Ataxias Cerebelares Hereditárias: Novos Genes e o Futuro do Diagnóstico
Revisão atualizada sobre as causas genéticas recém-descobertas de ataxia cerebelar no adulto — incluindo SCA27B, CANVAS e SCA4 — e como as novas tecnologias de sequenciamento podem mudar o diagnóstico. Explicado por neurologista da USP.
Ataxias cerebelares hereditárias: por que novos genes estão mudando o diagnóstico?

Em 30 segundos
Se você ou alguém da sua família recebeu o diagnóstico de ataxia cerebelar e ainda não tem uma causa definida, saiba que a ciência está avançando rápido nesse campo. Nos últimos anos, pesquisadores descobriram vários genes novos que causam ataxia no adulto — e alguns deles podem ser mais comuns do que se imaginava.
Uma revisão publicada na revista The Cerebellum em 2024, liderada por Laura Rudaks e colegas da Universidade de Sydney, reuniu as descobertas mais recentes sobre as ataxias cerebelares hereditárias de início no adulto. Veja os pontos centrais:
- O tema: ataxias cerebelares hereditárias — doenças genéticas que afetam o equilíbrio, a coordenação e a fala, com início na vida adulta.
- O que foi encontrado: novos genes foram identificados como causadores de ataxia, incluindo o FGF14 (SCA27B), o RFC1 (CANVAS) e o ZFHX3 (SCA4). Alguns são surpreendentemente frequentes.
- Para quem serve: pacientes com ataxia de causa não esclarecida e seus familiares, além de médicos que acompanham esses casos.
- O principal limite: por ser uma revisão narrativa (e não uma meta-análise), a força das conclusões depende dos estudos individuais incluídos, muitos deles com amostras pequenas e de regiões geográficas específicas.
O que este estudo NÃO prova?
Antes de seguir, é importante esclarecer o que esta revisão não demonstra:
- Não prova que esses novos genes sejam a causa de todos os casos de ataxia. Entre 29 e 71 em cada 100 pacientes com suspeita de ataxia hereditária ainda não têm um diagnóstico genético definido.
- Não garante que os testes genéticos estejam acessíveis para todos. Muitas das tecnologias descritas, como o sequenciamento de leitura longa, ainda não estão disponíveis na prática clínica da maioria dos centros.
- Não define tratamentos curativos. Embora algumas formas de ataxia respondam a medicações específicas (como a 4-aminopiridina na SCA27B), a maioria das ataxias hereditárias ainda não tem tratamento que altere a progressão da doença.
- Não substitui a avaliação clínica individualizada. Cada paciente é único — o quadro clínico, o histórico familiar e a origem geográfica influenciam qual gene deve ser investigado.
Quais são as mensagens principais?
Nível 1 — O ponto principal: A lista de genes que causam ataxia cerebelar no adulto cresceu muito nos últimos anos, e alguns dos genes recém-descobertos (como o FGF14) estão entre as causas mais comuns de ataxia tardia.
Nível 2 — O contexto importante:
- A SCA27B, causada por uma expansão no gene FGF14, foi identificada em 10 a 61 em cada 100 pacientes com ataxia de início tardio, dependendo da população estudada. É, potencialmente, uma das formas mais frequentes de ataxia dominante.
- A CANVAS, causada por alterações no gene RFC1, é uma causa relativamente comum de ataxia esporádica (sem histórico familiar claro), identificada em até 22 em cada 100 pacientes com ataxia de início tardio em um estudo.
- A SCA4, cujo gene (ZFHX3) só foi descoberto recentemente — mais de 25 anos depois da primeira descrição clínica —, ilustra como a tecnologia genômica está acelerando o diagnóstico.
Nível 3 — Nuances que valem saber:
- Expansões "intermediárias" em certos genes (como ATXN2 e TBP) podem não causar ataxia diretamente, mas aumentar o risco de outras doenças neurológicas, como esclerose lateral amiotrófica (ELA).
