PSP pode dar sinais anos antes? O que o UK Biobank encontrou

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Um grande estudo do UK Biobank encontrou associações entre PSP e depressão, delirium, transtornos gastrointestinais funcionais e consumo elevado de álcool antes do diagnóstico. Esses achados sugerem que a PSP pode ter uma fase pré-motora longa, mas não permitem usar essas condições isoladamente para prever ou diagnosticar a doença.

personDr. Thiago G. Guimarães
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Publicado em 13 de agosto de 2026

Estudo do UK Biobank encontrou depressão, delirium, transtornos gastrointestinais funcionais e consumo elevado de álcool associados ao diagnóstico futuro de PSP. Entenda o que isso significa — e o que não significa.

Diorama médico representando uma linha do tempo antes do diagnóstico da paralisia supranuclear progressiva
Dr. Thiago G. Guimarães

Dr. Thiago G. Guimarães

CRM-SP 178.347 | RQE 83752
Neurologista formado pela USP, especialista em Distúrbios do Movimento e Neurogenética. Corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e Hospital Albert Einstein.

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Resposta curta

A paralisia supranuclear progressiva (PSP) é uma doença neurodegenerativa progressiva que pode causar parkinsonismo, perda de equilíbrio, alterações dos movimentos dos olhos e mudanças cognitivas ou comportamentais.

Um grande estudo do UK Biobank sugere que o processo da doença pode começar anos antes de a PSP ser reconhecida clinicamente.

Entre 240 pessoas que posteriormente receberam diagnóstico de PSP, os pesquisadores encontraram associações independentes com depressão, delirium, transtornos gastrointestinais funcionais e consumo elevado de álcool. A depressão ainda estava associada à PSP quando os pesquisadores olharam para diagnósticos feitos até 10 anos antes.

Isso é cientificamente interessante, mas precisa ser interpretado com cuidado.

Ter depressão, intestino irritável ou um episódio de delirium não significa que uma pessoa desenvolverá PSP. Essas condições são muito mais comuns do que a própria PSP.

O estudo aponta possíveis pistas sobre uma fase inicial da doença. Ele ainda não fornece uma maneira de prever individualmente quem terá PSP.

Em 30 segundos

O UK Biobank acompanha mais de meio milhão de pessoas. Os pesquisadores identificaram 240 casos novos de PSP e compararam cada caso com dez pessoas semelhantes em idade e sexo, totalizando 2.400 controles.

No modelo estatístico mais rigoroso, permaneceram cinco associações principais:

Fator Associação com diagnóstico de PSP
Delirium OR 6,76
Depressão OR 3,22
Transtornos gastrointestinais funcionais OR 1,91
Consumo elevado de álcool OR 1,65
Diagnóstico prévio de câncer OR 0,56, associação inversa

OR, ou odds ratio, é uma medida estatística de associação. Um OR de 3,22 não significa que 3,22 vezes mais pessoas inevitavelmente desenvolverão PSP.

Resumo visual do estudo sobre PSP no UK Biobank

O que importa de verdade

Mensagem 1

  • Em 1 frase: algumas alterações podem preceder em anos o diagnóstico de PSP.
  • Por que isso importa: reforça a hipótese de que a doença tenha uma fase pré-motora relativamente longa.
  • A nuance: uma associação anterior ao diagnóstico não prova que aquela condição seja causada pela PSP.

Mensagem 2

  • Em 1 frase: depressão foi o achado mais consistente ao longo do tempo.
  • Por que isso importa: ela permaneceu associada à PSP mesmo considerando apenas diagnósticos registrados 10 anos antes.
  • A nuance: depressão é extremamente comum, enquanto PSP é rara; portanto, depressão isolada não é um marcador útil para prever PSP.

Mensagem 3

  • Em 1 frase: esses dados ainda não devem mudar a vida das pessoas com base em um fator isolado.
  • Por que isso importa: não há indicação para investigar PSP simplesmente porque alguém tem depressão, síndrome do intestino irritável ou histórico de câncer.
  • A nuance: o valor maior desse estudo está em ajudar pesquisadores a entender quando a PSP começa biologicamente.

