Ataxia de Friedreich: o que realmente acontece no corpo e o que a ciência já sabe

personDr. Thiago G. Guimarães
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Publicado em 7 de abril de 2026

Uma revisão importante do Lancet mostra que a ataxia de Friedreich não afeta só o equilíbrio: ela também pode atingir coração, coluna, metabolismo e qualidade de vida. Entenda o que já está bem estabelecido, o que mudou com o omaveloxolona e o que ainda não está provado.

Ilustração médica da ataxia de Friedreich mostrando cérebro, medula, coração e mitocôndria em composição editorial limpa
Dr. Thiago G. Guimarães

Dr. Thiago G. Guimarães

CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.

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Ataxia de Friedreich: o que realmente acontece no corpo e o que a ciência já sabe

Se você recebeu esse diagnóstico, ou convive com alguém que recebeu, a mensagem principal é esta: a ataxia de Friedreich não é “só uma doença do equilíbrio”. Ela costuma afetar primeiro a coordenação e a marcha, mas também pode atingir coração, coluna, pés, sensibilidade, fala, deglutição e metabolismo. Isso ajuda a entender por que o cuidado precisa ir além do neurologista e por que o acompanhamento regular faz diferença.

A boa notícia é que hoje entendemos melhor a doença do que há alguns anos. A revisão do Lancet Neurology de 2025 mostra que a ataxia de Friedreich é uma condição multissistêmica, geralmente causada por uma expansão GAA no gene FXN, que reduz a produção de frataxina, uma proteína importante para o funcionamento da mitocôndria, a “usina de energia” das células. Quando falta frataxina, várias células passam a lidar pior com energia, ferro e estresse oxidativo. Isso ajuda a explicar por que cérebro, medula, coração e outros tecidos podem ser afetados ao mesmo tempo.

Também houve um marco recente: o omaveloxolona tornou-se o primeiro medicamento aprovado para pacientes acima de 16 anos, embora ele não represente cura e não resolva sozinho toda a complexidade da doença.

TL;DR em 30 segundos

  • A ataxia de Friedreich é uma doença genética rara e progressiva, geralmente causada por expansão GAA no gene FXN.
  • Ela afeta principalmente equilíbrio e coordenação, mas também pode comprometer coração, coluna, metabolismo, fala e deglutição.
  • A cardiomiopatia é a complicação que mais pesa na mortalidade.
  • O tratamento continua sendo, em grande parte, sintomático e multiprofissional, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e vigilância cardíaca e ortopédica.
  • O omaveloxolona foi um avanço importante, mas não é cura e ainda existem limitações importantes na evidência.
  • Há várias terapias em pesquisa, incluindo reposição de frataxina e terapia gênica.

Mensagens principais em 3 níveis

1) A ataxia de Friedreich é uma doença do corpo inteiro, não apenas do cerebelo

Nível 1: Ela afeta muito mais do que a coordenação.
Nível 2: Nervos, medula, coração, esqueleto e metabolismo podem estar envolvidos.
Nível 3: Isso explica por que dois pacientes com o mesmo nome de doença podem parecer tão diferentes entre si.

2) O coração merece atenção constante

Nível 1: A cardiomiopatia é uma das complicações mais importantes.
Nível 2: Em muitos pacientes, alterações cardíacas não acompanham exatamente a mesma velocidade da piora neurológica.
Nível 3: Alguém pode ter doença neurológica aparentemente “mais lenta” e ainda assim precisar de acompanhamento cardiológico rigoroso.

3) O tratamento melhorou, mas ainda está longe do ideal

Nível 1: Hoje já existe uma terapia aprovada em alguns contextos, o omaveloxolona.
Nível 2: Mesmo assim, reabilitação, vigilância clínica e suporte multiprofissional continuam sendo a base do cuidado.
Nível 3: A área está avançando, mas ainda não temos uma solução única que interrompa de forma garantida toda a progressão da doença.