- O conceito de "herança digênica" — quando variantes em dois genes diferentes (como TBP e STUB1) atuam juntas para causar doença — está ganhando importância e pode explicar por que algumas pessoas com expansões intermediárias desenvolvem sintomas e outras não.
- O sequenciamento de leitura longa (long-read sequencing) tem potencial para detectar quase todos os tipos de variantes genéticas em um único exame, o que poderia simplificar muito a jornada diagnóstica.
Entendendo o estudo
Qual é o problema?
O cerebelo (uma estrutura na parte de trás do cérebro) funciona como um maestro da coordenação dos movimentos. Quando ele é danificado — por exemplo, pela perda progressiva de neurônios — a pessoa desenvolve ataxia cerebelar: dificuldade de equilíbrio, marcha instável, fala arrastada e movimentos descoordenados dos braços e pernas.
Pense no cerebelo como o centro de controle de qualidade de uma fábrica: ele não produz os movimentos, mas garante que cada gesto saia no tempo certo, com a força certa e na direção certa. Quando esse centro falha, a produção toda fica desorganizada.
As ataxias cerebelares hereditárias (HCAs) são formas de ataxia causadas por alterações em genes — como erros de digitação no manual de instruções das células. São doenças raras, com prevalência estimada de aproximadamente 2,7 em cada 100.000 pessoas para as formas dominantes e 3,3 em cada 100.000 para as formas recessivas. Podem ser herdadas de diferentes maneiras: autossômica dominante (basta herdar de um dos pais), autossômica recessiva (precisa herdar de ambos), ligada ao X ou mitocondrial.
O grande desafio é que existem dezenas de genes diferentes que podem causar ataxia, e os sintomas se sobrepõem entre as diferentes formas genéticas. Isso torna o diagnóstico complexo e, em muitos casos, exige múltiplos exames genéticos em sequência. Mesmo com toda essa investigação, entre 29 e 71 em cada 100 pacientes ainda ficam sem um diagnóstico genético definido.
Como o estudo foi feito?
Os autores realizaram uma revisão narrativa — ou seja, reuniram e analisaram as publicações científicas mais relevantes sobre as ataxias cerebelares hereditárias de início no adulto. Esse tipo de estudo junta vários trabalhos sobre o mesmo tema para traçar um panorama atualizado. Não é uma meta-análise (que combina dados numéricos de vários estudos), mas oferece uma visão abrangente e contextualizada da literatura.
O foco principal foi:
- Descrever os genes recém-descobertos como causadores de ataxia
- Comparar as características clínicas dessas novas formas
- Propor uma abordagem diagnóstica para o teste genético na prática clínica
- Discutir como as tecnologias avançadas de sequenciamento podem melhorar o diagnóstico
O que foi encontrado?
A revisão destaca quatro descobertas genéticas recentes que merecem atenção especial:
1. SCA27B — gene FGF14
A SCA27B é causada por uma expansão de repetições GAA no gene FGF14. É provavelmente uma das causas mais comuns de ataxia dominante de início tardio. Os sintomas costumam começar em torno dos 60 anos (podendo variar de 30 a 88 anos) e incluem dificuldade de marcha, nistagmo de batida para baixo (um tipo de movimento involuntário dos olhos), disartria (fala arrastada) e, em 13 a 46 em cada 100 pacientes, episódios transitórios de descoordenação que precedem a ataxia permanente.
Um dado animador: a maioria dos pacientes tratados com 4-aminopiridina (um medicamento que modula canais de potássio) apresentou boa resposta clínica, especialmente na redução dos episódios.
A progressão é relativamente lenta — a dependência de cadeira de rodas é rara e limitada a pessoas com doença avançada de mais de 10 anos.