Para quem este texto é útil?

Este estudo é particularmente interessante para:

  • pessoas com diagnóstico de PSP e seus familiares;
  • pessoas em investigação por parkinsonismo atípico;
  • profissionais e pacientes tentando compreender por que o diagnóstico de PSP às vezes demora;
  • familiares que perceberam mudanças comportamentais ou cognitivas antes dos sintomas motores.

Por outro lado, quem possui apenas depressão, ansiedade ou sintomas gastrointestinais não deve interpretar esse estudo como evidência de que está desenvolvendo PSP.

O que é PSP, em linguagem simples?

A PSP é classificada como uma tauopatia, isto é, uma doença neurológica relacionada a alterações da proteína tau.

Clinicamente, ela pode envolver:

  • parkinsonismo;
  • instabilidade postural e problemas de equilíbrio;
  • alterações dos movimentos dos olhos;
  • alterações cognitivas;
  • mudanças comportamentais.

Uma dificuldade importante é que, no início, o quadro pode lembrar outras doenças.

No próprio estudo, 90 dos 248 participantes posteriormente classificados como PSP tinham recebido anteriormente um diagnóstico relacionado à doença de Parkinson.

O intervalo mediano entre esse primeiro diagnóstico de Parkinson e o posterior diagnóstico de PSP foi de aproximadamente 3,4 anos.

Isso ajuda a entender por que estudar o período anterior ao diagnóstico é tão importante.

Como isso pode aparecer no dia a dia?

Nos registros de atenção primária disponíveis para parte dos pacientes, apareceram antes do diagnóstico definitivo problemas como:

  • alterações do equilíbrio;
  • dificuldades da marcha;
  • parkinsonismo;
  • alterações cognitivas;
  • alterações dos movimentos dos olhos.

Nenhum deles isoladamente é específico de PSP.

A questão é o conjunto e a evolução progressiva dos sintomas.

Uma pessoa que apresenta apenas depressão há anos, por exemplo, está em uma situação muito diferente daquela que começa a desenvolver, além disso, dificuldades progressivas de equilíbrio, parkinsonismo e alterações oculomotoras.

Como o estudo foi feito?

O UK Biobank recrutou mais de 500 mil adultos no Reino Unido entre 2006 e 2010.

Os pesquisadores procuraram diagnósticos de PSP registrados entre 2007 e agosto de 2025.

Depois de excluir possíveis casos que já estivessem presentes no início do acompanhamento, sobraram 240 casos incidentes.

Cada pessoa com PSP foi comparada com dez participantes sem diagnóstico de parkinsonismo ou demência, pareados por idade e sexo.

Foram avaliados fatores relacionados a:

  • condições socioeconômicas;
  • hábitos de vida;
  • alimentação;
  • álcool;
  • tabagismo;
  • atividade física;
  • poluição e pesticidas;
  • doenças cardiovasculares;
  • doenças psiquiátricas e neurológicas;
  • doenças gastrointestinais;
  • câncer;
  • medicamentos.

Os pesquisadores também fizeram uma análise especialmente importante: perguntaram se as associações continuavam presentes quando eram considerados apenas diagnósticos ocorridos 1, 3, 5 ou 10 anos antes da PSP.

Isso reduz, embora não elimine, o problema chamado causalidade reversa: uma alteração parecer ser um fator de risco quando, na realidade, já era uma manifestação inicial da própria doença.

O que o estudo encontrou?

Delirium: a associação numericamente mais forte

Pessoas com diagnóstico anterior de delirium — um episódio de confusão mental aguda — apresentaram OR de 6,76 para posterior diagnóstico de PSP no modelo completamente ajustado.

A associação ainda apareceu quando considerados eventos ocorridos até cinco anos antes.

Mas há uma ressalva importante: havia poucos casos, e a faixa de incerteza nessa análise foi enorme.

Para cinco anos antes, o OR foi 10,13, mas o intervalo de confiança ficou entre 1,21 e 84,97.

