleia trigêmino-autonômica.
Esse nome difícil descreve um grupo de dores de cabeça em que dois sistemas parecem ativar juntos: o nervo trigêmeo, ligado à dor da face e da cabeça, e o sistema autonômico, que controla sinais como lágrima, vermelhidão do olho e congestão nasal.
A cefaleia em salvas é a mais conhecida. Mas ela não é a única. Hemicrania paroxística, hemicrania contínua, SUNCT e SUNA podem parecer muito semelhantes no começo.
A diferença importa porque o tratamento muda bastante. Algumas crises melhoram com oxigênio e triptanos. Outras têm resposta típica à indometacina. Outras podem exigir medicamentos usados para dor neuralgiforme, como lamotrigina.

Em 30 segundos
As cefaleias trigêmino-autonômicas são raras, mas estão entre as dores de cabeça mais intensas da neurologia.
Elas costumam ter quatro pistas principais:
- dor de um lado só;
- dor forte perto do olho, testa ou têmpora;
- sintomas do mesmo lado, como lacrimejamento, olho vermelho, nariz entupido, coriza, suor facial, queda da pálpebra ou pupila menor;
- padrão muito característico de duração e repetição.
Na prática, o neurologista tenta responder a algumas perguntas simples:
- A crise dura segundos, minutos ou horas?
- Acontece quantas vezes ao dia?
- Existe dor contínua entre as crises?
- A dor acorda a pessoa de madrugada?
- Álcool desencadeia?
- A pessoa fica agitada ou prefere ficar deitada?
- Houve resposta a oxigênio, triptano ou indometacina?
Essas respostas ajudam a separar condições parecidas.
O que importa de verdade
Mensagem 1
- Em 1 frase: Nem toda dor de cabeça unilateral com olho lacrimejando é cefaleia em salvas.
- Por que isso importa: chamar tudo de “salvas” pode atrasar o tratamento correto.
- A nuance: enxaqueca, neuralgia do trigêmeo e causas secundárias também podem entrar no diagnóstico diferencial.
Mensagem 2
- Em 1 frase: A duração da crise é uma das melhores pistas.
- Por que isso importa: segundos sugerem SUNCT/SUNA ou neuralgia; minutos curtos sugerem hemicrania paroxística; crises de 15 a 180 minutos sugerem salvas; dor contínua com pioras sugere hemicrania contínua.
- A nuance: muitos pacientes têm sintomas mistos, e a história precisa ser reconstruída com cuidado.
Mensagem 3
- Em 1 frase: O tratamento certo depende do subtipo.
- Por que isso importa: oxigênio pode ser muito útil na cefaleia em salvas, enquanto indometacina é central na hemicrania paroxística e na hemicrania contínua.
- A nuance: esses tratamentos têm contraindicações e precisam ser avaliados individualmente.

Para quem este texto é útil?
Este texto é útil para quem tem ou cuida de alguém com:
- dor de cabeça muito forte sempre do mesmo lado;
- dor perto do olho, têmpora, testa ou face;
- olho vermelho ou lacrimejando durante a dor;
- nariz entupido ou escorrendo do mesmo lado;
- crises que aparecem em horários parecidos;
- dor que acorda de madrugada;
- crises curtas e repetidas várias vezes ao dia;
- suspeita de cefaleia em salvas;
- diagnóstico prévio de enxaqueca que não parece explicar tudo.
Também é útil se você já ouviu termos como “cefaleia em salvas”, “hemicrania”, “SUNCT”, “SUNA” ou “neuralgia do trigêmeo” e ficou sem entender a diferença.
O que é isso, em linguagem simples?
As cefaleias trigêmino-autonômicas são um grupo de dores de cabeça que combinam:
- dor trigeminal: dor ligada ao nervo trigêmeo, que leva sensações da face, olho, testa, mandíbula e parte da cabeça;
- sinais autonômicos: sinais automáticos do corpo, como lacrimejamento, vermelhidão do olho, nariz entupido, coriza, suor facial, pálpebra caída ou pupila menor.
Imagine um circuito elétrico em que a linha da dor e a linha do lacrimejamento disparam juntas. A pessoa sente uma dor forte de um lado e, ao mesmo tempo, aparecem sinais visíveis no olho ou no nariz do mesmo lado.

Os principais tipos são:
| Tipo | Duração típica | Frequência | Pista importante |
|---|---|---|---|
| Cefaleia em salvas | 15 a 180 minutos | até 8 por dia | pode acordar à noite, agitação, álcool pode desencadear |
| Hemicrania paroxística | 2 a 30 minutos | muitas vezes ao dia | resposta forte à indometacina |
| SUNCT/SUNA | segundos a poucos minutos | muitas vezes ao dia | pontadas breves, olho vermelho/lacrimejamento ou outros sinais autonômicos |
| Hemicrania contínua | dor contínua com pioras | diária | dor de base sempre do mesmo lado, com exacerbações |
Como isso aparece no dia a dia?