2. CANVAS — gene RFC1
A CANVAS (sigla em inglês para ataxia cerebelar, neuropatia e síndrome de arreflexia vestibular) é causada por expansões bialélicas (nos dois cromossomos) no gene RFC1. Os sintomas geralmente começam entre os 52 e 54 anos e combinam:
- Ataxia cerebelar (descoordenação)
- Neuropatia sensitiva (perda de sensibilidade, especialmente nas pernas)
- Disfunção vestibular bilateral (perda do equilíbrio por comprometimento do ouvido interno)
Um achado curioso: tosse crônica está presente em 64 a 72 em cada 100 pacientes, frequentemente aparecendo décadas antes da ataxia — com início médio aos 35 anos. Esse pode ser um sinal de alerta precoce.
A progressão também é lenta: metade dos pacientes precisa de bengala após 10 anos de doença, e um quarto precisa de cadeira de rodas após 15 anos.
3. SCA4 — gene ZFHX3
A SCA4 é um exemplo fascinante de como a tecnologia pode resolver mistérios genéticos. O locus da doença (a região do cromossomo envolvida) foi mapeado há mais de 25 anos, mas o gene causador só foi identificado recentemente, com a ajuda do sequenciamento de leitura longa. Trata-se de uma expansão de repetições GGC no gene ZFHX3.
Os sintomas incluem ataxia de marcha e membros, neuropatia sensitiva axonal e disautonomia (alterações no sistema nervoso autônomo). A maioria dos casos descritos é de origem sueca, sugerindo um efeito fundador.
4. THAP11
Expansões CAG no gene THAP11 foram recentemente descritas como causa de ataxia espinocerebelar. No entanto, apenas 24 indivíduos afetados de duas famílias chinesas foram relatados até o momento. Os sintomas incluem ataxia progressiva de marcha e membros, disartria e, em um caso grave com início aos 4 anos, convulsões e comprometimento cognitivo.
Por ter sido descrita em pouquíssimos pacientes, essa forma ainda é considerada preliminar — precisamos de mais estudos para entender sua frequência e seu espectro clínico completo.
| Forma | Gene | Herança | Idade de início (média) | Características marcantes |
|---|---|---|---|---|
| SCA27B | FGF14 | Dominante | 60 anos | Nistagmo de batida para baixo, episódios de ataxia, resposta a 4-aminopiridina |
| CANVAS | RFC1 | Recessiva | 52–54 anos | Neuropatia sensitiva, perda vestibular bilateral, tosse crônica precoce |
| SCA4 | ZFHX3 | Dominante | Variável | Neuropatia sensitiva, disautonomia, ancestralidade sueca predominante |
| THAP11 | THAP11 | Dominante | 34 anos (mediana) | Poucos casos relatados, apenas em famílias chinesas até o momento |
🧪 Teste rápido
Pergunta: Um paciente de 62 anos com dificuldade progressiva de equilíbrio, nistagmo de batida para baixo e episódios de descoordenação desencadeados por álcool — qual das novas formas de ataxia é mais provável?
Resposta: A SCA27B (gene FGF14). O nistagmo de batida para baixo, a idade de início tardia e os episódios desencadeados por álcool são pistas diagnósticas importantes dessa forma.
O que isso significa na prática?
Para os pacientes e familiares, a mensagem central é de esperança cautelosa:
A jornada diagnóstica das ataxias hereditárias ainda é longa e complexa, mas está ficando mais curta. Novos genes estão sendo descobertos com frequência crescente, e as tecnologias de sequenciamento estão mais poderosas do que nunca.
Na prática clínica, observamos que muitos pacientes com ataxia de início tardio que ficavam anos sem diagnóstico agora têm a chance de encontrar uma resposta genética — especialmente com a inclusão dos testes para FGF14 e RFC1 na investigação.
A revisão propõe um fluxograma diagnóstico que parte da história familiar e do padrão de herança para guiar a sequência de exames genéticos. Para casos esporádicos (sem histórico familiar claro), recomenda-se testar um painel amplo que inclua as expansões mais comuns (SCAs 1, 2, 3, 6, 7), ataxia de Friedreich, FXTAS (síndrome de tremor/ataxia associada ao X frágil) e, sempre que disponível, FGF14 e RFC1.