Ou seja: o sinal existe, mas a estimativa é pouco precisa.

Depressão: o achado mais persistente ao longo do tempo

Depressão apresentou OR de 3,22 no modelo final.

Mais interessante ainda: quando os pesquisadores analisaram apenas depressão diagnosticada 10 anos antes da PSP, a associação permanecia presente:

OR 2,07.

Isso levou os autores a considerar a possibilidade de alterações neuropsiquiátricas fazerem parte de uma fase muito inicial da doença.

Mas existem outras explicações possíveis.

A depressão pode representar vulnerabilidade cerebral, compartilhar fatores biológicos com a PSP ou simplesmente estar associada por variáveis que o estudo não conseguiu medir.

O estudo não consegue decidir entre essas hipóteses.

Transtornos gastrointestinais funcionais

Diagnósticos como:

  • dispepsia funcional;
  • síndrome do intestino irritável;
  • outros transtornos intestinais funcionais

foram agrupados.

No modelo final, a associação foi de OR 1,91.

Entretanto, essa relação perdeu força quando os pesquisadores exigiram que o diagnóstico gastrointestinal tivesse ocorrido pelo menos um ano antes da PSP.

Isso torna a interpretação diferente daquela da depressão.

Os resultados não demonstram uma fase gastrointestinal de dez anos na PSP, por exemplo.

Consumo elevado de álcool

O estudo definiu consumo elevado como mais de:

  • 14 doses-padrão por semana para homens;
  • 7 doses-padrão por semana para mulheres.

Comparado ao grupo de consumo moderado, o consumo elevado apresentou OR de 1,65.

A curva encontrada foi em formato de J: os menores valores estatísticos apareceram em níveis intermediários de consumo.

Isso não significa que beber moderadamente proteja contra PSP.

Os próprios autores discutem a possibilidade de causalidade reversa e mudanças comportamentais já fazerem parte do período anterior ao diagnóstico.

Portanto, este estudo não fornece qualquer justificativa para começar a consumir álcool.

E o câncer?

Participantes com diagnóstico de câncer apresentaram uma associação inversa com PSP:

OR 0,56.

Em termos estatísticos, isso correspondeu a odds aproximadamente 44% menores de diagnóstico de PSP no modelo utilizado.

Principais associações encontradas no modelo final

Isso não significa que câncer proteja contra PSP.

Relações inversas entre câncer e algumas doenças neurodegenerativas já foram observadas em outros contextos, e os autores discutem hipóteses envolvendo diferenças em mecanismos celulares de proliferação e morte celular.

Por enquanto, trata-se de uma pergunta biológica interessante — não de uma informação que possa ser usada para prevenção.

Quanto tempo antes essas alterações apareceram?

A análise temporal talvez seja a parte mais interessante do estudo.

Linha do tempo das associações antes do diagnóstico de PSP

A depressão manteve associação estatística mesmo considerando apenas diagnósticos registrados dez anos antes da PSP.

O delirium ainda apresentou associação quando ocorrido até cinco anos antes, mas com grande incerteza devido ao pequeno número de casos.

Já os transtornos gastrointestinais funcionais perderam a associação quando se exigiu um intervalo maior entre o problema intestinal e o diagnóstico neurológico.

Esse padrão é compatível com a hipótese de que a PSP tenha uma fase pré-motora ou prodrômica, na qual alguma alteração cerebral já existe antes de os sintomas neurológicos clássicos ficarem evidentes.

Ainda não sabemos exatamente quando essa fase começa ou como identificá-la com segurança.

O que não apareceu como associação convincente?

Vários fatores pareciam relacionados à PSP nas análises mais simples, mas deixaram de ser significativos depois dos ajustes mais rigorosos.

Entre eles estavam:

  • hipertensão;
  • epilepsia;
  • deficiência de vitamina D;
  • sobrepeso e obesidade;
  • escolaridade;
  • café;
  • tabagismo.

Também não foi encontrada associação significativa com:

  • exposição autorreferida a pesticidas;
  • poluição atmosférica;
  • poluição sonora.