A forma mais clássica é uma dor intensa, de um lado só, perto do olho.
Algumas pessoas descrevem como se algo estivesse perfurando o olho. Outras falam em queimação, pressão, facada ou choque.
Durante a crise, podem aparecer:
- olho vermelho;
- lacrimejamento;
- nariz entupido;
- coriza;
- suor em um lado do rosto;
- pálpebra caída;
- pupila menor;
- sensação de ouvido cheio;
- inquietação ou agitação.
Uma diferença prática em relação à enxaqueca é o comportamento durante a crise. Na enxaqueca, muitas pessoas querem deitar no escuro e ficar quietas. Na cefaleia em salvas, é comum a pessoa andar, balançar o corpo, apertar a cabeça ou não conseguir ficar parada.
Isso não fecha diagnóstico sozinho, mas é uma pista forte.
Como o estudo foi feito?
O artigo de Newman é uma revisão clínica publicada na revista Continuum em 2015. Ele reuniu critérios diagnósticos, diferenças clínicas, opções de tratamento e relatos de caso para mostrar como distinguir as cefaleias trigêmino-autonômicas.
A revisão não é um ensaio clínico com pacientes sorteados para tratamentos. Ela funciona como uma síntese prática para neurologistas, baseada em critérios internacionais, estudos prévios e experiência clínica.
O valor principal do texto está em organizar padrões:
- quanto tempo dura a dor;
- quantas vezes por dia ocorre;
- quais sinais autonômicos aparecem;
- quais gatilhos existem;
- como a pessoa se comporta durante a crise;
- quais tratamentos costumam funcionar em cada subtipo.
A revisão prática de 2023 reforça a mesma ideia: classificar corretamente cefaleia em salvas e seus imitadores pode acelerar o alívio e evitar tratamentos inadequados.
O que o estudo encontrou?
O ponto principal é que essas cefaleias se parecem, mas não são iguais.
Cefaleia em salvas
Na cefaleia em salvas, as crises costumam durar de 15 a 180 minutos. Podem ocorrer de uma vez a cada dois dias até 8 vezes ao dia durante períodos ativos.
É comum haver ciclos: semanas ou meses com crises, seguidos por meses ou anos de remissão.
Durante uma crise, a pessoa pode ter dor muito forte ao redor do olho, lacrimejamento, olho vermelho, nariz entupido e muita inquietação.
Tratamentos usados incluem terapias de crise, como oxigênio em alto fluxo e triptanos por via não oral, além de tratamentos preventivos, como verapamil e outras opções escolhidas conforme o caso.
Hemicrania paroxística
A hemicrania paroxística pode parecer cefaleia em salvas, mas as crises são mais curtas e mais frequentes.
Em geral, duram de 2 a 30 minutos e podem acontecer muitas vezes ao dia.
A grande pista é a resposta à indometacina. Quando a resposta é completa e consistente, isso fortalece muito o diagnóstico.
SUNCT e SUNA
SUNCT e SUNA são crises muito breves, em pontadas, choques ou facadas, geralmente com sinais autonômicos no mesmo lado.
Podem ocorrer muitas vezes ao dia.
A diferença entre SUNCT e SUNA está nos sinais do olho:
- SUNCT envolve olho vermelho e lacrimejamento;
- SUNA envolve alguns sinais autonômicos, mas não necessariamente os dois juntos.
Essas condições podem ser confundidas com neuralgia do trigêmeo.
Hemicrania contínua
A hemicrania contínua é diferente porque existe uma dor de base contínua, sempre do mesmo lado.
Essa dor pode ser leve ou moderada, mas tem pioras mais fortes. Durante as pioras, podem aparecer os sinais autonômicos.
Um detalhe importante descrito em séries clínicas é a sensação de areia, corpo estranho ou incômodo no olho do mesmo lado.
Também costuma responder à indometacina.
Os relatos de caso de Newman: por que eles ajudam?
Os relatos de caso do artigo de Newman são úteis porque mostram uma situação muito comum na prática: o paciente parece ter uma coisa, mas a história detalhada aponta para outra.
Relato de caso 7-1: parecia salvas, mas as pistas apontavam para hemicrania paroxística
Newman descreve uma mulher de 56 anos com 15 anos de dores recorrentes do lado direito.
As crises vinham em ciclos de cerca de 6 semanas, a cada 1 a 2 anos. Durante os ciclos, ela tinha 3 a 5 crises por dia, cada uma durando de 10 a 30 minutos.
A dor era muito intensa, em facada, no olho e na têmpora direitos. Vinha com pálpebra caída, olho vermelho, lacrimejamento e nariz entupido do mesmo lado.