O que é a ataxia de Friedreich?

A ataxia de Friedreich é uma doença genética autossômica recessiva. Em cerca de 96% dos casos, ela ocorre por expansão de repetição GAA em ambas as cópias do gene FXN. Esse defeito reduz a produção de frataxina, proteína importante para a mitocôndria. Quando a frataxina falta, a célula passa a lidar pior com ferro, produção de energia e defesa contra estresse oxidativo.

Em linguagem mais simples: imagine que a célula tem uma central de energia que precisa de organização fina para funcionar bem. A frataxina ajuda nessa organização. Sem ela, a célula fica mais vulnerável ao desgaste.

A revisão também reforça que o tamanho da expansão GAA ajuda a explicar parte da idade de início, mas não explica tudo. Ou seja: a genética importa muito, mas ainda não explica sozinha por que algumas pessoas evoluem de forma mais grave e outras de forma mais lenta.

Quando a doença costuma começar?

Na maioria dos casos, o início acontece antes dos 25 anos, muitas vezes entre 8 e 15 anos. Mas existe ampla variação: pode começar mais cedo, mais tarde e até depois dos 40 anos em formas muito tardias. As formas tardias tendem a ser mais leves e mais lentas, em média, com menor frequência de cardiomiopatia e alterações esqueléticas do que as formas típicas.

Quais são os primeiros sinais mais comuns?

Os sintomas iniciais mais comuns descritos pela revisão são:

Sinal inicial O que isso significa na prática
Instabilidade de marcha tropeços, dificuldade para caminhar em linha reta, sensação de perder o eixo
Escoliose desvio da coluna, às vezes percebido antes mesmo dos sintomas neurológicos
Quedas desequilíbrio repetido em situações do dia a dia

A revisão cita instabilidade de marcha em cerca de 77% dos pacientes, escoliose em 23% e quedas em 20% como apresentações iniciais frequentes.

Quais sintomas neurológicos podem aparecer?

A ataxia, que é a perda progressiva de coordenação e equilíbrio, é universal. Mas não é só isso. A revisão descreve também:

  • disartria (fala enrolada ou menos nítida)
  • disfagia (dificuldade para engolir)
  • neuropatia sensitiva (perda de sensibilidade, sobretudo nas pernas)
  • dor neuropática
  • espasticidade (rigidez ou aumento anormal do tônus muscular)
  • urgência urinária e aumento da frequência urinária
  • sintomas de humor, como ansiedade e depressão

A disfagia chama atenção. A revisão informa que ela pode ocorrer em 69% a 98% dos casos, e a broncopneumonia relacionada à aspiração aparece como causa não cardíaca importante de morte.

O coração realmente pode ser afetado?

Sim. E isso é central.

Segundo a revisão, doença cardíaca ocorre em 40% a 85% dos pacientes. A manifestação clássica é uma cardiomiopatia com espessamento das paredes do coração, especialmente em fases iniciais, quando a fração de ejeção ainda pode estar preservada. Com a progressão, podem aparecer fibrose e piora da função cardíaca.

A mortalidade está fortemente ligada ao coração. A revisão resume que cerca de 62% das mortes decorrem de causas cardíacas, especialmente insuficiência cardíaca congestiva e arritmias.

Isso muda a prática: acompanhamento com eletrocardiograma, ecocardiograma e, em casos selecionados, ressonância cardíaca não é detalhe — é parte do cuidado.

E a coluna, os pés e a musculatura?

Também são parte importante da doença.

A revisão descreve:

  • escoliose em cerca de 63% a 90% dos pacientes
  • deformidades dos pés em cerca de 59%, com destaque para pé cavo (arco plantar muito alto)
  • fraqueza muscular progressiva, geralmente começando nas partes mais distais do corpo

Isso ajuda a entender por que o seguimento ortopédico e a reabilitação física costumam ser necessários ao longo da vida.

Pode causar diabetes ou alteração metabólica?