Isso não prova que esses fatores sejam completamente irrelevantes.

A PSP é rara, e apenas 240 casos estavam disponíveis. Para exposições pouco frequentes, o estudo pode simplesmente não ter tido tamanho suficiente para detectar relações pequenas.

Um exemplo para entender a diferença entre associação e causa

Imagine dois prontuários.

No primeiro, uma pessoa teve depressão aos 55 anos e nunca desenvolveu qualquer doença neurológica.

No segundo, alguém teve depressão aos 55 anos e, aos 65, recebeu diagnóstico de PSP.

Quando milhares de prontuários são analisados, pode surgir uma diferença estatística entre os grupos.

Isso nos diz:

“Essa característica apareceu com frequência diferente antes do diagnóstico.”

Mas não nos diz:

“Essa característica provocou a doença.”

Essa diferença é central para interpretar este estudo.

Teste rápido: você interpretou corretamente?

Depressão causa PSP? Não sabemos. O estudo encontrou associação, não causalidade.

Uma pessoa com intestino irritável deve investigar PSP? Não com base nisso isoladamente.

Beber moderadamente é uma forma de prevenção? Não.

Câncer protege contra PSP? Não há evidência suficiente para afirmar isso.

Os resultados podem ajudar a ciência a procurar sinais mais precoces? Sim. Essa é provavelmente a principal contribuição do trabalho.

O que isso muda na prática?

Para a maioria das pessoas, não muda nenhuma conduta imediata.

O estudo não criou um exame de rastreamento nem um algoritmo capaz de prever PSP.

Sua importância é diferente: ele ajuda a construir uma visão de que a PSP pode começar antes do período tradicionalmente reconhecido como “início da doença”.

Isso pode direcionar pesquisas futuras para:

  • biomarcadores;
  • exames de imagem;
  • alterações cognitivas e comportamentais precoces;
  • mudanças neurológicas anteriores ao parkinsonismo evidente;
  • combinação de dados clínicos, genéticos e laboratoriais.

Na prática clínica, a investigação continua dependendo principalmente do conjunto de sintomas neurológicos e de sua evolução.

O que vale perguntar ao médico?

Se existe suspeita de PSP ou outro parkinsonismo atípico, algumas perguntas úteis são:

  • Os sintomas apresentados são compatíveis com PSP ou existem diagnósticos alternativos?
  • Há alterações de equilíbrio, marcha ou movimentos dos olhos que ajudem no diagnóstico?
  • Existem alterações cognitivas ou comportamentais relevantes?
  • A resposta aos tratamentos utilizados até agora ajuda a esclarecer o diagnóstico?
  • Há indicação de avaliação por neurologista especializado em distúrbios do movimento?
  • Que exames servem para excluir outras causas?
  • Que aspectos devem ser acompanhados ao longo do tempo?

FAQ

Medo

Ter depressão significa que vou desenvolver PSP?

Não. Depressão é muito frequente na população e PSP é rara. A associação estatística encontrada não transforma depressão em um marcador individual da doença.

A depressão pode fazer parte da fase inicial da PSP?

É possível em alguns pacientes. O fato de a associação permanecer até dez anos antes torna essa hipótese interessante, mas o estudo não prova que a PSP tenha causado a depressão.

Ter síndrome do intestino irritável significa risco de PSP?

Não é possível interpretar dessa maneira. O achado gastrointestinal perdeu força quando os pesquisadores analisaram intervalos maiores antes do diagnóstico.

Dia a dia

Quais alterações aparecem tipicamente na PSP?

O estudo descreve parkinsonismo, instabilidade postural, alterações dos movimentos dos olhos e mudanças cognitivas ou comportamentais.

Por que a PSP pode ser confundida com Parkinson?

Os quadros podem compartilhar características de parkinsonismo. Neste estudo, mais de um terço das pessoas posteriormente diagnosticadas com PSP havia recebido anteriormente um diagnóstico relacionado à doença de Parkinson.

Tratamento

Reduzir álcool evita PSP?

