Ataxia de Friedreich: o que pacientes e famílias precisam saber
Publicado em 2 de abril de 2026
A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum do mundo. Revisão do Lancet Neurology 2025 atualiza tudo o que pacientes e famílias precisam saber: genética, sintomas, tratamentos aprovados e perspectivas de pesquisa.

Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.
Ataxia de Friedreich: tudo o que você precisa saber sobre a ataxia hereditária mais comum do mundo
Em 30 segundos
Se alguém próximo a você recebeu o diagnóstico de ataxia de Friedreich — ou se você ainda está no meio de uma investigação diagnóstica —, este texto foi escrito para você. Esta revisão abrangente, publicada em julho de 2025 no The Lancet Neurology (uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo), reuniu as evidências mais atuais sobre a doença: da genética ao primeiro medicamento aprovado.
O que você precisa saber agora:
- A ataxia de Friedreich é uma doença neurogenética rara, hereditária e progressiva, causada por uma alteração num gene chamado FXN, que reduz a produção de uma proteína essencial para as mitocôndrias (as "usinas de energia" das células).
- É a ataxia hereditária mais frequente no mundo, com prevalência estimada de 0,5 caso por 100.000 pessoas — ligeiramente mais comum em populações caucasianas e indianas.
- Afeta não só o sistema nervoso, mas também o coração, o esqueleto e o metabolismo — por isso é chamada de doença multissistêmica.
- Em 2023, foi aprovado nos EUA (e em 2024 na Europa) o omaveloxolona, o primeiro medicamento específico para a doença — um avanço histórico.
- Ensaios clínicos com terapia gênica e reposição de frataxina estão em andamento e mostram resultados promissores.
O que esta revisão NÃO prova?
⚠️ Esta seção é fundamental para interpretar corretamente o que a ciência diz — e o que ainda não diz.
- Não prova que omaveloxolona para a progressão da doença. O estudo de fase 2 (MOXIe) mostrou melhora funcional, mas com poucos participantes (103 ao todo) e duração limitada. A doença continua progredindo mesmo com tratamento.
- Não garante que todos os pacientes vão responder ao tratamento da mesma forma. A variabilidade genética e clínica na ataxia de Friedreich é muito grande.
- Não estabelece que as complicações cardíacas e neurológicas evoluem juntas. A revisão aponta que a gravidade da ataxia e a gravidade da cardiomiopatia parecem independentes uma da outra.
- Não elimina a necessidade de acompanhamento multidisciplinar. Nenhum medicamento isolado resolve todas as manifestações da doença.
- Não define qual terapia gênica será aprovada. Os resultados com LX2006 e outros agentes são preliminares — ainda não há terapia gênica disponível para pacientes fora de ensaios clínicos.
Quais são as mensagens principais?
Nível 1 — O ponto mais importante
A ataxia de Friedreich é uma doença genética rara, progressiva e multissistêmica: afeta nervos, coração, esqueleto e metabolismo. Pela primeira vez na história, existe um medicamento aprovado que melhora a função neurológica.
Nível 2 — O contexto importante
A causa é uma expansão repetida de um trecho de DNA (chamado GAA) no gene FXN, no cromossomo 9. Isso reduz a produção de frataxina, proteína essencial para as mitocôndrias. A doença costuma começar entre 8 e 15 anos, mas pode aparecer na infância ou na vida adulta. A expectativa de vida média é de 35 a 40 anos, embora alguns pacientes vivam décadas além disso. A principal causa de morte é doença cardíaca (em aproximadamente 62 em 100 casos).
Nível 3 — Nuances para quem quer saber mais
O tamanho da expansão GAA no alelo menor (GAA1) explica apenas 36–50% da variabilidade na idade de início da doença. Fatores genéticos e epigenéticos adicionais, ainda desconhecidos, influenciam como a doença se manifesta em cada pessoa. O omaveloxolona atua ativando uma via antioxidante (Nrf2), mas seu efeito no coração e em crianças abaixo de 16 anos ainda está sendo investigado. Terapias de reposição direta de frataxina (nomlabofusp, LX2006) podem representar a próxima geração de tratamentos.
Entendendo a ataxia de Friedreich
Qual é o problema?
Imagine que cada célula do seu corpo tem uma usina de energia chamada mitocôndria. Para funcionar, essa usina depende de uma "peça" chamada frataxina — uma pequena proteína produzida a partir do gene FXN. Na ataxia de Friedreich, um erro de "digitação" no DNA (uma repetição excessiva de uma sequência chamada GAA, que pode chegar a mais de 1.000 cópias quando o normal é menos de 20) faz com que o gene FXN fique praticamente silenciado. Resultado: frataxina insuficiente, mitocôndrias disfuncionais, acúmulo de ferro dentro das células e morte celular progressiva.