Isso poderia lembrar cefaleia em salvas. Mas havia pistas contra salvas:
- as crises não acordavam a paciente do sono;
- álcool não desencadeava;
- ela não ficava agitada;
- verapamil, lítio, valproato e sumatriptano não funcionaram;
- havia resposta a corticoide em dose mais alta.
O comentário de Newman destaca que, em uma mulher com dor parecida com salvas, sem periodicidade circadiana, sem crise noturna, sem gatilho por álcool e sem inquietação, deve-se pensar em hemicrania paroxística. O teste com indometacina seria uma opção lógica porque pode tratar tanto hemicrania paroxística quanto hemicrania contínua.
Relato de caso 7-2: parecia enxaqueca, mas era hemicrania contínua
O segundo caso descreve um homem de 28 anos com 8 meses de dor do lado direito.
No começo, a história parecia enxaqueca: dor latejante, náusea, fotofobia e fonofobia, com crises de 4 a 48 horas. A ressonância era normal. Ele recebeu topiramato e sumatriptano.
Mas havia algo estranho: a dor era sempre do mesmo lado, sem história familiar forte, e a resposta não resolvia o quadro.
Quando a história foi refeita com perguntas mais específicas, apareceu a peça que faltava: ele sempre tinha algum grau de dor do lado direito. As crises fortes eram apenas pioras de uma dor contínua. Nas pioras, tinha nariz entupido do lado direito e sensibilidade à luz só no olho direito.
Isso mudou o raciocínio para hemicrania contínua.
A lição prática é simples: em dor sempre do mesmo lado, pergunte não apenas “quantos dias de dor você tem?”, mas também “existe algum momento em que a dor desaparece totalmente?”.

O que isso muda na prática?
Muda principalmente a forma de investigar e tratar.
Se a dor é sempre do mesmo lado e vem com sinais no olho ou nariz, não basta chamar de enxaqueca ou salvas sem reconstruir o padrão.
Na prática, o paciente pode ajudar muito levando um diário com:
- horário da crise;
- duração exata;
- número de crises por dia;
- lado da dor;
- sintomas no olho;
- sintomas no nariz;
- presença ou ausência de agitação;
- gatilhos como álcool, sono, cheiro forte ou movimento do pescoço;
- remédios usados e tempo até melhora;
- presença de dor contínua entre crises.
Esse diário pode mudar o diagnóstico.
Também muda a investigação. Cefaleias trigêmino-autonômicas são, na maioria das vezes, primárias. Mas lesões estruturais, especialmente na região da hipófise ou fossa posterior, podem imitar esse padrão. Por isso, muitos pacientes precisam de ressonância magnética, conforme o contexto clínico.
O que vale perguntar ao médico?
Leve estas perguntas para a consulta:
- Minha dor preenche critérios para cefaleia em salvas ou outro tipo de cefaleia trigêmino-autonômica?
- A duração das minhas crises aponta mais para salvas, hemicrania paroxística, SUNCT/SUNA ou hemicrania contínua?
- Há necessidade de ressonância magnética com atenção à hipófise?
- O meu caso tem sinais de alerta para causa secundária?
- Oxigênio em alto fluxo faria sentido no meu caso?
- Triptanos são seguros para mim?
- Existe indicação de tratamento preventivo?
- Faz sentido testar indometacina? Quais seriam os riscos?
- A minha dor pode ser neuralgia do trigêmeo ou enxaqueca com sintomas autonômicos?
- O que devo anotar no diário de crises?
FAQ
Medo
Dor de cabeça de um lado com olho lacrimejando é sempre grave?
Não é sempre grave, mas merece avaliação cuidadosa.
Muitas vezes é uma cefaleia primária, ou seja, uma doença da dor de cabeça em si. Mas como algumas lesões podem imitar esse padrão, principalmente quando a dor é nova ou sempre do mesmo lado, a investigação pode incluir ressonância.
Isso pode ser tumor?
Pode ser, mas não é a causa mais comum.
A maioria dos casos é primária. Mesmo assim, como lesões na região da hipófise e outras áreas podem imitar cefaleias trigêmino-autonômicas, o neurologista pode solicitar imagem em situações específicas.
Cefaleia em salvas é a “pior dor que existe”?
Ela está entre as dores mais intensas descritas na neurologia.
Muitos pacientes relatam dor extrema e grande sofrimento. Isso não significa que não exista tratamento. O ponto é reconhecer cedo para tratar melhor.
Dia a dia
Por que minhas crises aparecem sempre no mesmo horário?
Na cefaleia em salvas, pode haver ritmo circadiano, que é o relógio biológico do corpo.
Isso se relaciona a circuitos do hipotálamo, uma região do cérebro envolvida em sono, ritmos internos e controle autonômico.
Álcool pode desencadear crise?