O estudo não demonstrou prevenção. Consumo elevado esteve associado ao diagnóstico, mas não há evidência de que mudar o consumo reduza especificamente a incidência de PSP.

Devo começar a beber moderadamente porque esse grupo teve menor risco?

Não. A categoria moderada serviu como referência estatística, e o estudo não demonstra efeito protetor do álcool.

Existe algum medicamento que possa ser iniciado com base nesses fatores?

Não. O estudo investigou associações epidemiológicas, não um tratamento preventivo.

Futuro

Esses dados podem permitir diagnóstico mais precoce?

Talvez no futuro. Isoladamente, os fatores encontrados têm pouca especificidade, mas podem ajudar pesquisadores a construir modelos combinando sintomas, exames de imagem, genética e biomarcadores.

Por que a associação com câncer chamou atenção?

Porque relações inversas entre câncer e neurodegeneração também foram observadas em outras doenças. Isso pode indicar mecanismos biológicos compartilhados, mas ainda é uma hipótese.

Ação

Existe exame para saber se uma pessoa com depressão terá PSP?

Não com base neste estudo.

Quando esses antecedentes merecem mais atenção neurológica?

Quando aparecem junto com alterações neurológicas progressivas, especialmente dificuldades de equilíbrio, parkinsonismo, alterações dos movimentos dos olhos ou mudanças cognitivas e comportamentais.

Checklist de agência

  • Não interpretar depressão isolada como sinal de PSP.
  • Não interpretar sintomas gastrointestinais comuns como marcador diagnóstico.
  • Não começar a consumir álcool acreditando em um possível efeito protetor.
  • Se houver sintomas neurológicos progressivos, registrar quando cada um começou.
  • Levar para a consulta uma lista cronológica de quedas, alterações da marcha, equilíbrio, comportamento e cognição.
  • Levar a relação de medicamentos já utilizados e de sua resposta.
  • Perguntar se o quadro justifica avaliação por especialista em distúrbios do movimento.
  • Não mudar medicamentos por conta própria a partir deste estudo.
  • Procurar avaliação médica rapidamente diante de uma alteração aguda ou grave do estado geral ou neurológico.

O que este estudo/guia NÃO prova

Infográfico explicando o que o estudo não permite concluir

  1. Não prova que depressão cause PSP.
  2. Não prova que transtornos gastrointestinais sejam obrigatoriamente uma fase inicial da doença.
  3. Não prova que consumo moderado de álcool proteja contra PSP.
  4. Não prova que câncer tenha efeito protetor contra neurodegeneração.
  5. Não permite usar esses fatores isoladamente para diagnosticar ou prever PSP em uma pessoa.

Além disso, os diagnósticos de PSP não tiveram confirmação neuropatológica, a população do UK Biobank é predominantemente branca e relativamente saudável e favorecida socioeconomicamente, e apenas 240 casos de PSP estavam disponíveis.

Como em todo estudo observacional, ainda pode existir confusão residual e causalidade reversa.

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⚕️ IMPORTANTE • Este conteúdo resume um estudo científico e não substitui consulta médica. • Se você tem sintomas ou dúvidas, converse com um profissional de saúde. • Não interrompa ou inicie medicamentos por conta própria. • Cada pessoa é única — o que vale para o grupo do estudo pode não valer para você.

Referência ABNT

ZHAO, Charlie Weige et al. Risk Factors for the Diagnosis of Progressive Supranuclear Palsy in the UK Biobank. Movement Disorders, v. 41, n. 7, p. 1727–1739, 2026. DOI: 10.1002/mds.70287.

Assinatura


✍️ Dr. Thiago G. Guimarães CRM-SP 178.347 Neurologista — Distúrbios do Movimento e Neurogenética Hospital das Clínicas da FMUSP

📍 Consultório em Pinheiros, São Paulo/SP 🌐 Site: drthiagoguimaraesneuro.com 🎬 YouTube: @DrThiagoGGuimaraes 📸 Instagram: @dr.thiagogguimaraes.neuro

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica.

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