Os tecidos mais afetados são aqueles que mais dependem das mitocôndrias e que naturalmente produzem mais frataxina: neurônios da medula espinal e do cerebelo, células do músculo cardíaco, pâncreas e fígado. Por isso a doença atinge tantos sistemas ao mesmo tempo.
A herança é autossômica recessiva: para que a pessoa desenvolva a doença, ela precisa receber o gene alterado de ambos os pais. Isso significa que os pais são, em geral, portadores saudáveis — e que irmãos têm 25% de chance de também ter a doença.
Como o estudo foi feito?
Esta é uma revisão narrativa integrativa publicada na The Lancet Neurology, em julho de 2025. Os autores, da Universidade RWTH Aachen (Alemanha) e de instituições da Austrália, EUA e Canadá, pesquisaram o PubMed, Google Scholar e Embase por artigos publicados entre 2014 e 2025, com os termos "Friedreich ataxia" combinado com coração, metabolismo, escoliose, biomarcadores, genética e ensaios clínicos. A lista final foi selecionada por qualidade e relevância. Para ensaios clínicos, foi consultado o ClinicalTrials.gov.
Trata-se, portanto, de uma revisão que integra múltiplos estudos — incluindo dois grandes estudos de história natural (EFACTS, na Europa, com 602 pacientes; e FACOMS, na América do Norte e Oceania). Não é um ensaio clínico isolado, e sim uma síntese do melhor conhecimento disponível até 2025.
O que o estudo revelou?
Sobre quem é afetado e quando:
A ataxia de Friedreich é a ataxia hereditária mais comum do mundo. No Brasil e na América do Sul, os dados são mais escassos, mas a prevalência é estimada abaixo de 1 caso por 100.000 pessoas. A doença começa antes dos 25 anos em 83 em 100 pacientes, mais frequentemente entre 8 e 15 anos. Os primeiros sinais mais comuns são:
| Primeiro sintoma | Frequência aproximada |
|---|---|
| Instabilidade ao andar | 77 em 100 pacientes |
| Escoliose (desvio da coluna) | 23 em 100 pacientes |
| Quedas | 20 em 100 pacientes |
Sobre o coração:
Doença cardíaca ocorre em 40 a 85 em 100 pacientes. A manifestação mais típica é a cardiomiopatia hipertrófica — espessamento da parede do ventrículo esquerdo, geralmente sem redução da função de bombeamento no início, mas que pode piorar com o tempo. A cardiomiopatia é a principal causa de morte, responsável por aproximadamente 62 em 100 óbitos.
Sobre a coluna e os pés:
Escoliose ocorre em 63 a 90 em 100 pacientes, frequentemente antes dos sintomas neurológicos. Deformidades nos pés (especialmente o "pé cavo", com arco elevado) estão presentes em 59 em 100 pacientes.
Sobre o metabolismo:
O risco de diabetes é maior do que na população geral, embora sua prevalência real seja mais baixa do que se estimava: apenas 7 a 9 em 100 pacientes desenvolvem diabetes. Cerca de 30 em 100 têm tolerância alterada à glicose. O mecanismo parece ser a disfunção das células beta do pâncreas causada pela deficiência de frataxina — e não obesidade ou resistência à insulina clássica.
Sobre humor e cognição:
Depressão maior ocorre em 14 a 36 em 100 pacientes, e perturbações leves do humor em 50 a 92 em 100. A cognição é, em geral, preservada — pacientes não costumam ter demência —, mas podem apresentar dificuldades em funções executivas, atenção e habilidades visuoespaciais.
Sobre o tratamento aprovado — omaveloxolona:
O omaveloxolone (nome comercial Skyclarys) foi aprovado pela FDA americana em 2023 e pela EMA europeia em 2024 para pacientes com 16 anos ou mais. Ele funciona ativando uma via celular antioxidante chamada Nrf2, que ajuda as mitocôndrias a lidar melhor com o estresse oxidativo causado pela falta de frataxina.
No estudo MOXIe (fase 2), com 51 pacientes tratados com omaveloxolona e 52 com placebo, ao longo de 48 semanas:
- O grupo tratado melhorou 1,55 ponto na escala mFARS (escala que mede a função neurológica).
- O grupo placebo piorou 0,85 ponto na mesma escala.
- O efeito total (diferença entre os grupos) foi de aproximadamente 2,4 pontos — equivalente ao declínio que um paciente típico teria em cerca de 2 anos sem tratamento.
O efeito adverso mais comum foi elevação das enzimas hepáticas (aminotransferases), em 37 em 100 pacientes — mas que geralmente ocorre no início do tratamento e regride em até 12 semanas. Elevação do colesterol também foi observada.
Limitações importantes do estudo MOXIe: número relativamente pequeno de participantes, duração de apenas 48 semanas, e a elevação das enzimas hepáticas pode ter "desmascarado" quem recebia o medicamento (comprometendo o cegamento).