Pode, embora isso seja menos frequente do que os problemas neurológicos, cardíacos e ortopédicos.

A revisão relata que cerca de 30% podem ter intolerância à glicose, mas apenas 7% a 9% desenvolvem diabetes.

Isso é importante porque muita gente imagina que, se o metabolismo estiver envolvido, o diabetes será inevitável. O estudo não sugere isso. Sugere, sim, que o metabolismo merece atenção, porque a deficiência de frataxina parece afetar a função das células beta do pâncreas e outros mecanismos energéticos do organismo.

Como a doença evolui ao longo do tempo?

A revisão reforça que a doença costuma ser lentamente progressiva e muitas vezes limita a vida. Muitos pacientes passam a depender de cadeira de rodas no início da vida adulta, embora exista grande variabilidade individual. A expectativa de vida média descrita fica em torno de 35 a 40 anos, mas com grande heterogeneidade, e algumas pessoas chegam à sétima ou oitava década. Pior prognóstico se associa a início precoce, expansão GAA maior, diabetes e cardiomiopatia.

O ponto importante aqui é evitar dois extremos:

  • nem todo caso evolui da mesma forma;
  • nem é correto minimizar o potencial de gravidade da doença.

Como os médicos acompanham a progressão?

A revisão cita escalas clínicas como:

  • SARA (Scale for the Assessment and Rating of Ataxia)
  • mFARS (modified Friedreich Ataxia Rating Scale)
  • medidas de atividades de vida diária
  • testes funcionais como caminhada, destreza manual e fala

Em termos simples, isso quer dizer que o acompanhamento não depende só de “impressão clínica”. Ele costuma usar ferramentas padronizadas para medir equilíbrio, marcha, coordenação, função manual e impacto na vida real.

Existe tratamento específico?

Existe um avanço importante, mas com limites.

O omaveloxolona foi aprovado nos EUA em 2023 e pela agência europeia em 2024 para pacientes acima de 16 anos. No estudo MOXIe parte 2, houve melhora de 1,55 ponto na escala mFARS no grupo tratado, enquanto o grupo placebo piorou 0,85 ponto em 48 semanas. Em extensão posterior e em comparação com dados de história natural, o benefício pareceu persistir em parte dos acompanhamentos.

Isso é relevante. Mas precisa ser traduzido com cuidado:

  • não significa cura;
  • não significa normalização da função;
  • não significa que todos responderão da mesma forma.

Também houve eventos adversos importantes no monitoramento laboratorial. A revisão cita elevação de aminotransferases em 19 de 51 participantes, cerca de 37%, e relata que, em dados clínicos iniciais, 56,6% tiveram pelo menos um valor acima do limite superior da normalidade no primeiro ano. Em geral, isso apareceu cedo e regrediu em até 12 semanas, parecendo mais ligado à ativação do Nrf2 do que a lesão hepática direta. Aumento de colesterol também foi observado.

O que continua sendo a base do cuidado?

Mesmo com avanços farmacológicos, a revisão deixa claro que o cuidado continua fortemente apoiado em abordagem multidisciplinar:

  • fisioterapia
  • terapia ocupacional
  • fonoaudiologia
  • manejo sintomático
  • acompanhamento cardiológico
  • acompanhamento ortopédico
  • cuidado paliativo precoce e planejamento de longo prazo, quando apropriado

A atividade física e a reabilitação são encorajadas ao longo da vida, com potencial de ajudar a preservar função ou reduzir declínio funcional, embora a magnitude do benefício possa variar entre estudos e pacientes.

O que está sendo pesquisado agora?

A revisão descreve uma fase bastante ativa de pesquisa, com estratégias como:

  • melhora da função mitocondrial e redução do estresse oxidativo
  • aumento de frataxina
  • modulação da expressão do gene FXN
  • reposição de frataxina
  • terapia gênica e edição gênica

Entre os exemplos citados estão vatiquinone, nomlabofusp, DT-216/DT-216P2, elamipretide e terapias gênicas como LX2006. Em cardiomiopatia associada à doença, a revisão menciona dados preliminares de redução de massa ventricular esquerda em parte dos pacientes tratados com LX2006, mas ainda dentro de estudos iniciais.