Se esses testes forem negativos, o próximo passo é o sequenciamento de nova geração (NGS) — um exame genético que analisa milhares de genes de uma só vez. O sequenciamento de leitura longa, quando disponível, pode ser o exame mais completo, capaz de detectar expansões de repetições, variantes convencionais e variantes estruturais em um único teste.
Perguntas frequentes
😰 Medo
Ataxia hereditária é grave? Vai piorar com o tempo? As ataxias hereditárias são, em geral, condições progressivas — ou seja, os sintomas tendem a piorar ao longo dos anos. No entanto, a velocidade de progressão varia muito entre as diferentes formas genéticas. Na SCA27B, por exemplo, a progressão costuma ser lenta, e a dependência de cadeira de rodas é rara. Já na CANVAS, metade dos pacientes precisa de bengala após cerca de 10 anos de doença. O diagnóstico genético permite prever melhor o curso da doença e planejar o acompanhamento.
Se eu tenho ataxia hereditária, meus filhos vão ter também? Depende do tipo de herança. Nas formas dominantes (como SCA27B e SCA4), cada filho tem 50 em 100 chances de herdar a alteração genética. Nas formas recessivas (como CANVAS por RFC1), os filhos geralmente são portadores sem sintomas, mas podem transmitir o gene. É fundamental conversar com seu médico e, se possível, buscar aconselhamento genético para entender o risco específico da sua família.
Minha ataxia pode ser confundida com outra doença neurológica? Sim. Diversas condições podem simular ataxia hereditária, incluindo causas adquiridas (deficiência de vitaminas, doenças autoimunes, efeitos de medicamentos, tumores). Por isso, o primeiro passo da investigação é sempre excluir essas causas tratáveis. Além disso, alguns genes podem causar quadros que se sobrepõem com outras doenças, como paraplegia espástica hereditária ou parkinsonismo.
🏠 Dia a dia
Posso continuar trabalhando com ataxia hereditária? Muitas pessoas com ataxia mantêm suas atividades profissionais por anos, especialmente nas fases iniciais ou em formas de progressão lenta. Adaptações no ambiente de trabalho e acompanhamento com fisioterapia e terapia ocupacional podem ajudar a prolongar a funcionalidade. Converse com seu neurologista sobre seu caso específico.
Posso dirigir? A capacidade de dirigir depende do grau de comprometimento da coordenação, do equilíbrio e dos reflexos. Essa avaliação deve ser feita individualmente pelo seu neurologista. Em muitos casos, é possível dirigir nas fases iniciais, mas pode ser necessário parar conforme a doença avança.
Exercício físico ajuda ou prejudica? Exercício físico é, em geral, benéfico. Fisioterapia e exercícios voltados para equilíbrio e coordenação ajudam a manter a funcionalidade e podem retardar o impacto da doença no dia a dia. Atividades como pilates, yoga e caminhada são frequentemente recomendadas, sempre sob orientação profissional.
💊 Tratamento
Existe tratamento para ataxia hereditária? A maioria das ataxias hereditárias ainda não tem tratamento que interrompa ou reverta a progressão da doença. No entanto, existem opções que ajudam a controlar sintomas específicos. Por exemplo, a 4-aminopiridina pode melhorar sintomas episódicos e o nistagmo na SCA27B. A acetazolamida também demonstrou benefício em alguns pacientes. Além disso, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional são pilares fundamentais do tratamento.
Preciso fazer teste genético? Para que serve? O teste genético serve para identificar a causa exata da ataxia, o que traz várias vantagens: permite prever melhor a progressão, orienta o tratamento (em formas responsivas a medicação), possibilita o aconselhamento genético familiar e pode abrir portas para ensaios clínicos com terapias experimentais específicas para seu gene.