Sim, especialmente durante períodos ativos da cefaleia em salvas.
Fora do período ativo, algumas pessoas podem não ter o mesmo gatilho. O padrão individual deve ser observado.
Ficar deitado ajuda?
Depende do tipo de cefaleia.
Na enxaqueca, muitas pessoas preferem ficar quietas e deitadas. Na cefaleia em salvas, é comum a pessoa ficar inquieta, andar ou não conseguir repousar. Esse comportamento ajuda no raciocínio diagnóstico.
Tratamento
Oxigênio funciona?
Pode funcionar muito bem na cefaleia em salvas, quando usado da forma correta e com orientação médica.
Ele não é uma solução universal para todos os tipos de cefaleia trigêmino-autonômica.
Indometacina é perigosa?
Ela pode ser muito útil em alguns diagnósticos, mas não deve ser usada por conta própria.
Pode causar problemas no estômago, rins, pressão arterial e risco cardiovascular em algumas pessoas. A decisão precisa considerar idade, outras doenças e medicamentos em uso.
Lamotrigina serve para salvas?
Não é o tratamento clássico da cefaleia em salvas.
Ela é mais lembrada em SUNCT/SUNA, especialmente quando as crises são muito breves e repetidas. A escolha depende do diagnóstico.
Futuro
Essas cefaleias têm cura?
Algumas pessoas têm longos períodos de remissão. Outras têm curso crônico.
O objetivo realista é reduzir crises, encurtar períodos ativos, tratar crises rapidamente e melhorar qualidade de vida. Falar em cura para todos seria exagerado.
Posso ter mais de um tipo de dor de cabeça?
Sim.
Uma pessoa pode ter enxaqueca e também uma cefaleia trigêmino-autonômica. Por isso, detalhes como duração, lado, sintomas autonômicos e resposta a remédios são tão importantes.
Ação
O que devo fazer antes da consulta?
Faça um diário de crises por pelo menos alguns dias ou semanas, se possível.
Anote lado, duração, frequência, sintomas no olho/nariz, horário, gatilhos, comportamento durante a crise e resposta a remédios.
Quando procurar ajuda urgente?
Procure urgência se a dor for súbita e explosiva, a pior da vida, vier com fraqueza, confusão, febre, rigidez na nuca, desmaio, alteração visual nova, crise convulsiva ou início após trauma.
Checklist de agência
Sinais de alerta
Procure avaliação rápida se houver:
- dor súbita, explosiva;
- pior dor da vida;
- déficit neurológico, como fraqueza, dormência ou fala enrolada;
- febre ou rigidez na nuca;
- alteração visual nova;
- dor após trauma;
- início recente após os 50 anos;
- câncer, imunossupressão ou perda de peso inexplicada;
- mudança importante de padrão;
- dor sempre do mesmo lado sem diagnóstico estabelecido.
Perguntas para consulta
Leve estas perguntas:
- Qual subtipo de cefaleia trigêmino-autonômica parece mais provável?
- Minha duração de crise combina com esse subtipo?
- Há necessidade de ressonância?
- O tratamento é para crise, prevenção ou ponte?
- Quais efeitos colaterais devo monitorar?
- Quais remédios eu não devo usar por conta própria?
Hábitos úteis
Alguns hábitos podem ajudar no acompanhamento:
- registrar crises em diário;
- evitar álcool durante período ativo se ele for gatilho;
- manter rotina de sono;
- levar lista completa de medicamentos;
- fotografar ou anotar sinais visíveis durante a crise, quando possível;
- não misturar analgésicos repetidamente sem orientação.
O que não fazer sozinho
Não inicie indometacina, verapamil, lítio, corticoide, triptanos frequentes ou anticonvulsivantes sem avaliação médica.
Esses medicamentos podem ser úteis em casos certos, mas exigem checagem de riscos, contraindicações e interações.
O que este estudo/guia NÃO prova
- Não prova que toda dor unilateral com lacrimejamento seja cefaleia em salvas.
- Não substitui os critérios diagnósticos aplicados em consulta.
- Não elimina a necessidade de investigar causas secundárias quando houver sinais de alerta.
- Não garante que um tratamento funcione para todas as pessoas.
- Não autoriza testar indometacina, triptanos, verapamil, lítio ou lamotrigina por conta própria.
Bloco de segurança
⚕️ IMPORTANTE
• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.
Referência ABNT
NEWMAN, Lawrence C. Trigeminal Autonomic Cephalalgias. Continuum: Lifelong Learning in Neurology, v. 21, n. 4, p. 1041-1057, 2015. DOI: NR.
JOHNSON, Brian J.; PRESTON, Juliette S. Cluster Headache and Other Trigeminal Autonomic Cephalalgias. Practical Neurology, May/June 2023, p. 31-38. DOI: NR.
Assinatura
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes
📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.
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