Teste rápido: o que vale guardar deste artigo?

Se você lembrar de cinco pontos, guarde estes:

  1. Ataxia de Friedreich não é só problema de equilíbrio.
  2. Coração, coluna, pés, fala, deglutição e metabolismo também podem entrar no quadro.
  3. O acompanhamento ideal é multiprofissional.
  4. O omaveloxolona foi um marco, mas não encerra a história.
  5. A pesquisa está avançando, porém ainda há incertezas importantes.

O que isso significa na prática para pacientes e famílias?

Significa quatro coisas muito concretas.

Primeiro: o plano de cuidado deve ser amplo. Não basta acompanhar só marcha e coordenação.

Segundo: sintomas como falta de ar, palpitação, engasgos, perda de peso, dor, deformidade progressiva da coluna ou piora funcional merecem ser trazidos de forma objetiva para a consulta.

Terceiro: não faz sentido resumir a doença a “uma ataxia”. O impacto pode variar muito de pessoa para pessoa.

Quarto: vale separar “tratamento disponível hoje” de “terapia promissora em pesquisa”. Misturar essas duas coisas costuma gerar falsa esperança ou falsa frustração.

O que perguntar ao médico na consulta?

  • Meu caso parece ter padrão típico, tardio ou muito tardio?
  • Como está meu risco cardíaco hoje?
  • Preciso de ECG, ecocardiograma ou outro exame cardíaco neste momento?
  • Tenho sinais de disfagia e devo passar por avaliação de deglutição?
  • Minha coluna ou meus pés precisam de avaliação ortopédica?
  • Há sinais de intolerância à glicose ou diabetes?
  • Minha reabilitação atual está adequada ao meu estágio funcional?
  • Sou potencial candidato a alguma terapia aprovada ou estudo clínico?
  • Quais marcadores clínicos vamos usar para acompanhar progressão?
  • Em que sinais devo buscar ajuda mais cedo?

FAQ por categorias emocionais

Medo

1) Ataxia de Friedreich encurta a vida?

Pode encurtar, sim, mas isso varia muito entre os pacientes. A revisão cita expectativa média de 35–40 anos, porém com grande heterogeneidade, incluindo pessoas que sobrevivem até a sétima ou oitava década.

2) O coração pode ser afetado mesmo se os sintomas neurológicos não forem tão graves?

Sim. A revisão destaca que algumas medidas cardíacas não acompanham diretamente a gravidade da ataxia, então a vigilância cardiológica continua importante mesmo quando a parte motora parece relativamente estável.

3) Esse diagnóstico significa que a pessoa vai perder a capacidade de andar rapidamente?

Não necessariamente rapidamente, mas a doença costuma ser progressiva. Muitos pacientes tornam-se cadeirantes no início da vida adulta, embora a velocidade de evolução varie bastante.

Dia a dia

4) A doença afeta só o equilíbrio?

Não. Além da coordenação, pode afetar fala, deglutição, sensibilidade, coração, coluna, pés, bexiga e metabolismo.

5) Engasgos podem fazer parte da doença?

Sim. Disfagia é muito comum, e esse sintoma merece atenção porque aumenta risco de aspiração e complicações respiratórias.

6) Ansiedade e tristeza podem aparecer também?

Sim. A revisão descreve depressão e ansiedade em parte dos pacientes e lembra que a doença afeta não só o corpo, mas a vida emocional e social da pessoa e da família.

Tratamento

7) Já existe remédio específico?

Existe o omaveloxolona para alguns pacientes, e isso foi um marco. Mas ele não é cura e não substitui reabilitação, monitoramento e cuidado multiprofissional.

8) Fisioterapia ainda faz diferença quando a doença já está mais avançada?