🧪 Teste rápido
Pergunta: Se um pai e uma mãe são portadores do gene alterado da ataxia de Friedreich, mas nenhum dos dois tem a doença, qual é a chance de um filho desenvolver a condição?
Resposta: 1 em 4 (25%). A ataxia de Friedreich tem herança autossômica recessiva: o filho precisa receber o gene alterado dos dois pais para desenvolver a doença.
O que isso significa na prática?
A ataxia de Friedreich é uma doença que exige cuidado multidisciplinar coordenado. Não existe uma única especialidade médica que resolva todos os aspectos. O paciente ideal é acompanhado por neurologista, cardiologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e, quando necessário, ortopedista e endocrinologista.
A boa notícia real desta revisão é que a ciência está avançando rapidamente. Nunca houve tantos ensaios clínicos ativos para a doença: terapia gênica (LX2006), reposição de frataxina (nomlabofusp), ativação do gene FXN (DT-216), exercício combinado com NAD+, e outros. O omaveloxolona abriu uma porta histórica — mas é apenas o começo.
Na prática clínica, observo que o diagnóstico precoce — antes do início da cadeira de rodas — é um dos fatores mais importantes para a qualidade de vida a longo prazo. Pacientes com diagnóstico genético confirmado têm acesso a programas de reabilitação mais estruturados e podem participar de ensaios clínicos.
Perguntas frequentes
😰 Medo e diagnóstico
A ataxia de Friedreich é mortal? A ataxia de Friedreich é uma doença que reduz a expectativa de vida. A média relatada nos estudos é de 35 a 40 anos, mas há pacientes que vivem até a sétima ou oitava década. A principal causa de morte é doença cardíaca. Com acompanhamento cardiológico rigoroso e os avanços dos últimos anos, há esperança concreta de ampliar essa expectativa. Cada caso é diferente — a variabilidade é muito grande.
Como se confirma o diagnóstico de ataxia de Friedreich? O diagnóstico combina achados clínicos típicos (ataxia progressiva, ausência de reflexos nos membros inferiores) com confirmação por teste genético, que detecta a expansão do GAA no gene FXN. O diagnóstico genético é essencial e deve ser solicitado por um médico especialista. Exames de eletroneuromiografia (ENMG) também são úteis, mostrando comprometimento sensitivo.
Meu filho foi diagnosticado com ataxia de Friedreich. Ele vai perder a capacidade de andar? A maioria dos pacientes passa a usar cadeira de rodas na idade adulta jovem — a revisão descreve que isso é frequente. Mas o momento e a velocidade dessa progressão variam muito de pessoa para pessoa. Fisioterapia intensiva e reabilitação podem ajudar a preservar a mobilidade por mais tempo. Não existe como prever com precisão o curso individual, mas o acompanhamento especializado faz diferença.
A ataxia de Friedreich afeta a inteligência? Não de forma significativa. A cognição é, em geral, preservada. Alguns pacientes podem ter dificuldades mais sutis em funções como atenção e raciocínio executivo — mas isso não se traduz em demência. A disartria (dificuldade para falar claramente) pode levar à subestimação da inteligência em avaliações verbais, o que é importante que os avaliadores considerem.
🏠 Dia a dia
A ataxia de Friedreich afeta o coração de todos os pacientes? Não de todos, mas de uma grande proporção: doença cardíaca aparece em 40 a 85 em 100 pacientes ao longo da vida. Por isso, todo paciente com ataxia de Friedreich deve fazer acompanhamento cardiológico regular, com eletrocardiograma e ecocardiograma, independentemente de ter sintomas cardíacos.
A pessoa com ataxia de Friedreich pode fazer exercício físico? Sim, e isso é encorajado! A revisão deixa claro que atividade física deve ser incentivada ao longo de toda a vida. Fisioterapia e reabilitação beneficiam pacientes em qualquer fase da doença. Ensaios clínicos em andamento estão investigando exercício combinado com suplementação de NAD+ como intervenção terapêutica.
A ataxia de Friedreich causa dor? Sim. Dor neuropática é comum — decorrente da neuropatia sensitiva periférica que afeta especialmente os membros inferiores. Dor musculoesquelética, por escoliose e deformidades dos pés, também é frequente. Há tratamentos disponíveis para essas manifestações, e o médico deve ser consultado.
💊 Tratamento
O omaveloxolona (Skyclarys) está disponível no Brasil? Até a data desta publicação (abril de 2026), o omaveloxolona foi aprovado nos EUA (2023) e na Europa (2024). No Brasil, o processo regulatório junto à ANVISA ainda está em andamento. Recomendo verificar a situação atualizada com seu neurologista ou consultar o site da ANVISA.