E se o teste genético vier negativo? Isso acontece com frequência. Segundo a revisão, 29 a 71 em cada 100 pacientes com suspeita de ataxia hereditária não recebem um diagnóstico genético com os testes atuais. Isso pode significar que a causa é um gene ainda não descoberto, que o teste usado não detectou o tipo de alteração presente, ou que a ataxia tem uma causa não genética. Novas tecnologias de sequenciamento podem resolver parte desse problema.
🔮 Futuro
Tem cura à vista? Ainda não há cura para a maioria das ataxias hereditárias. No entanto, a pesquisa avança em várias frentes, incluindo terapias gênicas e medicamentos que atuam nos mecanismos específicos de cada doença. A descoberta de novos genes é um passo essencial para o desenvolvimento de tratamentos dirigidos.
O que muda com o sequenciamento de leitura longa? Essa nova tecnologia consegue "ler" trechos muito longos de DNA de uma só vez, o que permite detectar tipos de alterações genéticas que os exames convencionais frequentemente perdem — como expansões de repetições grandes, variantes profundas em íntrons e variações estruturais. No futuro, pode se tornar o exame de primeira linha para pacientes com ataxia não diagnosticada.
✋ Ação
O que devo fazer se tenho ataxia e ainda não fiz teste genético? Converse com seu neurologista sobre a possibilidade de investigação genética. O fluxograma proposto na revisão sugere que todos os pacientes com ataxia cerebelar de início no adulto devem ser avaliados para as causas genéticas mais comuns, especialmente se houver histórico familiar. Se possível, busque atendimento em centros especializados em neurogenética.
Onde encontro centros especializados em ataxias hereditárias no Brasil? Centros universitários como o Hospital das Clínicas da FMUSP, a UNIFESP e a UNICAMP possuem ambulatórios de distúrbios do movimento e neurogenética que atendem pacientes com ataxias hereditárias. Seu neurologista pode encaminhá-lo para avaliação especializada.
O que posso fazer a partir de agora?
✅ Leve uma lista dos seus sintomas à próxima consulta, incluindo quando começaram e como evoluíram — isso ajuda o neurologista a identificar pistas para a forma genética.
✅ Pergunte ao seu médico sobre testes genéticos, especialmente para FGF14 (SCA27B) e RFC1 (CANVAS), se você tem ataxia de início tardio sem causa definida.
✅ Construa sua árvore familiar de pelo menos 3 gerações, incluindo informações sobre problemas de equilíbrio, tremor ou doenças neurológicas em parentes — mesmo sintomas leves.
✅ Pergunte sobre 4-aminopiridina se você tem SCA27B ou ataxia com nistagmo de batida para baixo e episódios de descoordenação.
✅ Mantenha fisioterapia regular — exercícios de equilíbrio e coordenação são benéficos em todas as formas de ataxia hereditária.
❌ Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. Alguns medicamentos podem piorar a ataxia.
❌ Não assuma que "ataxia sem diagnóstico" significa que não há o que fazer. A investigação pode ser continuada com tecnologias mais avançadas, e o acompanhamento multidisciplinar melhora a qualidade de vida independentemente do diagnóstico genético.
📞 Procure atendimento neurológico se notar piora rápida da coordenação, quedas frequentes, perda de sensibilidade nas pernas, dificuldade para falar ou engolir, ou tontura intensa persistente.
⚕️ IMPORTANTE • Este conteúdo resume um artigo de revisão científica e não substitui consulta médica. • Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde. • Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo dos estudos revisados pode não valer para você.
Referência científica: RUDAKS, L. I. et al. An Update on the Adult-Onset Hereditary Cerebellar Ataxias: Novel Genetic Causes and New Diagnostic Approaches. The Cerebellum, v. 23, n. 5, p. 2152-2168, maio 2024. DOI: 10.1007/s12311-024-01703-z. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s12311-024-01703-z. Acesso em: 08 mar. 2026.
✍️ Dr. Thiago Guimarães Médico Neurologista | CRM-SP 178.347 Especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório: Rua Cristiano Viana, 328 – Conj. 201 – Pinheiros, São Paulo/SP 🎬 YouTube: Neuroepifanias 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.