Pode fazer, sim. A revisão sustenta que reabilitação e fisioterapia podem beneficiar pessoas com ataxia de Friedreich em diferentes idades e estágios.

Futuro

9) Terapia gênica já é realidade?

Ainda não como tratamento consolidado de rotina. Existem estudos em andamento com resultados preliminares promissores em alguns contextos, especialmente cardíacos, mas isso ainda está em fase de desenvolvimento.

10) A ciência já entende completamente por que alguns casos são piores do que outros?

Não. O tamanho da expansão GAA ajuda a explicar parte da diferença, mas ainda sobra uma parcela importante sem explicação completa.

Ação

11) Qual especialista deve acompanhar quem tem ataxia de Friedreich?

Geralmente o cuidado ideal envolve neurologia, cardiologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e, quando necessário, ortopedia, endocrinologia, nutrição e genética clínica. Isso decorre justamente do caráter multissistêmico da doença.

12) O que é mais importante levar para a consulta?

Leve exemplos concretos: quedas, engasgos, palpitações, cansaço, dor, perda de função manual, piora de fala, perda de peso, alterações urinárias e mudanças no humor. Na prática, isso ajuda o médico a ver a doença como ela acontece na vida real, não apenas no exame.

Checklist de agência

Sinais de alerta

  • palpitações, desmaios, dor no peito ou falta de ar
  • engasgos frequentes, tosse ao comer ou pneumonia
  • piora rápida da marcha ou aumento importante de quedas
  • perda de peso involuntária
  • dor importante, rigidez progressiva ou contraturas
  • piora importante da fala ou da autonomia

Perguntas para consulta

  • como está meu coração hoje?
  • tenho sinais de disfagia?
  • preciso rever minha reabilitação?
  • devo rastrear glicose ou diabetes agora?
  • minha coluna e meus pés precisam de nova avaliação?
  • existe indicação de tratamento aprovado ou estudo clínico no meu caso?

Hábitos apoiados pela evidência, quando bem indicados

  • manter reabilitação regular
  • preservar atividade física adaptada e supervisionada
  • não abandonar seguimento cardiológico
  • monitorar nutrição, peso e função de deglutição

O que não fazer sozinho

  • não iniciar ou suspender remédios por conta própria
  • não concluir que “não tenho problema cardíaco” só porque me sinto bem
  • não ignorar engasgos recorrentes
  • não trocar acompanhamento regular por informações isoladas de internet

Quando buscar ajuda urgente

  • desmaio
  • falta de ar nova ou piora súbita
  • dor torácica
  • palpitações importantes
  • sinais de aspiração importante ao se alimentar
  • perda funcional abrupta sem explicação

O que este estudo/guia NÃO prova

  • Não prova que todos os pacientes vão seguir a mesma trajetória clínica. A revisão enfatiza heterogeneidade importante entre os casos.
  • Não prova que o omaveloxolona funcione da mesma forma para todas as pessoas ou que reverta completamente a doença. Os ganhos descritos são relevantes, mas limitados e acompanhados de efeitos adversos e incertezas.
  • Não prova que terapias em pesquisa, incluindo reposição de frataxina e terapia gênica, já estejam prontas para uso amplo de rotina. Muitas ainda estão em fases iniciais.
  • Não prova que a genética atualmente conhecida explique toda a gravidade ou toda a velocidade de progressão da doença.
  • Não substitui avaliação individual. Uma revisão resume grupos e tendências, não decide conduta de uma pessoa específica.

⚕️ IMPORTANTE

• Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica.
• Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde.
• Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria.
• Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.


Referência científica:
REETZ, Kathrin et al. Friedreich’s ataxia—a rare multisystem disease. The Lancet Neurology, v. 24, p. 614-624, 2025. DOI: NR.


✍️ Dr. Thiago G. Guimarães
CRM-SP 178.347
Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética
Hospital das Clínicas da FMUSP

📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP
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