O omaveloxolona cura a ataxia de Friedreich? Não. O omaveloxolona é um medicamento que melhora a função neurológica e parece desacelerar a progressão, mas não elimina a causa da doença nem a reverte. Trata-se de um passo histórico — o primeiro tratamento aprovado —, mas não é uma cura.
Quais são os efeitos colaterais do omaveloxolona? O efeito adverso mais comum é a elevação das enzimas do fígado (aminotransferases), que ocorreu em 37 em 100 pacientes no estudo principal. Em geral, essa elevação acontece no início do tratamento e regride em até 12 semanas. Aumento do colesterol também foi observado. Monitoramento laboratorial regular é necessário.
Existem outros tratamentos em investigação? Sim — este é um dos campos mais ativos da neurologia rara atualmente. Entre os ensaios em andamento: nomlabofusp (reposição de frataxina, por injeção subcutânea), LX2006 (terapia gênica para a cardiomiopatia), DT-216 (ativa o gene FXN silenciado), vatiquinone (reduz estresse oxidativo — em extensão de longo prazo mostrou 50% de desaceleração da progressão), e dimethyl fumarate (ativa via Nrf2). Nenhum desses está aprovado ainda, mas os resultados são encorajadores.
🔮 Futuro
A terapia gênica vai curar a ataxia de Friedreich? A terapia gênica está em desenvolvimento ativo. O LX2006 — que entrega o gene FXN diretamente para as células cardíacas — mostrou resultados impressionantes em fase 1/2: redução de 25% da massa ventricular esquerda em 75% dos pacientes com cardiomiopatia e nenhum evento adverso grave. Um ensaio de registro está sendo planejado. Para o sistema nervoso, os desafios são maiores, mas o campo está avançando rapidamente.
Meus outros filhos correm risco de ter a doença? Sim, se ambos os pais forem portadores da expansão GAA no gene FXN. Cada filho tem 25% de chance de ter a doença, 50% de ser portador saudável e 25% de não ter nem o gene alterado. O aconselhamento genético com um especialista em neurogenética é fundamental para qualquer família com diagnóstico confirmado.
✋ Ação
O que devo fazer agora se suspeito de ataxia de Friedreich? Procure um neurologista com experiência em doenças raras ou ataxias — preferencialmente com acesso a serviço de neurogenética. O diagnóstico genético é essencial. Não tente interpretar exames isolados sem orientação especializada.
O que posso fazer a partir de agora?
✅ Confirmar o diagnóstico com teste genético — solicite ao neurologista a pesquisa da expansão GAA no gene FXN se ainda não foi feita.
✅ Fazer avaliação cardiológica completa — ECG e ecocardiograma são obrigatórios, mesmo sem sintomas cardíacos.
✅ Iniciar reabilitação multidisciplinar — fisioterapia para marcha e equilíbrio, fonoaudiologia para deglutição e fala, terapia ocupacional para atividades diárias.
✅ Perguntar ao médico sobre ensaios clínicos — pacientes com diagnóstico genético confirmado podem ter acesso a estudos em andamento.
✅ Buscar grupos de apoio — organizações como a FARA (Friedreich's Ataxia Research Alliance) e associações nacionais oferecem suporte a pacientes e famílias.
✅ Perguntar ao médico: "Qual é o meu padrão de expansão GAA e o que isso significa para o meu prognóstico?" / "Devo fazer rastreamento cardíaco anual?" / "Existe algum ensaio clínico para o qual eu me qualificaria?"
❌ NÃO interrompa medicamentos (como anticoagulantes para arritmia) por conta própria.
❌ NÃO desconsidere sintomas cardíacos (cansaço desproporcional, palpitações, inchaço nos membros) — procure atendimento médico imediatamente.
📞 Procure atendimento urgente se houver desmaio, dor no peito intensa, dificuldade súbita para engolir com tosse intensa ou qualquer sintoma cardíaco agudo.
⚕️ IMPORTANTE
- Este conteúdo resume uma revisão científica publicada no Lancet Neurology e não substitui consulta médica.
- Se você ou alguém próximo tem sintomas ou dúvidas, converse com um neurologista especializado.
- Não interrompa nem inicie medicamentos por conta própria.
- Cada paciente é único — o que vale para o grupo dos estudos pode não valer para você.
Referência científica:
REETZ, K. et al. Friedreich's ataxia — a rare multisystem disease. The Lancet Neurology, London, v. 24, n. 7, p. 614–624, jul. 2025. DOI: NR. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(25)00000-0/fulltext. Acesso em: 02 abr. 2026.
✍️ Dr. Thiago G. Guimarães Médico Neurologista | CRM-SP 178.347 Especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP
📍 Consultório: Rua Cristiano Viana, 328 – Conj. 201 – Pinheiros, São Paulo/SP 🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes 📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com
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